O Mensageiro  -  Revista Espírita-Cristã do Terceiro Milênio 
Título :
Editorial de Outubro de 2006

Autor:
Editor

Fonte:
O Mensageiro

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Religião e Política

Admiram-se alguns companheiros que, na propaganda eleitoral, não apareça nenhum candidato declarando-se abertamente como profitente da Doutrina Espírita, apesar do grande numero dos seus seguidores. Será que não os há? Caso contrário, o porquê dessa omissão? Lembramos os nomes, dentre muitos outros, do Deputado Freitas Nobre que, com muito brilhantismo atuou na Assembléia de São Paulo, do Vereador Telêmaco Gonçalves Maia, que muito contribuiu na Câmara do Rio de Janeiro e, especialmente do nosso Dr. Bezerra de Meneses, ilustre congressista do Império. O que não fizeram foi se aproveitarem da sua condição de espíritas para angariarem votos, uma vez que a própria Doutrina nos ensina separar, do poder espiritual, o poder temporal. Mas isto não nos aliena do dever de cidadania, escolhendo àqueles que no nosso entendimento poderão contribuir pelo bem do povo e progresso da nação.

Como o Espiritismo trabalha pela valorização da vida, é claro que os candidatos que se declaram a favor do aborto, da pena de morte e da eutanásia, estão contra nossa maneira de pensar; fora isto, nada nos impede de votar nos candidatos de qualquer religião, sejam católicos, protestantes ou de outras denominações, procurando desculpar seus enganos quando eleitos, porque, como acentuou o Prof. Torres Pastorino, “não conhecemos as circunstâncias em que se encontram aqueles que têm sobre seus ombros o grande peso da responsabilidade pública”.

 

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