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Científicos e
Místicos
A definição de
Kardec dada à Doutrina, que “o Espiritismo é uma ciência e uma
filosofia, com conseqüências morais”, indicava que o termo
“Religião” não se aplicava a ela, considerando-se que as
religiões, normalmente, têm um sacerdócio organizado, com dogmas
(princípios para os quais não são admitidas contestações), o que
não é o caso do Espiritismo. O próprio Codificador declarava
que: “se a Ciência mostrar que o Espiritismo, em algum ponto,
está em desacordo com ela, ficamos com a Ciência”.
Ainda assim, no
final do século XIX e principio do século passado, grupos
antagônicos se formaram: os chamados “científicos”, ligados à
parte científica da Doutrina, e os chamados “místicos”, que a
consideravam como religião.
Esse antagonismo
em nada poderia beneficiar o Espiritismo, mesmo porque, nestes
casos, existe sempre a movimentação de Espíritos inferiores, que
procuram estimular rivalidades. Foi aí que surgiu o valoroso e
benevolente Doutor Adolfo Bezerra de Menezes que, com sua
bondade e conhecimento, conseguiu apaziguar os ânimos. A partir
daí, o Espiritismo seguiu seu rumo ascensional, tornando o
Brasil “a maior nação espírita do mundo”, isto porque,
considerado como Ciência e Filosofia, priorizou sempre o seu
lado altamente moralizador. O mesmo não aconteceu com outras
nações, algumas, inclusive, na vanguarda dos fenômenos
mediúnicos modernos, como, por exemplo, os Estados Unidos, com
as irmãs Fox, Andrew Jackson Davies, os irmãos Davenport;
Inglaterra com o fenomenal Danglas Home e a senhora Helen Duncan;
na Itália com Eusápia Paladino, e mesmo na França, berço de
Kardec, onde a Doutrina permanece incipiente, porque esquecidos
do Espiritismo com Jesus, apóiam e acham natural médiuns
profissionais, priorizando seu lado experimental, com raras
exceções.
Todos os
ensinamentos do Mestre nos indicam a caridade e a humildade como
roteiro de crescimento espiritual; por isso mesmo, Kardec
colocou como divisa da Doutrina: “Fora da Caridade Não Há
Salvação”.
Editor
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