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Dor-Auxílio
"- Não estivesse eu numa cadeira de rodas e certamente iria
tomar satisfações com aquele miserável."
"-
Abençoada cadeira de rodas! Evita seu envolvimento com atitudes
agressivas que lhe causariam sérios embaraços."
O texto acima, extraído do livro “O Céu Ao Nosso Alcance”,
de Richard Simonetti, lembra André Luiz, quando falava na
dor-auxílio.
Sendo Deus, o Pai Justo e Misericordioso, “que não dá uma
pedra ao filho que pede um pedaço de pão”, fica claro que todas
as dores têm uma razão justa de ser; elas são, na realidade, a
conseqüência dos erros cometidos nesta, ou em anteriores
existências. Assim, os sofrimentos devem ser encarados, não como
uma punição, mas como uma reação da Lei Eterna e Imutável de
Causas e Efeitos, que “dá a cada um, de conformidade com as suas
obras.” E quantos agravos faríamos a essa Lei, não fosse a dor
a nos alertar e mesmo impedir de cairmos nos mesmos erros do
passado.
Ramatis conta a estória do homem portador de enorme ferida
em uma de suas pernas; a exsudação do ferimento atraía moscas
que lhe causavam grande incômodo. Aconselhado por amigos, fez
várias tentativas para afastar os insetos: usou meias de seda e
de algodão que durante algum tempo o aliviavam; mas a ferida
estava aberta e, em pouco tempo voltavam as moscas a
incomodá-lo. Finalmente, lhe ensinaram uma pomada cicatrizante:
fechou a ferida e os insetos desapareceram para sempre.
Conclui Ramatis que a cessação de nossos
sofrimentos está relacionado com a cura de nossas mazelas morais
e, um amigo espiritual nos lembra que existem duas pomadas ao
nosso dispor: a primeira tem como ingredientes trabalho e suor;
a segunda, dor e lágrimas. A escolha é nossa.
Editor
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