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Solidariedade
Recebemos do
escritor carioca, Paulo de La Peña, sua mais recente produção, o
livro “Retalhos”, que trata como ele mesmo diz de crônicas do
cotidiano e poesias exaradas de sua emoção.
Nesta edição
nossos leitores vão encontrar uma dessas crônicas, a que se
intitula “O Tombo”, que nos deu a idéia deste editorial. A
imagem das pessoas correndo para acudir o menino caído de sua
cadeira de rodas, nos trás um único pensamento: solidariedade. A
mesma solidariedade que vimos na sua expressão mais bela, alguns
anos atrás, quando um mendigo, provavelmente embriagado,
escorregou e caiu no canal do mangue. Enquanto se debatia
naquelas águas fétidas com o risco de morrer afogado, eis que um
senhor parou o seu carro e atirou-se no canal resgatando o pobre
homem em desespero.
Quem era o
mendigo? Quem era o seu salvador? O tempo apagou de nossa
memória seus nomes. Ficou a imagem da solidariedade,
aparentemente esquecida nos nossos tempos. Mas esse esquecimento
é mesmo só aparente; uma vez despertado, o homem é capaz dos
maiores arroubos de desprendimento e coragem em auxílio aos seus
semelhantes; e isto pode ser observado nas catástrofes, quando o
povo corre em socorro das vitimas doando remédios, roupas,
alimentos... e trabalho.
Há cerca de dois
mil anos atrás, Jesus nos falava da solidariedade, narrando a
parábola do bom samaritano. Quem é o meu próximo? Perguntavam os
que O seguiam. O próximo é aquele que cruza nosso caminho
passando por dificuldades; não importa seu nome, sua condição
social ou financeira, sua raça, crença ou nacionalidade. Nosso
próximo é aquele necessitado de nossa atenção.
Editor
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