O Mensageiro  -  Revista Espírita-Cristã do Terceiro Milênio 
Título :
Editorial de Abril de 2003

Autor:
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Fonte:
O Mensageiro

EDITORIAIS

       

Sofrer o Mal

 

Pode um homem mau, com a ajuda de um mau Espírito que lhe é devotado, fazer mal ao seu próximo?
Não, Deus não o permitiria. (O Livro dos Espíritos, Questão 551).

 

Apesar da incisava resposta dada pelos Espíritos Superiores a Kardec, muitas pessoas ainda se questionam quanto ao poder dos Espíritos maus em prejudicarem seus desafetos. É bem verdade que conhecemos casos de obsessão, onde os obsidiados são, algumas vezes, levados até a loucura. Entretanto, conforme Kardec, existe uma relação muito grande entre obsessores e obsidiados, entre vitimas e algozes.

Assim sendo, examinando as causas da obsessão, freqüentemente encontramos na suposta vítima a causa do seu sofrimento.

É por esta razão que a Doutrina Espírita, diferentemente de outras crenças, ensina a necessidade de tratamento de uns e outros, não vendo na pretensa vitima o único necessitado de ajuda e de esclarecimento.

Quando o processo obsessivo não tem sua origem nos desencontros do passado, com certeza, reflete uma sintonia de gostos e de sentimentos, ou seja, o ser visado pelo homem mau, com a ajuda de um mau espírito, somente será atingido se estiver sintonizado também com a maldade.

Extraímos do livro “Nos Domínios da Mediunidade”, psicografia de Chico Xavier, autor espiritual André Luiz, o seguinte texto:

“A casa de pasto regurgitava... Muita alegria, muita gente. Lá dentro, certo recolheríamos material adequado a expressivas lições.
Transpusemos a entrada.
As emanações do ambiente produziam em nós indefinível mal estar.
Junto de fumantes e bebedores inveterados, criaturas desencarnadas de triste feição se demoravam expectantes.

Algumas sorviam as baforadas de fumo arremessadas ao ar, ainda aquecidas pelo calor dos pulmões que as expulsavam, nisso encontrando alegria e alimento. Outras aspiravam o hálito de alcoólatras impenitentes.

Indicando-as, informou o orientador:

- Muitos de nossos irmãos, que já se desvencilharam do vaso carnal, se apegam com tamanho desvario às sensações da experiência física, que se apegam àqueles nossos amigos terrestres temporariamente desequilibrados nos desagradáveis costumes por que se deixam influenciar."

 

Portanto, a melhor defesa é viver em sintonia com os espíritos benévolos, praticando o bem e o amor ao próximo, criando, dessa forma, em torno de si, uma aura impenetrável ao mal.

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