O Mensageiro  -  Revista Espírita-Cristã do Terceiro Milênio 
Título :
Editorial de Fevereiro de 2003

Autor:
Editor

Fonte:
O Mensageiro

EDITORIAIS

       

Dor-Auxílio

 

"- Não estivesse eu numa cadeira de rodas e certamente iria tomar satisfações com aquele miserável."

"- Abençoada cadeira de rodas! Evita seu envolvimento com atitudes agressivas que lhe causariam sérios embaraços."

 

O texto acima, extraído do livro “O Céu Ao Nosso Alcance”, de Richard Simonetti, lembra André Luiz, quando falava na dor-auxílio.

Sendo Deus, o Pai Justo e Misericordioso, “que não dá uma pedra ao filho que pede um pedaço de pão”, fica claro que todas as dores têm uma razão justa de ser; elas são, na realidade, a conseqüência dos erros cometidos nesta, ou em anteriores existências. Assim, os sofrimentos devem ser encarados, não como uma punição, mas como uma reação da Lei Eterna e Imutável de Causas e Efeitos, que “dá a cada um, de conformidade com as suas obras.”  E quantos agravos faríamos a essa Lei, não fosse a dor a nos alertar e mesmo impedir de cairmos nos mesmos erros do passado.

Ramatis conta a estória do homem portador de enorme ferida em uma de suas pernas; a exsudação do ferimento atraía moscas que lhe causavam grande incômodo. Aconselhado por amigos, fez várias tentativas para afastar os insetos: usou meias de seda e de algodão que durante algum tempo o aliviavam; mas a ferida estava aberta e, em pouco tempo voltavam as moscas a incomodá-lo. Finalmente, lhe ensinaram uma pomada cicatrizante: fechou a ferida e os insetos desapareceram para sempre.

Conclui Ramatis que a cessação de nossos sofrimentos está relacionado com a cura de nossas mazelas morais e, um amigo espiritual nos lembra que existem duas pomadas ao nosso dispor: a primeira tem como ingredientes trabalho e suor; a segunda, dor e lágrimas. A escolha é nossa.

 

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