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Fenômenos
Foi noticiado pelo
“Jornal do Brasil” de 24 de maio de 1988:
“Nem mesmo depois
de um exorcismo e de mandar demolir a velha casa de madeira, no
número 33 da Rua P, em Vila Santa Rosa, Zona Norte de Porto
Alegre, a operária aposentada Bronilda Andrade Cardoso, de 53
anos, e seus 10 parentes tiveram paz, pois os fenômenos
sobrenaturais – objetos que flutuam e caem no chão sozinhos –
continuam acontecendo. Segundo ela, os fatos se repetem, no
barraco improvisado nos fundos do terreno, da mesma forma que
antes. Desolada, Dona Bronilda já não sabe o que fazer. Após a
sessão de exorcismo promovida dia 9 pelo pastor Násser Bandeira,
da Igreja Evangélica Quadrangular, ela afirma que as coisas
pioraram ainda mais. – Depois que esse homem veio aqui falar em
demônio, forças do mal, e posar para fotografias de jornal,
protesta a inconformada senhora com um pedaço do aparelho
espatifado nas mãos. Depois do dia 16 ela mandou demolir a
casa”.
-o-
O jornal não
informa os acontecimentos posteriores, ou seja, se as
manifestações continuaram na outra residência, o que é bem
possível, uma vez que sabemos de casos em que os assédios
persistiram por largo tempo, até mesmo em outras existências. O
que fica bastante claro é que os exorcismos não têm qualquer
eficácia sobre os maus Espíritos (ou simplesmente zombeteiros),
que se riem destas ridículas fórmulas e, muitas vezes, ensejam o
recrudescimento dos fenômenos.
Com relação às
obsessões, de um modo geral, a Doutrina Espírita, em convocando
o homem ao amor e ao estudo, prescreve como norma de conduta o
Evangelho vivo e atuante, ensinando a oração que enseja comunhão
com Deus, prescrevendo “jejum” ao crime e continência em relação
ao erro, para uma existência sadia na Terra
(1).
Allan Kardec
relata o caso de várias irmãs
(2),
vítimas de depredações muito desagradáveis; seus vestidos eram
cortados, espalhados por todos os cantos da casa. Evocado, o
Espírito que se manifestava por tais atos, mostrava-se de uma
grande perversidade. A prece, todavia, parecia exercer uma
influência salutar. A esse respeito, eis o que disse um Espírito
superior:
“O que essas damas
têm de melhor a fazer, é pedir aos seus Espíritos protetores
para não abandoná-las; e não tenho melhor conselho a lhes dar é
examinarem se têm praticado o amor ao próximo e a caridade. A
caridade da língua, porque, infelizmente, amam muitíssimo
censurar o próximo, e o Espírito que as obsidia toma a sua
revanche, porque foi seu burro de carga quando vivo”.
Editor
(1) “Nos
Bastidores da Obsessão”.
(2) “O Livro
dos Médiuns”.
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