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“Nos
dias de hoje, a caridade mais urgente é a da divulgação dos
princípios espíritas”.
A
frase acima está registrada no livro “As Aves Feridas Na
Terra Voam”, de autoria de Nancy Pullman Di Girolamo. Nesse
livro, a autora cita um caso noticiado pelos jornais de São
Paulo, de um pai, em Roma, desesperado porque o filho recém-nascido
não tinha pernas, apresentando apenas dois cotos no lugar dos
membros inferiores, atirou-o às águas do Rio Tibre. Ao ser
preso, declarou: “Matei meu filho, para que ele não sofresse
uma vida inteira”. E
o que mais preocupou a autora do livro, é que, numa pequena
consulta feita pelos jornais, a maior parte declarou que não
saberia como agir em semelhante situação, ou apoiava o gesto
do pai romano.
Lembra
ainda D. Nancy um caso, ocorrido muitos anos atrás, nos Estados
Unidos, quando uma criança também nascera com dois cotos no
lugar das pernas. O
menino chamava-se Henry Viscardi Júnior. Diferentemente do
garoto italiano, Henry foi tratado com todo o carinho por seus
pais; já crescido, estudava numa Universidade, apitando jogos
de Voleibol, para se manter.
Certa ocasião, um professor da Universidade, cirurgião
famoso, de nome Yanover, vendo a coragem daquele jovem,
decidiu-se a operá-lo. “Não
tenho como lhe pagar” - disse
Henry. “Não importa – retrucou o médico – quando puderes,
podes me pagar, ajudando outras pessoas iguais a ti”. O Dr.
Yanover implantou nos pequenos cotos duas pernas mecânicas,
livrando para sempre o jovem Henry da cadeira de rodas.
Anos
depois, o agora senhor Henry Viscardi Junior, tornou-se
presidente de uma das maiores industrias de auto-peças em Nova
York; o que havia
de mais singular nessa indústria era o fato de que a maioria
dos seus empregados era de deficientes físicos. Não importava
qual fosse a deficiência; se a pessoa pudesse apenas mover os
dedos, um trabalho lhe era entregue, adequado a sua situação,
numa demonstração sublime de valorização da vida.
Possivelmente,
o menino italiano renascera com a missão de ajudar, de alguma
forma, seus iguais: mas seu pai o matou, “para que ele não
sofresse uma vida inteira”.
Realmente,
“a caridade mais urgente nos dias de hoje, é a da divulgação
dos princípios espíritas”;
cientes dessa verdade, é que idealizamos nossa
“Revista”. Nela
procuramos, principalmente, levar aos nossos leitores aqueles
conceitos: “Quem somos?, De onde viemos?, Para onde vamos? Por
que sofremos?”; trazidos pelos Bondosos Mensageiros
Espirituais, que trabalham pela Humanidade terrena, em nome de
Jesus. E, vemos com satisfação, um número cada vez maior de
pessoas que visitam nossas páginas, isto em apenas dois meses
de atividades, numa demonstração inequívoca de como se faz
necessário repetir, sem descanso, aquelas informações, únicas
capazes de nos garantir a paz de espírito, tão difícil nos
dias que correm, quando há uma busca incessante de valores
outros, que podem dar satisfação por alguns momentos, mas não
trazem a saciedade, aquela mesma saciedade oferecida por Jesus
à Samaritana. Repetimos o final do nosso primeiro editorial:
“se um só de nossos irmãos encontrar conforto nessas páginas,
já nos daremos por amplamente recompensados”.
Editor
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