O Mensageiro  -  Revista Espírita-Cristã do Terceiro Milênio 
Título :
Editorial de Agosto de 2003

Autor:
Editor

Fonte:
O Mensageiro

EDITORIAIS

       

Penas Eternas?

 

- A duração dos sofrimentos do culpado, na vida espiritual, é arbitrada ou subordinada a alguma lei?
- Deus não age jamais por capricho e tudo, no Universo, está regido por leis que revelam a sua sabedoria e a sua bondade. (Livro dos Espíritos, Questão 1003).

 

Conforme aprendemos nas lições que os Espíritos Superiores trouxeram a Kardec, a duração das penas do Espírito culpado está relacionada ao tempo necessário ao seu aperfeiçoamento. À medida que ele progride, seus sofrimentos diminuem. E outra não pode deixar de ser em razão da idéia que fazemos da infinita justiça e misericórdia de Deus, que dá ao culpado a oportunidade de corrigir seus erros, começando por um arrependimento sincero, seguindo-se a reparação das faltas.

O Espírito culpado sofreria eternamente, se eternamente fosse mau. O arrependimento pode ser, em alguns casos, demorado, mas acreditar que eles não se arrependam jamais, seria negar a própria lei de progresso.

A lei que rege a duração das penas é eminentemente sábia e benevolente, pois subordina a sua duração aos esforços que o Espírito faz em se melhorar.

Crer nas penas eternas seria negar a suprema bondade e sabedoria do Pai – o mesmo Pai que, nas palavras do Cristo, recomenda a seus filhos o perdão das ofensas, não até sete vezes, mas setenta vezes sete vezes, perdão infinito!

 

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