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Religião e
Política
Admiram-se alguns
companheiros que, na propaganda eleitoral, não apareça nenhum
candidato declarando-se abertamente como profitente da Doutrina
Espírita, apesar do grande numero dos seus seguidores. Será que
não os há? Caso contrário, o porquê dessa omissão? Lembramos os
nomes, dentre muitos outros, do Deputado Freitas Nobre que, com
muito brilhantismo atuou na Assembléia de São Paulo, do Vereador
Telêmaco Gonçalves Maia, que muito contribuiu na Câmara do Rio
de Janeiro e, especialmente do nosso Dr. Bezerra de Meneses,
ilustre congressista do Império. O que não fizeram foi se
aproveitarem da sua condição de espíritas para angariarem votos,
uma vez que a própria Doutrina nos ensina separar, do poder
espiritual, o poder temporal. Mas isto não nos aliena do dever
de cidadania, escolhendo àqueles que no nosso entendimento
poderão contribuir pelo bem do povo e progresso da nação.
Como o Espiritismo
trabalha pela valorização da vida, é claro que os candidatos que
se declaram a favor do aborto, da pena de morte e da eutanásia,
estão contra nossa maneira de pensar; fora isto, nada nos impede
de votar nos candidatos de qualquer religião, sejam católicos,
protestantes ou de outras denominações, procurando desculpar
seus enganos quando eleitos, porque, como acentuou o Prof.
Torres Pastorino, “não conhecemos as circunstâncias em que se
encontram aqueles que têm sobre seus ombros o grande peso da
responsabilidade pública”.
Editor
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