|
Caridade
“A fome é a arma
de destruição em massa, mais devastadora que existe”.
(Presidente Lula, em discurso proferido na ONU).
Alguns
companheiros, estudando o sério problema da miséria, acham que a
esmola é um erro, uma vez que estimula a preguiça e induz o
necessitado a deixar de lutar para a sua sobrevivência. Segundo
aqueles, cabe ao Estado, e somente ao Estado, sanar o problema,
criando políticas sociais, leis que coloque o homem em condições
de não mais recorrer à caridade pública.
Sem dúvida, essa
seria a situação ideal, mas, até que ponto isso é possível?
Vivemos uma realidade bem diferente: segundo pesquisas efetuadas
pelos organismos oficiais das Nações Unidas, atualmente, no
mundo, existem milhões de pessoas vivendo em condições de
extrema miséria. Apesar dos esforços de seus governantes para
amenizar o problema, crianças morrem em tenra idade por falta de
comida; doentes sucumbem por não terem atendimento médico
adequado; acresce a tudo isso, nossa condição atual, onde impera
a natureza animal do homem, sobre a sua natureza espiritual (O
Livro dos Espíritos, questão 742), fomentando as guerras e,
dessa maneira aumentando ainda mais o sofrimento daqueles mais
necessitados.
Desta forma, para
muitos, sua sobrevivência está condicionada à ajuda que recebem
de pessoas e de órgãos não governamentais (dos templos
religiosos principalmente); neste particular as Casas Espíritas
têm um programa de distribuição de alimentos às famílias
carentes, cursos profissionalizantes, manutenção de creches e
abrigos, além da evangelização de adultos e crianças, segundo a
capacidade da Instituição.
O que não podemos é continuar filosofando sobre a conveniência
ou não da esmola, quando milhões de pessoas continuam sofrendo
as agruras da miséria.
“Nos amargurados
tempos que correm, nenhuma obra existe mais digna de cooperação
que a da caridade ativa, irmã de todos os infortunados e de
todos os tristes e só ela, no grande edifício da organização,
conseguirá manter o equilíbrio e a paz”. (Humberto de Campos).
“A Caridade é Jesus conosco”. (Emmanuel)
Editor
|