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A Riqueza
... e o jovem lhe
disse: “Tenho respeitado todos esses mandamentos desde que
cheguei à juventude; o que falta ainda?” Jesus respondeu: “Se tu
queres ser perfeito, vai, vende o que tens, e dá-os aos pobres e
terás um tesouro no céu. Depois vem e segue-me”. O jovem
retirou-se muito triste, porque possuía muitos bens.
(Evangelho).
Quando Jesus
ensinava, de maneira simbólica, “ser mais fácil um camelo passar
pelo fundo de uma agulha, do que um rico entrar no “reino dos
céus”, não condenava a riqueza, pois seria um contra-senso Deus
colocar à disposição do homem, a arma que iria perdê-lo mais
tarde. Demonstrava, sim, que a riqueza era uma prova tão difícil
quanto a própria miséria, ou mais difícil mesmo. Os chamados
“espíritos fortes” costumam escarnecer desta afirmação dizendo
que “esta é a prova que eu gostaria de sofrer”. É que suas vidas
são pautadas apenas no que se refere à matéria; esquecem que, de
uma hora para outra, a própria vida nos trás situações, às vezes
tão angustiantes, que nenhum dinheiro pode resolver.
No ponto de vista
do Espírito, a riqueza pode ser uma prova mais difícil que a da
miséria, pelas seduções que oferece, por excitar o egoísmo e o
orgulho.
Jesus não
condenava a riqueza, tanto assim que, quando de sua visita a
cidade de Jericó, a casa que escolheu para abrigar-se, foi a de
Zaqueu, o homem mais rico do lugar, mas que era capaz de “dar
aos pobres a metade de seus bens e, restituir quatro vezes mais
se houvesse causado dano a alguém, seja no que fosse”.
Assim, se a
riqueza pode ser a fonte de tantos males, pode também, quando
sabiamente aplicada, tornar-se uma fonte de bênçãos para àqueles
que sofrem a dura prova da miséria.
Editor
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