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Salvação Pela
Graça? Ou pelas Obras?
Do livro
“Institutos”, escrito por Calvino, transcrevemos os seguintes
trechos:
“Deus escolhe os
que quer para si e, antes que nasçam, põe de reserva a graça com
que deseja favorecê-los... Não é a sua previsão da nossa futura
santidade que determina essa escolha... A graça de Deus é
gratuita e não concedida aos que merecem nossos louvores; ela
deixaria de ser gratuita se, escolhendo o seu povo, Deus
atendesse à natureza das obras de cada um”.
E nos “Comentários
Sobre os Gálatas”, escreve Lutero:
“Deus enviou ao
mundo seu Filho único, carregado com os pecados de todos os
homens dizendo-lhe: - Se tu, Pedro, o contraditor; Paulo, o
perseguidor, blasfemo e cruel opressor; David, o adúltero, se
tu, o pecador que comeu a maçã no Paraíso, o ladrão que prendem
à cruz; em suma, a pessoa que cometeu os pecados de todos os
homens; vê, portanto, que vais pagar por eles. Então, cumpra-se
a lei. Achei um pecador que assume sobre si o pecado de todos os
homens, pelo que morrerá na cruz. Por esse meio, todo o mundo
ficou purgado e limpo... Portanto, se virdes ou sentirdes o
pecado em vós, isso não é pecado, porque, segundo o Deus de
Paulo, o pecado, a morte e a maldição, já não existem no mundo,
mas sim no Cristo”.
Entende-se que
numa época de obscurantismo religioso, tais idéias possam ter
feito escola; hoje, achamos difícil conciliar estes pensamentos
com os ensinos do Evangelho de Jesus, que nos recomenda, entre
outras coisas; “Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que
tem fé e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo?...
Assim também a fé, se não tiver as obras é morta em si mesma”.
(Tiago 2: 14,17).
“Agora estas três
virtudes: a fé, a esperança e a caridade permanecem, mas entre
elas a principal é a caridade”. (Paulo, I Coríntios, 12: 13).
“Se vós, pois,
sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto
mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhes
pedirem? Jesus. (Mateus 7:11)”.
Na parábola da
separação dos bodes e das ovelhas (Mateus 25: 31 a 46), Jesus
deixa claro que a caridade e a humildade são as condições
maiores para a salvação.
Jesus promete um
outro “Consolador” (João 14: 15 a 17, 26), que viria para
recordar e repetir tudo o que, na ocasião, os homens não tinham
condições de apreender. O Espiritismo é o Consolador prometido
por Jesus, escoimando dos erros e das falsas interpretações que
foram dadas aos seus ensinamentos.
Editor
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