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A Indulgência
“A Indulgência
não vê os defeitos de outrem, ou, se os vê, evita falar deles,
divulgá-los”.
A frase acima é do
Espírito José, transcrito do capítulo 10 de “O Evangelho Segundo
o Espiritismo”; acrescenta, ainda, aquele Espírito protetor,
“que a indulgência jamais se ocupa com os maus atos de outrem, a
menos que seja para prestar um serviço”.
Um apontamento
leviano, uma observação menos digna, pode criar amarguras nas
pessoas vitimas desse mau habito e, até mesmo, a destruição de
lares.
Evitar o gosto
amargo da critica deve ser uma constante para o
espírita-cristão, consciente de que todo o mal praticado retorna
com intensidade muitas vezes maior.
Educar a mente
para somente observar o lado bom das coisas, pode evitar
inúmeros dissabores.
Leon Tolstoi,
célebre e festejado escritor russo, relata que Jesus, em certa
ocasião, acompanhado de alguns discípulos, ao passar pelos
portões da entrada principal de uma cidade que visitava para
suas pregações, avistou um cão morto, colhido por uma carroça.
O animal, com as
vísceras à mostra, a boca aberta no ricto doloroso, exalando mau
cheiro, fazia com que as pessoas virassem o rosto, exclamando: -
Que mau cheiro! A que Jesus respondia: - Mas que belos dentes
ele tinha!
Olhar o bom das
coisas, evitar comentários desairosos, principalmente quando o
acusado estiver ausente, evitar passar adiante qualquer noticia
maldosa, eis o dever de todos. Indulgência, misericórdia,
perdão: base dos ensinamentos do Cristo.
Editor
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