O Mensageiro  -  Revista Espírita-Cristã do Terceiro Milênio 
Título :
Editorial de Setembro de 2003

Autor:
Editor

Fonte:
O Mensageiro

EDITORIAIS

       

A Indulgência

 

“A Indulgência não vê os defeitos de outrem, ou, se os vê, evita falar deles, divulgá-los”.


A frase acima é do Espírito José, transcrito do capítulo 10 de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”; acrescenta, ainda, aquele Espírito protetor, “que a indulgência jamais se ocupa com os maus atos de outrem, a menos que seja para prestar um serviço”.

Um apontamento leviano, uma observação menos digna, pode criar amarguras nas pessoas vitimas desse mau habito e, até mesmo, a destruição de lares.

Evitar o gosto amargo da critica deve ser uma constante para o espírita-cristão, consciente de que todo o mal praticado retorna com intensidade muitas vezes maior.

Educar a mente para somente observar o lado bom das coisas, pode evitar inúmeros dissabores.

Leon Tolstoi, célebre e festejado escritor russo, relata que Jesus, em certa ocasião, acompanhado de alguns discípulos, ao passar pelos portões da entrada principal de uma cidade que visitava para suas pregações, avistou um cão morto, colhido por uma carroça.

O animal, com as vísceras à mostra, a boca aberta no ricto doloroso, exalando mau cheiro, fazia com que as pessoas virassem o rosto, exclamando: - Que mau cheiro! A que Jesus respondia: - Mas que belos dentes ele tinha!

Olhar o bom das coisas, evitar comentários desairosos, principalmente quando o acusado estiver ausente, evitar passar adiante qualquer noticia maldosa, eis o dever de todos. Indulgência, misericórdia, perdão: base dos ensinamentos do Cristo.

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