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Médico pela UFMG
com residência em Psiquiatria pela Fundação Hospitalar do Estado
de MG, Vice-presidente da AME-Brasil, Fundador e Diretor de
publicações da AME-MG, Médico Assistente do Hospital Espírita
André Luiz, Psiquiatra e Psicoterapeuta do Instituto de
Assistência Psíquica Renascimento. Autor de várias obras.
P: - Até
que ponto devemos responsabilizar as vidas passadas por doenças
com as quais nascemos ou adquirimos ao longo da vida? Uma doença
que não está nos planos da vida da pessoa no momento da
reencarnação, pode ser adquirida ao longo da vida?
R:
- As doenças
congênitas ou hereditárias são necessariamente fruto do nosso
passado, ou pela necessidade de aprendizado, quando escolhemos
um processo doentio para nosso trabalho de crescimento, ou pela
reparação de nossos atos menos felizes. Ou seja: as doenças
previamente marcadas no código genético têm uma causa anterior.
No entanto, as doenças ocasionais, muitas delas relacionadas com
o estágio evolutivo do planeta, não tem relação com o nosso
passado, outras são resultado da nossa invigilância, criando
piso orgânico ou psíquico para tais moléstias.
P: - Sou
médica homeopata, espírita e também Terapeuta Floral. Sempre
tenho dúvida quando preciso entrar na Doutrina Espírita para
ajudar o paciente, pois não gosto de misturar religião e
profissão. O Sr. Poderia dar sua opinião sobre o assunto?
R:
- É preciso sair do costume acadêmico de ver o homem e a vida de
uma forma fragmentada. Somos seres espirituais estagiando em
corpos energéticos mais ou menos sutis. Toda doença é sinal da
escassez evolutiva do ser, tendo como origem algum dos vícios
derivados do egoísmo, assim enquanto não cuidarmos das
verdadeiras causas, estaremos tendo atitudes paliativas. Falar
de transformação moral não necessita um trabalho doutrinador,
entretanto, se vemos necessidade da terapêutica espírita é
preciso perceber a abertura do cliente para a mesma e
encaminhá-lo para uma casa espírita e não transformar o
consultório em centro espírita. Podemos também fazer uma
orientação de acordo com a crença do próprio cliente(por
exemplo: passe - benzeção).
P: - Como é
vista a medicina espírita dentro do contexto alopático?
R:
- A medicina tradicional não aceita a existência de uma medicina
espírita ou espiritualista qualquer, sendo materialista negam a
realidade do espírito.
P: - Até
que ponto a tireóide é influenciada pela mediunidade? Qual a
função mediúnica desta glândula e quais as alterações que pode
sofrer quando da aproximação de uma entidade desencarnada? O
desequilíbrio no seu funcionamento será sempre de caráter
espiritual?
R:
- Não temos informações precisas na literatura espírita sobre o
grau de relação entre mediunidade e tireóide. O certo é que as
glândulas endócrinas tem grande relação com o perispírito, sendo
influenciados pela essência espiritual através da Pineal. Na
prática médica tenho observado muitos casos de mediunidade em
desequilíbrio associada a distúrbios tireoideanos, em especial,
hipotireoidismo. Devemos, no entanto, fugir ao radicalismo de
que toda lteração tireoideana tem como causa um distúrbio
mediúnico ou uma disfunção espiritual.
P: - O que
representa, espiritualmente falando, um tumor na hipófise?
R:
Sinceramente, não sei precisar relações espirituais com tumores
de hipófise. O certo é que a grande maioria dos tumores são
precedidos de um quadro depressivo e esse tem como origem maior
a rebeldia do ser.
P: - O Sr.
poderia falar-nos algo a respeito da cura pela fé, à luz da
ciência atual? E ainda indicar-nos livros ou estudos que tratam
deste assunto sob esta ótica?
R:
- Existem instituições científicas preocupadas com a relação fé
e aura, com isso muitas pesquisas estão sendo patrocinadas por
associações sérias e realizadas por pesquisadores sérios. Os
primeiros resultados vem sendo divulgados por órgãos oficiais e
pelas principais revistas e jornais do mundo, demonstrando a
importância da fé nos processos de cura, onde os religiosos tem
processo de recuperação mais rápido ou adoecem menos de certas
doenças (como a depressão e o suicídio).
