O Mensageiro  -  Revista Espírita-Cristã do Terceiro Milênio 
Título :
Editorial de Janeiro de 2007

Autor:
Editor

Fonte:
O Mensageiro

EDITORIAIS

       

Justiça... Ou Vingança?

No penúltimo dia do ano passado acordamos com o noticiário dos jornais e da televisão, informando a morte, por enforcamento, de um ex-ditador. De imediato nos veio à mente a narrativa de Richard Simonetti constante do seu livro “A Voz do Monte”, capítulo intitulado “Os herdeiros do Planeta”: Há a velha história de um navio perdido que, por muitos meses, navegou por mares desconhecidos. Certo dia a tripulação, exultante, viu, à distância, numa elevação de terreno, junto à praia, que surgia, uma forca. Todos respiraram aliviados: “Graças a Deus! Finalmente regressamos à Civilização”.

E completa o autor: “o episodio exprime com propriedade o desvirtuamento de certas expressões. Civilização seria a plenitude do desenvolvimento cultural e espiritual da Humanidade, com a eliminação da violência e da agressividade, formas primitivas de comportamento. A forca, por isso, jamais poderia representá-la, porquanto é a própria negação de seus valores”.

As autoridades que matam, mesmo amparadas pela lei dos homens, esquecidas da Lei Maior, de Deus, “Não matarás”, igualam-se aos próprios criminosos.

Conforme informa Joanna de Ângelis, no seu livro “Após a Tempestade”, Lactâncio, cognominado o Cícero Cristão, já enunciava no século III que “a eliminação da vida de um homem é sempre uma afronta a Deus”.

“Quando um homem cai nas malhas do crime e culmina sua ação nefanda no extermínio de vidas ou atenta contra a propriedade por meios da violência, justo que seja cerceado do convívio social, a fim de tratar-se, corrigir-se, resgatar as faltas cometidas, mediante processos compatíveis com as conquistas da moderna civilização”, e acrescenta Joanna: “Não há, no Evangelho, um só versículo que apóie a pena de morte”. “Um crime não pode ser solucionado por meio de outro, dê-se-lhe o nome ou a posição legal que se lhe queira dar: jamais terá validade moral!”. “O criminoso não fugirá à consciência nem à injunção reparadora pelas Supremas Leis da Vida”. Matar, Jamais!

Editor