O Mensageiro  -  Revista Espírita-Cristã do Terceiro Milênio 
Título :
Editorial de Novembro de 2009

Autor:
Editor

Fonte:
O Mensageiro

EDITORIAIS

       

Fenômenos

Foi noticiado pelo “Jornal do Brasil” de 24 de maio de 1988:

“Nem mesmo depois de um exorcismo e de mandar demolir a velha casa de madeira, no número 33 da Rua P, em Vila Santa Rosa, Zona Norte de Porto Alegre, a operária aposentada Bronilda Andrade Cardoso, de 53 anos, e seus 10 parentes tiveram paz, pois os fenômenos sobrenaturais – objetos que flutuam e caem no chão sozinhos – continuam acontecendo. Segundo ela, os fatos se repetem, no barraco improvisado nos fundos do terreno, da mesma forma que antes. Desolada, Dona Bronilda já não sabe o que fazer. Após a sessão de exorcismo promovida dia 9 pelo pastor Násser Bandeira, da Igreja Evangélica Quadrangular, ela afirma que as coisas pioraram ainda mais. – Depois que esse homem veio aqui falar em demônio, forças do mal, e posar para fotografias de jornal, protesta a inconformada senhora com um pedaço do aparelho espatifado nas mãos. Depois do dia 16 ela mandou demolir a casa”.

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O jornal não informa os acontecimentos posteriores, ou seja, se as manifestações continuaram na outra residência, o que é bem possível, uma vez que sabemos de casos em que os assédios persistiram por largo tempo, até mesmo em outras existências. O que fica bastante claro é que os exorcismos não têm qualquer eficácia sobre os maus Espíritos (ou simplesmente zombeteiros), que se riem destas ridículas fórmulas e, muitas vezes, ensejam o recrudescimento dos fenômenos.

Com relação às obsessões, de um modo geral, a Doutrina Espírita, em convocando o homem ao amor e ao estudo, prescreve como norma de conduta o Evangelho vivo e atuante, ensinando a oração que enseja comunhão com Deus, prescrevendo “jejum” ao crime e continência em relação ao erro, para uma existência sadia na Terra (1).

Allan Kardec relata o caso de várias irmãs (2), vítimas de depredações muito desagradáveis; seus vestidos eram cortados, espalhados por todos os cantos da casa. Evocado, o Espírito que se manifestava por tais atos, mostrava-se de uma grande perversidade. A prece, todavia, parecia exercer uma influência salutar. A esse respeito, eis o que disse um Espírito superior:

“O que essas damas têm de melhor a fazer, é pedir aos seus Espíritos protetores para não abandoná-las; e não tenho melhor conselho a lhes dar é examinarem se têm praticado o amor ao próximo e a caridade. A caridade da língua, porque, infelizmente, amam muitíssimo censurar o próximo, e o Espírito que as obsidia toma a sua revanche, porque foi seu burro de carga quando vivo”.

 

Editor

(1) “Nos Bastidores da Obsessão”.

(2) “O Livro dos Médiuns”.