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Não Separeis o que
Deus Juntou
O titulo acima
refere-se ao capítulo XXII de “O Evangelho Segundo o
Espiritismo”, e reflete o pensamento espírita sobre a
indissolubilidade do casamento e divorcio.
O casamento é uma
instituição de ordem divina, que visa a união dos sexos para que
se opere a substituição dos seres que morrem e, pela lei do amor
e afeição mútua, os esposos possam transmitir aos filhos as
noções necessárias ao seu progresso moral e espiritual.
De acordo com o
planejamento realizado pelos Espíritos que se preparam para uma
nova reencarnação, André Luiz classifica os casamentos como
“reencontro de almas para reajustes necessários à evolução de
ambos” (casamentos provacionais); “reencontro de alma iluminada
com alma inferiorizada, com o objetivo de redimi-la” (casamentos
sacrificiais); “reencontro de corações amigos, para consolidação
de afetos” (casamentos afins); “reencontro de almas
engrandecidas no Bem e que se buscam para realizações imortais”
(casamentos transcendentes).
Pelo uso de seu
livre-arbítrio, algumas dessas programações são esquecidas e,
assim, acontecem os casamentos acidentais, por efeito de atração
momentânea, sem qualquer ascendente espiritual. Acabada a
motivação, surgem as dificuldades, levando o casal aos
desajustes e, freqüentemente, a uma separação, sempre dolorosa.
A doutrina não apóia o divorcio, mas aconselha a superação dos
problemas, ainda mais quando os filhos já fazem parte das suas
vidas, e que serão sempre os mais prejudicados. Alguns casais,
mais esclarecidos, e em função dos filhos, conseguem superar
dificuldades e, chegarem a um entendimento que, mais tarde, pode
resultar em amizade, compreensão e mesmo amor. Entretanto,
quando os desajustes chegam a gerar agressões, físicas ou
verbais, a separação torna-se um mal necessário, para que não
aconteça coisa pior. E os seres que se separam, homem ou mulher,
têm direito de buscar a felicidade num segundo casamento,
podendo mesmo essa segunda união realizar a programação
anteriormente esquecida. Mas fica o alerta: um mau aprendizado
vai gerar, inevitavelmente, uma volta às lições. “As dúvidas
projetadas para o futuro sempre surgem em horas inesperadas com
juros capitalizados. O que puderes reparar agora não transfiras
para amanhã. Enquanto luze tua ensancha, produze bens valiosos e
não te arrependerás”. (Joanna de Ângelis).
Editor
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