O Mensageiro  -  Revista Espírita-Cristã do Terceiro Milênio 
Título :
Editorial de Agosto de 2006

Autor:
Editor

Fonte:
O Mensageiro

EDITORIAIS

       

Fim do Mundo

Conta-nos Humberto de Campos em suas “Memórias”, que em sua cidadezinha natal, Miritiba, interior do Maranhão, há muito tempo era esperado, entre a gente humilde e semi-bárbara, o fim do mundo.

Certa noite, alta madrugada, sentiu que o arrebatavam da rede, e que subiam com ele, numa grande aflição, para o jirau, ao mesmo tempo em que ouvia um grito apavorante, que devia partir da garganta de um monstro. Perguntou, baixinho, o que era. - É o anti-Cristo, o amaldiçoado...

Acalentado, adormeceu novamente e, no dia seguinte, pela manhã, dirigiram-se todos ao centro da vila, para verificarem o que ocorrera. Encontraram Miritiba em alvoroço; tinha chegado inesperadamente ao seu porto, naquela noite, alarmando-a com uma série de apitos, a primeira lancha a vapor procedente da capital!...

É assim o medo da morte. Quando não somos assustados com os “castigos no Inferno”, é a idéia do nada que nos aflige. E a idéia do nada é terrível. Para o cético endurecido é a dúvida que o atormenta; para os culpados é o medo; mas, para o homem de bem é a esperança no futuro. Assim como a primeira lancha a vapor vinha trazer progresso para Miritiba, a morte significa uma passagem de plano e oportunidade para o Espírito, agora com a mente mais aberta para as suas reais necessidades, refazer seus objetivos com vistas ao futuro.

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