O Mensageiro  -  Revista Espírita-Cristã do Terceiro Milênio 
Título :
Editorial de Maio de 2007

Autor:
Editor

Fonte:
O Mensageiro

EDITORIAIS

       

Deus Atende às Nossas Preces?

A história é de um Rabino nascido nos Estados Unidos:

“Em certa localidade de um Estado do meio oeste norte americano, vivia um homem angustiado pelo fato de que, na rua, em frente à sua casa, abrira-se um enorme buraco, impedindo o trânsito de carros e pedestres; apesar das várias reclamações junto às autoridades locais, nada era feito. Certa tarde, resolveu este homem ligar diretamente para a Casa Branca; quando a telefonista atendeu, falou incisivo: - Quero falar com o presidente. Daí a instantes, para sua enorme surpresa, o próprio presidente atendeu a ligação. Surpreso, gaguejando, o homem relatou seu problema. O presidente permaneceu calado, mas, no dia seguinte, um batalhão de operários e engenheiros apresentou-se para o conserto solicitado; o presidente dos Estados Unidos, o homem mais poderoso do mundo, atendera ao apelo daquele homem. E conclui o Rabino: E também Deus, nosso criador, o Todo-Poderoso, o Criador do Universo vai nos atender quando solicitado”.

Entretanto, é comum ouvirmos: “Eu oro, mas não sou atendido”, ou então: “Por que Deus não me escuta?”, “Que mal eu fiz a Deus?”.

Na questão 658 de “O Livro dos Espíritos”, Kardec indagou se “agrada a Deus a prece?” e a resposta foi a seguinte: “A prece sempre agrada a Deus quando ditada pelo coração, porque para Ele a intenção é tudo, e a prece do coração é preferível do que a prece lida, por mais bela que seja, se é lida mais com lábios do que com o pensamento. A prece é agradável a Deus quando é dita com fé, fervor e sinceridade. Mas não creias que Ele seja tocado pela prece do homem fútil, orgulhoso e egoísta, a menos que isso seja, de sua parte, um ato de sincero arrependimento e de verdadeira humildade”.

Quanto ao merecimento do pedido. André Luiz, Espírito, nos fala da “dor - auxilio”, do sofrimento que nos impede de cometer erros maiores ainda do que aqueles que causaram o sofrimento atual. “Bendita cadeira de rodas”, esclarece Simonetti, com alusão ao homem impedido pela sua deficiência de se vingar de uma ofensa recebida. Louvemos, portanto, ao Senhor, mesmo quando suas decisões nos pareçam amargas, porque Ele sabe melhor do que nós, quais as nossas verdadeiras necessidades. Se não recebemos o que pedimos, certamente estaremos recebendo o que precisamos.

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