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Oportunidade
Zaqueu desce
desta árvore, pois convém que me hospede hoje em tua casa.
Jesus.
Marcante esta
passagem dos Evangelhos, quando Jesus, para espanto daqueles que
o seguiam, resolve hospedar-se na casa de um publicano, homem
desprezado pelos judeus, por ser um cobrador de impostos, e
ninguém gosta de pagar imposto, principalmente quando taxado,
como no caso dos judeus, pelo dominador romano.
Zaqueu era um
homem bom e sofria pelo desprezo que recebia dos homens. Zaqueu
tinha ânsia de ser amado; gostaria que seu povo entendesse que a
função que exercia não modificara seu temperamento humilde e
fraterno. Sabia que muitos dos que o olhavam com desprezo e
reprovação, se pudessem, estariam em seu lugar.
Zaqueu ouvira
falar de um profeta que vivia rodeado de homens e mulheres
considerados de má vida, acolhendo a todos com palavras de
carinho e incentivo. Para a mulher presa em flagrante de
adultério, depois de lembrar aos que a perseguiam, que somente
os isentos de pecados teriam o direito de atirar a primeira
pedra, disse-lhe: “Eu também não te condeno; vai e não peques
mais”.
Agora este profeta
encontrava-se na cidade e Zaqueu queria falar com ele. Mas
Jesus, como sempre, estava acompanhado de grande multidão, que o
rodeavam, impossibilitando a Zaqueu, de baixa estatura, de
vê-lo. A solução foi subir numa árvore para contemplar o Mestre
em sua passagem. E quando Jesus passou por baixo da árvore, oh
surpresa! Dirige seus olhos até Zaqueu dizendo: “Zaqueu, desce
da árvore. Convém que me hospede hoje em tua casa”.
Os Evangelhos
narram a alegria de Zaqueu, prometendo ao Mestre distribuir
metade de seus bens aos pobres e ressarcir em dobro qualquer
prejuízo que, porventura tenha causado a alguém, porque sentia
que, naquele dia, “a salvação entrara em sua casa”.
Refletindo sobre
esta passagem, lembramos as diversas maneiras com que o Mestre
Divino tem-nos chamado ao seu convívio. Ociosos, porém,
custa-nos a descer do alto de nossas imperfeições; achamos a
“porta estreita” cheia de dificuldades, preferindo a “porta
larga” dos gozos efêmeros.
Na Casa Espírita
encontra-se a oportunidade de trabalho, de ressarcir uma pequena
parte de todas as bênçãos com que o nosso Celeste Amigo tem-nos
agraciado. Não há mais tempo para delongas: esta é a hora!
Editor
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