O Mensageiro  -  Revista Espírita-Cristã do Terceiro Milênio 
Título :
Editorial de Julho de 2008

Autor:
Editor

Fonte:
O Mensageiro

EDITORIAIS

       

Fanatismo Religioso

Do noticiário dos jornais, no mês de maio último:

“Jovens invadem templo religioso promovendo destruição de imagens que, segundo eles, seriam coisas do demônio; o pastor da Igreja a que os jovens pertencem, garante que não os incentiva à violência”.

O fanatismo é a intolerância extrema para com os diferentes. O religioso fanático é incapaz de manter diálogo e respeito para com profitentes de outras crenças.

O filósofo e escritor italiano Uberto Eco reconhece que o protofacismo está presente nos movimentos fanáticos; para ele, os atos terroristas são produzidos e sustentados por fanatismos de inspiração místico-facista. São fanáticos os terroristas suicidas muçulmanos, como o são os fundamentalistas cristãos que atacam e perseguem homossexuais, e proíbem o ensino da teoria evolucionista de Darwin nas escolas, obrigando os professores a ensinarem a doutrina criacionista, tal como está na Bíblia.


Eram fanáticos os católicos que promoveram em Paris o terror da “noite de São Bartolomeu” , como são fanáticos os protestantes da Irlanda do Norte, que atacam crianças católicas ao se dirigirem para suas escolas.

Respondendo a um padre católico que indagou sobre “o que dizem os Espíritos superiores com respeito à religião”, anotou Allan Kardec o seguinte:

“... os Espíritos superiores não se preocupam com questões de detalhes. Eles se limitam a dizer: Deus é bom e justo; Ele não quer senão o bem; a melhor de todas as religiões, pois, é aquela que não ensina senão conforme a bondade e a justiça de Deus; que dá de Deus uma idéia mais ampla, mais sublime, e não o rebaixa emprestando-lhe a pequenez e as paixões da Humanidade; que torna os homens bons e virtuosos e lhes ensina a se amarem todos como irmãos; que condena todo mal feito ao próximo; que não autoriza a injustiça sob qualquer forma ou pretexto que seja; que não prescreve nada de contrário às leis imutáveis da Natureza, porque Deus não pode se contradizer; aquela cujos ministros dão o melhor exemplo de bondade, de caridade e de moralidade; aquela que tende a combater melhor o egoísmo e a lisonjear menos o orgulho e a vaidade dos homens; aquela, enfim, em nome da qual se comete menos mal, porque uma boa religião não pode ser o pretexto de um mal qualquer”.

Editor

Fontes de consulta:
Allan Kardec, “O Que é O Espiritismo”.
Raymundo de Lima, “Revista Espaço Acadêmico” – Outubro 2002.