O Mensageiro  -  Revista Espírita-Cristã do Terceiro Milênio 
Título :
Editorial de Abril de 2007

Autor:
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Fonte:
O Mensageiro

EDITORIAIS

       

Não Separeis o que Deus Juntou

O titulo acima refere-se ao capítulo XXII de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, e reflete o pensamento espírita sobre a indissolubilidade do casamento e divorcio.

O casamento é uma instituição de ordem divina, que visa a união dos sexos para que se opere a substituição dos seres que morrem e, pela lei do amor e afeição mútua, os esposos possam transmitir aos filhos as noções necessárias ao seu progresso moral e espiritual.

De acordo com o planejamento realizado pelos Espíritos que se preparam para uma nova reencarnação, André Luiz classifica os casamentos como “reencontro de almas para reajustes necessários à evolução de ambos” (casamentos provacionais); “reencontro de alma iluminada com alma inferiorizada, com o objetivo de redimi-la” (casamentos sacrificiais); “reencontro de corações amigos, para consolidação de afetos” (casamentos afins); “reencontro de almas engrandecidas no Bem e que se buscam para realizações imortais” (casamentos transcendentes).

Pelo uso de seu livre-arbítrio, algumas dessas programações são esquecidas e, assim, acontecem os casamentos acidentais, por efeito de atração momentânea, sem qualquer ascendente espiritual. Acabada a motivação, surgem as dificuldades, levando o casal aos desajustes e, freqüentemente, a uma separação, sempre dolorosa. A doutrina não apóia o divorcio, mas aconselha a superação dos problemas, ainda mais quando os filhos já fazem parte das suas vidas, e que serão sempre os mais prejudicados. Alguns casais, mais esclarecidos, e em função dos filhos, conseguem superar dificuldades e, chegarem a um entendimento que, mais tarde, pode resultar em amizade, compreensão e mesmo amor. Entretanto, quando os desajustes chegam a gerar agressões, físicas ou verbais, a separação torna-se um mal necessário, para que não aconteça coisa pior. E os seres que se separam, homem ou mulher, têm direito de buscar a felicidade num segundo casamento, podendo mesmo essa segunda união realizar a programação anteriormente esquecida. Mas fica o alerta: um mau aprendizado vai gerar, inevitavelmente, uma volta às lições. “As dúvidas projetadas para o futuro sempre surgem em horas inesperadas com juros capitalizados. O que puderes reparar agora não transfiras para amanhã. Enquanto luze tua ensancha, produze bens valiosos e não te arrependerás”. (Joanna de Ângelis).

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