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Decálogo Para os
Médiuns
(1)
1) A faculdade
mediúnica relaciona-se com o organismo; é independente do moral;
não ocorre o mesmo com o seu uso, que pode ser mais ou menos
bom, segundo as qualidades do médium.
2) Todas as
faculdades são favores dos quais se devem render graças a Deus,
pois há homens que delas são privados. Pessoas indignas da
mediunidade dela são dotadas porque têm mais necessidade do que
outros para se melhorarem. Deus não recusa os meios de salvação
para os culpados.
3) Médium perfeito
seria aquele ao qual os maus Espíritos não tivessem jamais
ousado fazer uma tentativa para enganá-lo.
4) Os bons
Espíritos permitem, algumas vezes que o médium possa ser
enganado, a fim de exercer o seu julgamento e discernir o
verdadeiro do falso.
5) Para o médium
as condições necessárias para que a palavra dos Espíritos chegue
pura de toda alteração é querer o bem, enxotar o egoísmo e o
orgulho.
6) Quem quer se
iluminar deve evitar as trevas, e as trevas estão na impureza do
coração.
7) Que aqueles,
pois, que querem se iluminar se despojem de toda vaidade humana
e humilhem sua razão diante do poder infinito do Criador, essa
será a melhor prova de sua sinceridade; e esta condição, cada um
pode alcançá-la.
8) Todas as
imperfeições morais são portas abertas ao acesso dos maus
Espíritos; mas a que exploram com maior habilidade é o orgulho.
9) O orgulho,
freqüentemente, é estimulado por aqueles que cercam o médium; se
tem faculdades um pouco transcendentais é procurado e louvado;
crê-se indispensável, e logo toma ares de suficiência e desdém
quando presta seu concurso.
10) O médium que
vigia a própria vida, disciplina as emoções, cultiva as virtudes
cristãs e oferece ao Senhor, multiplicados, os talentos que por
empréstimo lhe foram confiados, estará, no silêncio de suas
dores e de seus sacrifícios, preparando o seu caminho de
elevação para o Céu.
(2)
Editor
(1) – Allan Kardec, O Livro dos Médiuns.
(2) – Martins Peralva, Estudando a Mediunidade.
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