P: -
Hipotireoidismo crônico, provocado por tireoidite de Hashimoto,
vem sendo informada como incurável pelos médicos ortodoxos.
Teríamos alguma orientação direta dentro da visão
médico-espírita?
R:
Não temos informação sobre terapêutica específica para a
tireoidite de Hashimoto, entretanto, a fluidoterapia, a prece, a
meditação, a transformação moral serão recursos efetivos para
qualquer doente, na presença da fé.
P: - Sou
bióloga, com concentração em imuno e microbio. Na atualidade
observa-se avanço tecnológico bastante importante, mas por vezes
não é possível manter a qualidade de vida do paciente terminal,
e não é incomum vermos pessoas nas quais parece que toda
condição humana foi retirada, principalmente em doenças
acompanhadas de estigma socio-cultural, como é o caso da AIDS.
Isto é grave e doloroso; porque além da dor física inimaginável
há o abandono de parentes, amigos e por vezes até de alguns maus
profissionais. Solicito opinião sobre eutanásia. Particularmente
não sei até onde eu resistiria se privada de dignidade e
humanidade e em meio a um mar de misérias provocadas pela
progressiva descaracterização do nosso corpo e suas funções.
R:
- Diz a lei: "não matarás" e diante das nossas dificuldades de
entender os processos divinos para o crescimento individual, é
preferível agirmos de forma respeitosa, evitando um erro de
consequência maior para nossos seres. Sei, porém, que do ponto
de vista médico é necessário entender-se mais profundamente cada
situação, não no caso da eutanásia ou da distanásia mas no fato
da ortotanásia.
PS.: Ortotanásia é
quando você deixa a pessoa abandonada, sem assistência médica
(ou a retirando), ficando a mesma à própria sorte, só evitando a
dor.
P: - De que
forma os médicos espíritas podem contribuir para os que não são
Espíritas terem uma visão melhor do perispírito, já que as
doenças ou a grande maioria, está localizada no perispírito?
R:
- Primeiramente, o médico-espírita deve procurar ser um bom
profissional, estudioso e atualizado, de modo que sua linguagem
possa ser reconhecida e respeitada no meio científico, depois
deve buscar fazer pesquisas que levem à conquista desse
conhecimento, seja de forma direta ou indireta. Sem tais
propósitos, estaremos fadados ao descrédito.
P: - Gostaria de
saber, segundo a doutrina espírita, qual a concepção de doença
mental e qual a proposta de tratamento.
R: - Para um grande número de estudiosos da Doutrina Espírita e
pelo que se pode deduzir do seu conteúdo, a doença mental é mais
grave comprometimento, pelo qual o espírito pode viver numa
encarnação, já que são as estruturas mais sutis(do corpo mental)
as comprometidas em tais casos. Segundo a colocação de alguns
espíritos( entre eles, Emmanuel e André Luiz), os portadores de
transtornos mentais são espíritos que abusaram reiteradamente da
inteligência, agindo como homicidas e suicidas. O tratamento
além do convencionado pela Psiquiatria, consiste num trabalho de
transformação moral, sem o qual qualquer outra atuação será
apenas paliativa.
P: - O
câncer é uma doença espiritual?
R:
- Se considerarmos as causas mais profundas das doenças, o
câncer também seria uma patologia de fundo moral. No entanto, a
grande maioria desses processo resgates são frutos da
invigilância das criaturas com suas vidas, procedendo de forma
desregrada e rebelde, produzindo tal propensão na atual
encarnação ou numa posterior.
P: - Porque
existem doenças que aparecem e depois desaparecem sem tratamento
médico? Eu pergunto por que tive gota, e desapareceu, tive
retrocolite ulcerativa e sarei com tratamento de cromoterapia.
R:
- Existem doenças que são resgates momentâneos ou produzidas por
situações atuais limitadas, que cessadas as necessidades daquela
vivência, desaparecem com ou sem tratamento médico convencional.
