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Médiuns
André Luiz,
através da abençoada mediunidade de Chico Xavier, e Martins
Peralva, escritor e expositor da Doutrina Espírita, nos falam
sobre os médiuns como “simples produtores de fenômenos” (Era da
Matéria), e daqueles que a praticam “com Jesus” (Era do
Espírito)
(1).
A mente é a base
de todos os fenômenos mediúnicos, esclarecem os instrutores
espirituais; assim sendo, a natureza dos nossos pensamentos, o
tipo das nossas aspirações e o nosso sistema de vida, a se
expressarem através de atos e palavras, pensamentos e atitudes,
determinarão, sem dúvida, a qualidade dos Espíritos que, pela
lei das afinidades, serão compelidos a sintonizarem conosco nas
tarefas cotidianas e, especificamente, nas práticas mediúnicas.
Não podemos, por enquanto, desejar uma comunidade realmente
cristã, onde todos se entendam, pensem no bem, pelo bem vivam e
pelo bem realizem.Cada um de nós terá de construir a própria
edificação. Este processo de renovação se verificará,
indubitavelmente, na base da troca ou substituição de
sentimentos.
Modificar os
hábitos, aprimorar os sentimentos, melhorar o vocabulário,
purificar os olhos, exercer a fraternidade, amar e servir,
estudar e aprender incessantemente, deixando os milenários
hábitos que nos cristalizaram os corações, como abandonamos a
roupa velha ou o calçado imprestável, que não mais satisfazem os
imperativos da decência e da higiene. Como decorrência natural
de tais substituições, a mediunidade, igualmente, sublimar-se-á,
tornando-se uma ponte luminosa através da qual o Céu se ligará à
Terra.
A Era da Matéria
exigia conquistas exteriores, ganhos fáceis, prazeres e
futilidades, considerações e honrarias. Era o imediatismo,
estimulando a preguiça e a estagnação, ao abismo e ao
sofrimento.
A Era do Espírito
pede-nos a conquista de nós mesmos, luta incessante, trabalho e
responsabilidades. O médium que, intrinsecamente, vive os
fatores negativos da Era da Matéria, é operário negligente, cuja
ferramenta se enferrujará, será destruída pelas traças ou
roubada pelos ladrões, consoante a advertência do Evangelho.
Será, apenas “um produtor de fenômenos”.
O médium que vigia
a própria vida, disciplina suas emoções, cultiva as virtudes
cristãs e oferece ao Senhor, multiplicados, os talentos que por
empréstimo lhe foram confiados, estará, no silêncio de suas
dores e de seus sacrifícios, exercendo a “mediunidade com
Jesus”.
(1) Nos
Domínios da Mediunidade e Estudando a Mediunidade.
Editor
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