O Mensageiro  -  Revista Espírita-Cristã do Terceiro Milênio 
Título:
Alerta aos Médiuns

Autor:
Editor

Fonte:
O Mensageiro

EDITORIAIS

       

Alerta aos Médiuns

 

NRespondendo à questão 226, item 9, formulada por Kardec, em Q Livro dos Médiuns, “Qual seria o médium que se poderia chamar de perfeito?”, disseram os colaboradores da Codificação: “Perfeito, ah! Bem sabeis que a perfeição não está sobre a Terra, de outro modo não estaríeis nela; dizei, pois, bom médium, e isso já é muito, porque são muito raros. O médium perfeito seria aquele ao qual os maus Espíritos não tivessem jamais ousado fazer uma tentativa para enganá-lo; o melhor é aquele que, não simpatizando senão com os bons Espíritos, foi enganado o menos frequentemente”. E, Emmanuel acrescenta:

“Os médiuns, em sua generalidade, não são missionários na acepção comum do termo; são almas que fracassaram desastradamente, que contrariaram, sobremaneira, o curso das leis divinas, e que resgatam, sob o peso de severos compromissos e ilimitadas responsabilidades, o passado obscuro e delituoso. Quase sempre, são Espíritos que tombaram dos cumes sociais, pelos abusos do poder, da autoridade, da fortuna e da inteligência, e que regressam ao orbe terráqueo para se sacrificarem em favor do grande número de almas que desviaram das sendas luminosas da fé, da caridade e da virtude”. E segue o esclarecido Mentor: “Médiuns, ponderai as vossas obrigações sagradas! Preferi viver na maior das provações a cairdes na estrada larga das tentações que vos atacam, insistentemente, em vossos pontos vulneráveis”.

E sobre estes pontos vulneráveis, é André Luiz que fala:

“Estimam as discussões injuriosas, fomentam o sectarismo, dão grande apreço ao individualismo inferior que desconsidera o esforço alheio, por mais nobilitante que seja esse. Quase sempre entregam-se a rixas infindáveis e gastam o tempo estudando os meios de fazerem valer as limitações que lhes são próprias. Por mais que lhes sejam ensinadas a humildade, recorrendo ao exemplo eterno do Cristo, mais se arvoram em críticos impiedosos, incentivando a malicia, a discórdia, o ciúme e o desleixo espiritual”.

“Existem muitos médiuns no Espiritismo que não são médiuns espíritas – esclarece Odilon Fernandes -, mediunidade espírita genuína é compromisso com Jesus e Kardec. O médium espírita demonstra que o é de fato na vivencia do Evangelho, consoante a ótica de Fé Raciocinada”.

 

Editor