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Conta
o Poeta Longfellow, a parábola
do lavrador que, após exaustivo dia de trabalho, ao retornar
para sua casa, trazendo às costas um saco cheio de grãos,
fruto do seu labor naquele dia, viu aproximar-se uma carruagem,
de onde desceu o “Senhor da Vida”, estendendo-lhe as mãos,
solicitando uma esmola.
-O
Senhor da Vida pedindo esmola a mim, pobre lavrador? – Indagou
espantado!
Mesmo
assim, colocando o saco ao chão, dele retirou um pequeno grão,
colocando-o nas mãos do Senhor da Vida, que agradeceu e partiu.
Ainda
surpreso, o lavrador tornou a colocar o saco às costas para
retomar seu caminho. Porém,
notando que o mesmo estava mais pesado, tornou a coloca-lo no chão
e, abrindo viu que no lugar do grão que retirara, encontrava-se
uma pedra preciosa. Voltando-se
rapidamente, viu que a carruagem já desaparecia no horizonte.
-Louco
que fui! Exclamou o lavrador – Por que não dei tudo que tinha
ao Senhor da Vida?!
Tal
como o lavrador da parábola, temos oferecido muito pouco ao
Senhor da Vida e à consoladora Doutrina dos Espíritos, em
contra-partida às inúmeras bênçãos que temos recebido.
Se este pequeno grão levar ajuda e esclarecimento aos
leitores, um só que seja, nos daremos por amplamente
recompensados.
Editor
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