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Sofrer o Mal
Pode um homem
mau, com a ajuda de um mau Espírito que lhe é devotado, fazer
mal ao seu próximo?
Não, Deus não o permitiria. (O Livro dos Espíritos, Questão
551).
Apesar da incisava
resposta dada pelos Espíritos Superiores a Kardec, muitas
pessoas ainda se questionam quanto ao poder dos Espíritos maus
em prejudicarem seus desafetos. É bem verdade que conhecemos
casos de obsessão, onde os obsidiados são, algumas vezes,
levados até a loucura. Entretanto, conforme Kardec, existe uma
relação muito grande entre obsessores e obsidiados, entre
vitimas e algozes.
Assim sendo,
examinando as causas da obsessão, freqüentemente encontramos na
suposta vítima a causa do seu sofrimento.
É por esta razão
que a Doutrina Espírita, diferentemente de outras crenças,
ensina a necessidade de tratamento de uns e outros, não vendo na
pretensa vitima o único necessitado de ajuda e de
esclarecimento.
Quando o processo
obsessivo não tem sua origem nos desencontros do passado, com
certeza, reflete uma sintonia de gostos e de sentimentos, ou
seja, o ser visado pelo homem mau, com a ajuda de um mau
espírito, somente será atingido se estiver sintonizado também
com a maldade.
Extraímos do livro
“Nos Domínios da Mediunidade”, psicografia de Chico Xavier,
autor espiritual André Luiz, o seguinte texto:
“A casa de pasto
regurgitava... Muita alegria, muita gente. Lá dentro, certo
recolheríamos material adequado a expressivas lições.
Transpusemos a entrada.
As emanações do ambiente produziam em nós indefinível mal estar.
Junto de fumantes e bebedores inveterados, criaturas
desencarnadas de triste feição se demoravam expectantes.
Algumas sorviam as
baforadas de fumo arremessadas ao ar, ainda aquecidas pelo calor
dos pulmões que as expulsavam, nisso encontrando alegria e
alimento. Outras aspiravam o hálito de alcoólatras impenitentes.
Indicando-as,
informou o orientador:
- Muitos de nossos
irmãos, que já se desvencilharam do vaso carnal, se apegam com
tamanho desvario às sensações da experiência física, que se
apegam àqueles nossos amigos terrestres temporariamente
desequilibrados nos desagradáveis costumes por que se deixam
influenciar."
Portanto, a melhor
defesa é viver em sintonia com os espíritos benévolos,
praticando o bem e o amor ao próximo, criando, dessa forma, em
torno de si, uma aura impenetrável ao mal.
Editor
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