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“O
Mensageiro” traz este mês uma mensagem de Humberto de Campos,
Irmão X, onde este iluminado Espírito dá sua visão sobre o
carnaval carioca no ano de 1939;
traz também o artigo “Festa da Carne” de autoria do
companheiro Nelson Oliveira e Souza, presidente do Centro Espírita
Terezinha de Jesus.
Apesar
do intervalo de mais de sessenta anos entre estes dois
trabalhos, observamos que não aconteceram muitas mudanças com
relação ao assunto. Apesar
das alegações dos apologistas dos festejos de Momo, dizendo
dos “benefícios” trazidos à cidade com a vinda de
turistas, do trabalho oferecido às costureiras com a confecção
de fantasias, da mão de obra empregada para
a confecção de carros alegóricos, adereços, etc...,
do aumento da ocupação nos hotéis, do crescimento das vendas
do comércio, perguntamos: tudo isto compensa a dolorosa estatística
policial que vemos nos jornais finda a “loucura
carnavalesca”? Com o crescimento dos negócios, aumentam
também os acidentes de automóveis, o alcoolismo, as
agressões, os assassinatos, e os tristes dramas familiares que
não fazem parte de uma estatística, mas que é sobejamente
conhecido por todos.
A
Doutrina Espírita nada proíbe, mas nos chama à
responsabilidade; também não é contra a alegria e o lazer,
mas nos indica claramente o que nos convém.
E não nos convém, e nem a ninguém, participar de uma
festa onde as emoções são excitadas ao máximo!
Existem muitas maneiras de se aproveitar o descanso do
carnaval, como passeios ao campo, às cachoeiras, à praia, ou
melhor ainda: participar das atividades programadas por diversas
casas espíritas, que aproveitam estes dias para realizarem
estudos e palestras doutrinárias.
Vamos aderir?
Editor
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