O Mensageiro  -  Revista Espírita-Cristã do Terceiro Milênio 
Título :
Editorial de Junho de 2007

Autor:
Editor

Fonte:
O Mensageiro

EDITORIAIS

       

Científicos e Místicos

A definição de Kardec dada à Doutrina, que “o Espiritismo é uma ciência e uma filosofia, com conseqüências morais”, indicava que o termo “Religião” não se aplicava a ela, considerando-se que as religiões, normalmente, têm um sacerdócio organizado, com dogmas (princípios para os quais não são admitidas contestações), o que não é o caso do Espiritismo. O próprio Codificador declarava que: “se a Ciência mostrar que o Espiritismo, em algum ponto, está em desacordo com ela, ficamos com a Ciência”.

Ainda assim, no final do século XIX e principio do século passado, grupos antagônicos se formaram: os chamados “científicos”, ligados à parte científica da Doutrina, e os chamados “místicos”, que a consideravam como religião.

Esse antagonismo em nada poderia beneficiar o Espiritismo, mesmo porque, nestes casos, existe sempre a movimentação de Espíritos inferiores, que procuram estimular rivalidades. Foi aí que surgiu o valoroso e benevolente Doutor Adolfo Bezerra de Menezes que, com sua bondade e conhecimento, conseguiu apaziguar os ânimos. A partir daí, o Espiritismo seguiu seu rumo ascensional, tornando o Brasil “a maior nação espírita do mundo”, isto porque, considerado como Ciência e Filosofia, priorizou sempre o seu lado altamente moralizador. O mesmo não aconteceu com outras nações, algumas, inclusive, na vanguarda dos fenômenos mediúnicos modernos, como, por exemplo, os Estados Unidos, com as irmãs Fox, Andrew Jackson Davies, os irmãos Davenport; Inglaterra com o fenomenal Danglas Home e a senhora Helen Duncan; na Itália com Eusápia Paladino, e mesmo na França, berço de Kardec, onde a Doutrina permanece incipiente, porque esquecidos do Espiritismo com Jesus, apóiam e acham natural médiuns profissionais, priorizando seu lado experimental, com raras exceções.

Todos os ensinamentos do Mestre nos indicam a caridade e a humildade como roteiro de crescimento espiritual; por isso mesmo, Kardec colocou como divisa da Doutrina: “Fora da Caridade Não Há Salvação”.

Editor