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Justiça... Ou
Vingança?
No penúltimo dia
do ano passado acordamos com o noticiário dos jornais e da
televisão, informando a morte, por enforcamento, de um
ex-ditador. De imediato nos veio à mente a narrativa de Richard
Simonetti constante do seu livro “A Voz do Monte”, capítulo
intitulado “Os herdeiros do Planeta”: Há a velha história de um
navio perdido que, por muitos meses, navegou por mares
desconhecidos. Certo dia a tripulação, exultante, viu, à
distância, numa elevação de terreno, junto à praia, que surgia,
uma forca. Todos respiraram aliviados: “Graças a Deus!
Finalmente regressamos à Civilização”.
E completa o
autor: “o episodio exprime com propriedade o desvirtuamento de
certas expressões. Civilização seria a plenitude do
desenvolvimento cultural e espiritual da Humanidade, com a
eliminação da violência e da agressividade, formas primitivas de
comportamento. A forca, por isso, jamais poderia representá-la,
porquanto é a própria negação de seus valores”.
As autoridades que
matam, mesmo amparadas pela lei dos homens, esquecidas da Lei
Maior, de Deus, “Não matarás”, igualam-se aos próprios
criminosos.
Conforme informa
Joanna de Ângelis, no seu livro “Após a Tempestade”, Lactâncio,
cognominado o Cícero Cristão, já enunciava no século III que “a
eliminação da vida de um homem é sempre uma afronta a Deus”.
“Quando um homem
cai nas malhas do crime e culmina sua ação nefanda no extermínio
de vidas ou atenta contra a propriedade por meios da violência,
justo que seja cerceado do convívio social, a fim de tratar-se,
corrigir-se, resgatar as faltas cometidas, mediante processos
compatíveis com as conquistas da moderna civilização”, e
acrescenta Joanna: “Não há, no Evangelho, um só versículo que
apóie a pena de morte”. “Um crime não pode ser solucionado por
meio de outro, dê-se-lhe o nome ou a posição legal que se lhe
queira dar: jamais terá validade moral!”. “O criminoso não
fugirá à consciência nem à injunção reparadora pelas Supremas
Leis da Vida”. Matar, Jamais!
Editor
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