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Atendimento
Fraternal aos Espíritos Encarnados E Desencarnados
Comumente chamada
de “reuniões de desobsessão”, esta é uma das atividades na seara
espírita da maior importância. Desde os tempos de Jesus, os
Evangelhos nos mostram Espíritos encarnados e desencarnados
carentes de ajuda e esclarecimento: “o lunático que se jogava,
ora sobre o fogo, ora sobre a água”; “os endemoninhados
gadarenos”; “a mulher vitima de legião de obsessores”, além
daqueles que, de alguma forma, procuraram entravar o curso da
Boa-Nova: Herodes, Caifás, Pilatos, Nero...
Ignorando os
princípios verdadeiros da vida espiritual, a Igreja via nestes
casos a intervenção exclusiva do demônio e, por isto, procurava
expulsá-lo através de exorcismos que, ao contrário de ajudar
estes Espíritos ignorantes e sofredores, mais excitava sua
revolta e rebeldia.
Através da
Doutrina Espírita, passamos a vê-los como verdadeiramente são
(tanto os encarnados, quanto os desencarnados): irmãos
sofredores, baldos de conhecimento, e que através do atendimento
fraterno, encetam novas diretrizes na sua caminhada.
Ponderam alguns
confrades que tal atendimento deve ser realizado exclusivamente
pelos Espíritos Superiores, o que farão com maior eficiência do
que nós encarnados, também sofredores e ainda procurando domar
nossas más inclinações. Que eles, os Espíritos Benfazejos, podem
realizar este trabalho com maior eficácia é um fato; mas é uma
verdade também que eles próprios nos incentivam a esta forma de
caridade, em razão dos nossos irmãos sofredores encontrarem
maior sintonia conosco, do que com as Entidades Benfazejas,
cujas elevadas vibrações não podem ser percebidas por quem ainda
muito perturbados e presos às impressões da matéria.
Para este trabalho
é necessário que médiuns e doutrinadores se preparem pelo
estudo; muito importante também é o amor, a dedicação, e o real
desejo de ajudar. E mais, tirar dos exemplos que eles nos
trazem, lições para a nossa própria caminhada, evitando os
mesmos enganos que eles cometeram.
Editor
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