O Mensageiro  -  Revista Espírita-Cristã do Terceiro Milênio 
Título :
Editorial de Outubro de 2005

Autor:
Editor

Fonte:
O Mensageiro

EDITORIAIS

       

Caridade

“A fome é a arma de destruição em massa, mais devastadora que existe”.
(Presidente Lula, em discurso proferido na ONU).

 

Alguns companheiros, estudando o sério problema da miséria, acham que a esmola é um erro, uma vez que estimula a preguiça e induz o necessitado a deixar de lutar para a sua sobrevivência. Segundo aqueles, cabe ao Estado, e somente ao Estado, sanar o problema, criando políticas sociais, leis que coloque o homem em condições de não mais recorrer à caridade pública.

Sem dúvida, essa seria a situação ideal, mas, até que ponto isso é possível? Vivemos uma realidade bem diferente: segundo pesquisas efetuadas pelos organismos oficiais das Nações Unidas, atualmente, no mundo, existem milhões de pessoas vivendo em condições de extrema miséria. Apesar dos esforços de seus governantes para amenizar o problema, crianças morrem em tenra idade por falta de comida; doentes sucumbem por não terem atendimento médico adequado; acresce a tudo isso, nossa condição atual, onde impera a natureza animal do homem, sobre a sua natureza espiritual (O Livro dos Espíritos, questão 742), fomentando as guerras e, dessa maneira aumentando ainda mais o sofrimento daqueles mais necessitados.

Desta forma, para muitos, sua sobrevivência está condicionada à ajuda que recebem de pessoas e de órgãos não governamentais (dos templos religiosos principalmente); neste particular as Casas Espíritas têm um programa de distribuição de alimentos às famílias carentes, cursos profissionalizantes, manutenção de creches e abrigos, além da evangelização de adultos e crianças, segundo a capacidade da Instituição.
O que não podemos é continuar filosofando sobre a conveniência ou não da esmola, quando milhões de pessoas continuam sofrendo as agruras da miséria.

“Nos amargurados tempos que correm, nenhuma obra existe mais digna de cooperação que a da caridade ativa, irmã de todos os infortunados e de todos os tristes e só ela, no grande edifício da organização, conseguirá manter o equilíbrio e a paz”. (Humberto de Campos).


“A Caridade é Jesus conosco”. (Emmanuel)

 

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