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Fanatismo
Religioso
Do noticiário dos
jornais, no mês de maio último:
“Jovens invadem
templo religioso promovendo destruição de imagens que, segundo
eles, seriam coisas do demônio; o pastor da Igreja a que os
jovens pertencem, garante que não os incentiva à violência”.
O fanatismo é a
intolerância extrema para com os diferentes. O religioso
fanático é incapaz de manter diálogo e respeito para com
profitentes de outras crenças.
O filósofo e
escritor italiano Uberto Eco reconhece que o protofacismo está
presente nos movimentos fanáticos; para ele, os atos terroristas
são produzidos e sustentados por fanatismos de inspiração
místico-facista. São fanáticos os terroristas suicidas
muçulmanos, como o são os fundamentalistas cristãos que atacam e
perseguem homossexuais, e proíbem o ensino da teoria
evolucionista de Darwin nas escolas, obrigando os professores a
ensinarem a doutrina criacionista, tal como está na Bíblia.
Eram fanáticos os católicos que promoveram em Paris o terror da
“noite de São Bartolomeu” , como são fanáticos os protestantes
da Irlanda do Norte, que atacam crianças católicas ao se
dirigirem para suas escolas.
Respondendo a um
padre católico que indagou sobre “o que dizem os Espíritos
superiores com respeito à religião”, anotou Allan Kardec o
seguinte:
“... os Espíritos
superiores não se preocupam com questões de detalhes. Eles se
limitam a dizer: Deus é bom e justo; Ele não quer senão o bem; a
melhor de todas as religiões, pois, é aquela que não ensina
senão conforme a bondade e a justiça de Deus; que dá de Deus uma
idéia mais ampla, mais sublime, e não o rebaixa emprestando-lhe
a pequenez e as paixões da Humanidade; que torna os homens bons
e virtuosos e lhes ensina a se amarem todos como irmãos; que
condena todo mal feito ao próximo; que não autoriza a injustiça
sob qualquer forma ou pretexto que seja; que não prescreve nada
de contrário às leis imutáveis da Natureza, porque Deus não pode
se contradizer; aquela cujos ministros dão o melhor exemplo de
bondade, de caridade e de moralidade; aquela que tende a
combater melhor o egoísmo e a lisonjear menos o orgulho e a
vaidade dos homens; aquela, enfim, em nome da qual se comete
menos mal, porque uma boa religião não pode ser o pretexto de um
mal qualquer”.
Editor
Fontes de
consulta:
Allan Kardec, “O Que é O Espiritismo”.
Raymundo de Lima, “Revista Espaço Acadêmico” – Outubro 2002.
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