O Mensageiro  -  Revista Espírita-Cristã do Terceiro Milênio 
Título :
Editorial de Novembro de 2005

Autor:
Editor

Fonte:
O Mensageiro

EDITORIAIS

       

Desarmamento

Com o resultado do referendo sobre o desarmamento que, de certa forma, trouxe alguma frustração para aqueles que acreditam que outro resultado poderia diminuir a violência que alastra-se em nossa sociedade e que tantas lágrimas e sangue tem trazido à família brasileira, mais do que nunca se faz necessário trabalhar pelo desarmamento dos espíritos.

Nota-se, em nossos tempos, uma predisposição para o confronto, onde as pessoas se recusam ao diálogo fraterno, esclarecedor, partindo para as agressões verbais e, frequentemente, físicas. E isto ocorre em todos os setores da sociedade, seja no trabalho, na política, nos esportes, nos lares e, até mesmo naqueles que se declaram religiosos, onde as palavras de Jesus são constantemente relembradas em belos discursos, nem sempre respeitadas: “Se alguém te quiser tomar o vestido, dá-lhe também a capa”; “Se quiserem que caminhes mil milhas, vai com eles duas mil”; “Oferece a face esquerda, se alguém te bater na face direita”; “Perdoa, não sete vezes, mas setenta vezes sete vezes”. Desarmar os espíritos é a necessidade mais urgente nos dias que correm. Como conseguir? Eis o que nos recomendam alguns Espíritos amigos:

“Examina da torre de tua compreensão os quadros aflitivos da senda e reconhecerás que o mundo e os semelhantes constituem a nossa casa e a nossa família, pedindo a bênção do auxílio e o balsamo da piedade.”

“Não nos deve preocupar a ausência de alheia compreensão. Antes de cogitar do problema de sermos amados, busquemos amar, conforme o Amigo Celeste nos ensinou.”

“Não basta desculpar aos que nos ofendem, simplesmente com os lábios. É imprescindível que o nosso coração participe de semelhante atitude.”

“A paz do mundo começa sob as telhas a que nos acolhemos. Se não aprendemos a viver em paz, entre quatro paredes, como aguardar a harmonia das nações? Se não nos habituamos a amar o irmão mais próximo, associado à nossa luta de cada dia, como respeitar o Eterno Pai que nos parece distante?”

“Toda luz que acendermos, de fato, na Terra, lá ficará para sempre, porque a ventania das paixões humanas jamais apagará uma só das luzes de Deus”.

“O cristão não odeia nem fere. Segue ao Cristo, servindo ao mundo”.

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