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Ensino Religioso
nas Escolas
Lemos num jornal
do Rio de Janeiro:
“Espíritas
reclamam de seleção para professor”.
“Religião é
deixada de lado no ensino religioso estadual”.
“Enquanto a
Secretaria estadual de Educação realiza a segunda etapa do
processo de contratação de professores para o ensino religioso,
espíritas acusam o governo de não abrir vagas para todas as
crenças”.
“ – Isso é
discriminação. Eles não querem abrir espaço para outras
religiões – acusou Jair de Ogum, da Irmandade Afro-Brasileira”.
Jair questionou
a alegação da secretaria de que as autoridades espíritas não
teriam indicado representantes, pois seus membros não poderiam
desenvolver atividade remunerada vinculada ao culto: - Não fomos
procurados. Isso não existe”.
Embora seja
merecedor de todo o nosso respeito e consideração, o Senhor Jair
de Ogum não pode falar em nome do Espiritismo, uma vez que o
respeitável culto que professa muito pouco, ou nada mesmo tem a
ver com a doutrina dos Espíritos; portanto, enganou-se o
jornalista em sua manchete, atribuindo aos espíritas qualquer
reclamação por pretensa discriminação na escolha dos futuros
professores a serem contratados para as escolas do Estado.
Os espíritas têm
procurado cumprir os ensinamentos de Jesus, entre os quais: “Daí
gratuitamente o que gratuitamente recebestes”, e como acentua
Kardec: “por este preceito, Jesus prescreve não se fazer pagar
por aquilo que nada pagou; ora, o que eles tinham recebido
gratuitamente era a faculdade de curar os doentes e de expulsar
os demônios, quer dizer, os maus Espíritos; esse dom fora dado
gratuitamente por Deus para o alívio daqueles que sofriam, e
para ajudar a propagação da fé”.
Particularmente,
achamos que a obrigatoriedade do ensino religioso nas escolas
públicas é um retrocesso, isto porque, para os pais, não é
deixada escolha para a orientação religiosa dos seus filhos, o
que não ocorre nas escolas particulares, de livre escolha pelos
seus responsáveis. Entende-se, e isto já está ocorrendo,
conforme reclamação de Sr. Jair de Ogum, que os governantes vão
privilegiar as entidades que os apoiaram em suas campanhas, e os
lideres religiosos contratados (padres, pastores, rabinos,
etc...), certamente nos seus ensinos irão priorizar os dogmas de
suas crenças, não levando em consideração que, entre seus
alunos, estarão filhos de pais que não pensam da mesma maneira.
Continuamos achando que o
melhor sistema para as escolas públicas seria o ensino moral e
cívico, deixando aos pais a responsabilidade de encaminhar seus
filhos para os trabalhos de evangelização infantil, que ocorre
nas igrejas católicas, templos protestantes, centros espíritas,
etc.
Editor
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