O Mensageiro  -  Revista Espírita-Cristã do Terceiro Milênio 
Título :
Editorial de Abril de 2005

Autor:
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Fonte:
O Mensageiro

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A Riqueza

... e o jovem lhe disse: “Tenho respeitado todos esses mandamentos desde que cheguei à juventude; o que falta ainda?” Jesus respondeu: “Se tu queres ser perfeito, vai, vende o que tens, e dá-os aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois vem e segue-me”. O jovem retirou-se muito triste, porque possuía muitos bens. (Evangelho).

 

Quando Jesus ensinava, de maneira simbólica, “ser mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha, do que um rico entrar no “reino dos céus”, não condenava a riqueza, pois seria um contra-senso Deus colocar à disposição do homem, a arma que iria perdê-lo mais tarde. Demonstrava, sim, que a riqueza era uma prova tão difícil quanto a própria miséria, ou mais difícil mesmo. Os chamados “espíritos fortes” costumam escarnecer desta afirmação dizendo que “esta é a prova que eu gostaria de sofrer”. É que suas vidas são pautadas apenas no que se refere à matéria; esquecem que, de uma hora para outra, a própria vida nos trás situações, às vezes tão angustiantes, que nenhum dinheiro pode resolver.

No ponto de vista do Espírito, a riqueza pode ser uma prova mais difícil que a da miséria, pelas seduções que oferece, por excitar o egoísmo e o orgulho.

Jesus não condenava a riqueza, tanto assim que, quando de sua visita a cidade de Jericó, a casa que escolheu para abrigar-se, foi a de Zaqueu, o homem mais rico do lugar, mas que era capaz de “dar aos pobres a metade de seus bens e, restituir quatro vezes mais se houvesse causado dano a alguém, seja no que fosse”.

Assim, se a riqueza pode ser a fonte de tantos males, pode também, quando sabiamente aplicada, tornar-se uma fonte de bênçãos para àqueles que sofrem a dura prova da miséria.

 

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