O Mensageiro  -  Revista Espírita-Cristã do Terceiro Milênio 
Título :
Editorial de Março de 2008

Autor:
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Fonte:
O Mensageiro

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Salvação Pela Graça? Ou pelas Obras?

Do livro “Institutos”, escrito por Calvino, transcrevemos os seguintes trechos:

“Deus escolhe os que quer para si e, antes que nasçam, põe de reserva a graça com que deseja favorecê-los... Não é a sua previsão da nossa futura santidade que determina essa escolha... A graça de Deus é gratuita e não concedida aos que merecem nossos louvores; ela deixaria de ser gratuita se, escolhendo o seu povo, Deus atendesse à natureza das obras de cada um”.

E nos “Comentários Sobre os Gálatas”, escreve Lutero:

“Deus enviou ao mundo seu Filho único, carregado com os pecados de todos os homens dizendo-lhe: - Se tu, Pedro, o contraditor; Paulo, o perseguidor, blasfemo e cruel opressor; David, o adúltero, se tu, o pecador que comeu a maçã no Paraíso, o ladrão que prendem à cruz; em suma, a pessoa que cometeu os pecados de todos os homens; vê, portanto, que vais pagar por eles. Então, cumpra-se a lei. Achei um pecador que assume sobre si o pecado de todos os homens, pelo que morrerá na cruz. Por esse meio, todo o mundo ficou purgado e limpo... Portanto, se virdes ou sentirdes o pecado em vós, isso não é pecado, porque, segundo o Deus de Paulo, o pecado, a morte e a maldição, já não existem no mundo, mas sim no Cristo”.

Entende-se que numa época de obscurantismo religioso, tais idéias possam ter feito escola; hoje, achamos difícil conciliar estes pensamentos com os ensinos do Evangelho de Jesus, que nos recomenda, entre outras coisas; “Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo?... Assim também a fé, se não tiver as obras é morta em si mesma”. (Tiago 2: 14,17).

“Agora estas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade permanecem, mas entre elas a principal é a caridade”. (Paulo, I Coríntios, 12: 13).

“Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhes pedirem? Jesus. (Mateus 7:11)”.

Na parábola da separação dos bodes e das ovelhas (Mateus 25: 31 a 46), Jesus deixa claro que a caridade e a humildade são as condições maiores para a salvação.

Jesus promete um outro “Consolador” (João 14: 15 a 17, 26), que viria para recordar e repetir tudo o que, na ocasião, os homens não tinham condições de apreender. O Espiritismo é o Consolador prometido por Jesus, escoimando dos erros e das falsas interpretações que foram dadas aos seus ensinamentos.

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