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Carnaval
Chegou o mês do
carnaval. Ultimam-se os detalhes para a realização daquela que é
considerada a maior festa popular mundial. Artesãos aprestam-se
para entregar no tempo devido os carros alegóricos, costureiras
trabalham dia e noite nas fantasias que darão todo o colorido
que encantam as multidões que acorrem para presenciar os
desfiles. Não importa o dinheiro gasto pelas Prefeituras, uma
vez que o retorno através dos dólares trazidos pelos
estrangeiros dão ampla cobertura para as despesas efetuadas.
Jornalistas e fotógrafos do mundo inteiro fazem a cobertura da
festa, que nada fica a dever dos espetáculos grandiosos do
Ziegfield Follies, ou das megas produções de Cecil B. De Mille.
Carnaval Carnevale
- Festa da Carne. Reminiscência das festas dionisíacas da Grécia
antiga, das bacanais, saturnais e lupercais romanas, todas de
caráter orgiástico, introduzida no Brasil pelos portugueses por
volta do século XVII, mas que hoje não se coaduna com a missão
histórica do Brasil, como Pátria do Evangelho e Coração do
Mundo.
O balanço
desastroso desse evento fica registrado nos noticiários da
quarta-feira de cinzas, pelos excessos de toda a ordem cometidos
naqueles dias de loucura, apagando de forma contundente a
pretensa alegria a que se entregaram, e consumindo boa parte dos
dólares trazidos com o atendimento nas emergências dos
hospitais.
Não somos contra a
alegria, mas devemos ser mais comedidos em nossas expansões,
alertados que fomos, por diversas vezes, que nestes dias
predominam as vibrações negativas; enganou-se o poeta quando
afirmava que “atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu”:
muitos vão sequiosos de viver antigas emoções, e, em razão do
seu atraso espiritual, aproveitam-se de qualquer brecha que
fornecemos, para trazer mais perturbações. Orar é vigiar, é o
caminho.
Editor
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