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Questão de
Confiança
“Irmãos, não
creiais em todos os Espíritos, mas verificais primeiramente se
eles são de Deus” (S. João).
Importante
problema existente no que se refere à confiabilidade nos
Espíritos, sempre foi motivo de preocupação para os médiuns
verdadeiramente interessados no exercício honesto da
mediunidade. Sabendo-se que muitos Espíritos tomam nomes famosos
para se fazerem acreditados, todo cuidado deve ter os médiuns, a
fim de não passarem adiante informações ou teorias que, mais
tarde, não confirmadas, só poderiam causar dissabores a si
próprios.
Nunca é demais
reafirmar que, na questão da identidade dos Espíritos, o meio
mais seguro de se preservar de futuras decepções, é passar pelo
crivo da razão suas comunicações, preferindo, como dizia Kardec,
rejeitar “nove verdades, do que aceitar uma só mentira”, e que
“tinha evitado passar por muitas decepções por entender que os
Espíritos não possuem todo o saber, e o seu conhecimento está na
razão direta do seu grau de elevação”.
Eis o conselho
dado por São Luiz: “Qualquer que seja a confiança legítima que
vos inspirem os Espíritos que presidem aos vossos trabalhos, há
uma recomendação que nunca é demais repetir, e que deveríeis ter
sempre presente no pensamento quando vos entregais aos vossos
estudos: é a de pesar e amadurecer, é a de submeter ao controle
da razão mais severa todas as comunicações que recebais; não
negligenciar, desde que um ponto vos pareça suspeito, duvidoso
ou obscuro, de pedir as explicações necessárias para vos fixar
com precisão”.
Editor
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