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Desarmamento
Com o resultado do
referendo sobre o desarmamento que, de certa forma, trouxe
alguma frustração para aqueles que acreditam que outro resultado
poderia diminuir a violência que alastra-se em nossa sociedade e
que tantas lágrimas e sangue tem trazido à família brasileira,
mais do que nunca se faz necessário trabalhar pelo desarmamento
dos espíritos.
Nota-se, em nossos
tempos, uma predisposição para o confronto, onde as pessoas se
recusam ao diálogo fraterno, esclarecedor, partindo para as
agressões verbais e, frequentemente, físicas. E isto ocorre em
todos os setores da sociedade, seja no trabalho, na política,
nos esportes, nos lares e, até mesmo naqueles que se declaram
religiosos, onde as palavras de Jesus são constantemente
relembradas em belos discursos, nem sempre respeitadas: “Se
alguém te quiser tomar o vestido, dá-lhe também a capa”; “Se
quiserem que caminhes mil milhas, vai com eles duas mil”;
“Oferece a face esquerda, se alguém te bater na face direita”;
“Perdoa, não sete vezes, mas setenta vezes sete vezes”. Desarmar
os espíritos é a necessidade mais urgente nos dias que correm.
Como conseguir? Eis o que nos recomendam alguns Espíritos
amigos:
“Examina da torre
de tua compreensão os quadros aflitivos da senda e reconhecerás
que o mundo e os semelhantes constituem a nossa casa e a nossa
família, pedindo a bênção do auxílio e o balsamo da piedade.”
“Não nos deve
preocupar a ausência de alheia compreensão. Antes de cogitar do
problema de sermos amados, busquemos amar, conforme o Amigo
Celeste nos ensinou.”
“Não basta
desculpar aos que nos ofendem, simplesmente com os lábios. É
imprescindível que o nosso coração participe de semelhante
atitude.”
“A paz do mundo
começa sob as telhas a que nos acolhemos. Se não aprendemos a
viver em paz, entre quatro paredes, como aguardar a harmonia das
nações? Se não nos habituamos a amar o irmão mais próximo,
associado à nossa luta de cada dia, como respeitar o Eterno Pai
que nos parece distante?”
“Toda luz que
acendermos, de fato, na Terra, lá ficará para sempre, porque a
ventania das paixões humanas jamais apagará uma só das luzes de
Deus”.
“O cristão não
odeia nem fere. Segue ao Cristo, servindo ao mundo”.
Editor
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