No caso específico, falou-se da cromoterapia, que poderia ser
uma terapêutica complementar e eficiente (se aplicada de forma
correta).
P: - Diz-se
que doença é pausa para meditação, para questionamentos,
lição...Quanto mais difícil, mais longa, é o que necessita
aquele espírito, você concorda com isso? Se a doença é lição, é
remédio, qual o papel do médico espírita, qual o seu
posicionamento perante o exercício da medicina?
R:
- Nada no Universo, advindo do Criador, pode deixar de ter um
caráter edificador. Assim, também, o é com a doença. Ela não
existe como instrumento de punição como muitos preferem vê-la.
Na realidade, é um recurso de aprendizado, na sábia pedagogia
divina, convidando-nos não a perguntar "por que adoecemos?" mas
a formular a adequada questão: "para que adoecemos?".
O fato de ser um
instrumento para aprendizado não significa que, assistindo o
irmão em processo de dor, tenhamos que nos deter a meros
espectadores. Cabe ao doente como aos que lhe rodeiam buscar
recursos para minorar a dor (a inteligência foi nos dada para
isso). O médico-espírita deverá, além de agir como agente
aliviador e saneador, auxiliar o paciente a entender o caráter
educador da doença que o aflige.
P: -
Gostaria de saber sobre a terrível doença chamada lúpus, pois
tenho uma sobrinha de 12 anos cuja doença se manifestou agora.
Que relação cármica teria esta doença com os pais e a própria
doente?
R :
- Não tenho nenhuma informação específica, no campo
médico-espírita, sobre as causas espirituais do lúpus e a
relação dos familiares com o processo. Na verdade, não existe o
acaso e pela gravidade do comprometimento, parece-nos visível a
situação de vidas passadas.
P: - Porque
uma pessoa, que foi muito boa nesta vida, tem uma morte tão
ruim, como câncer de pulmão, com tanto sofrimento para ele e a
família?
R:
- Essa pergunta questiona na realidade a Justiça Divina e
sabemos que na Criação não há erros. Muitas criaturas são
preservadas, por um grande espaço de tempo, numa condição de
saúde e harmonia, preparando-se para provas mais difíceis,
relacionadas com posturas de outras encarnações, as quais só
podem ser totalmente compreendidas através de revelações
mediúnicas. Aquilo que parece injustiça, é na realidade
oportunidade de fortalecimento para que as dores e os
sofrimentos sejam suportados com maior grandeza do espírito.
P: -
Baseando-se em sua experiência acadêmica , qual seria sua
opinião, para nos dias atuais, haver um surto tão grande de
doenças que comprometem o sistema nervoso?
R:
São muitos os fatores que se associam para que surjam tantos
transtornos no campo psíquico, sendo esses dos mais diversos
tipos. No entanto, do ponto de vista espiritual, estamos num
momento de resgate da Terra, passando por um processo de
transformação, que a elevará a uma categoria de planeta de
regeneração. Para isso, é necessário uma mudança moral na
Humanidade, o que indica pela saída dos que teimam ser rebeldes
e o desaparecimento das chagas morais (o duelo, a escravidão, a
prostituição, a guerra e a obsessão).
Entretanto, a
Misericórdia Divina não faria isso sem antes da oportunidades a
todos para atender o chamado do Amor. Dessa forma, vemos cada
vez mais a presença de espíritos muito inteligentes mas
intensamente comprometidos no campo moral e esse comprometimento
suscita a possibilidade do surgimento dos chamados transtornos
psiquiátricos, em especial, nos que teimam em manter-se
vinculados ao mal.
P: - Qual a
visão da doutrina espírita em relação às fobias, mais
especificamente a agorafobia?
R:
Esses processos patológicos são frutos de experiências
traumáticas, geralmente, originadas em outras encarnações e
reforçadas na vida atual. No entanto, essas vivências podem ser
as mais diversas, sendo difícil especificar as causas, como num
processo de ação-reação.
P: -
Transtorno do Pânico (Síndrome do Pânico) e/ou Transtorno de
Ansiedade Antecipatória, não tem cura, ainda, pela ciência
ortodoxa, apenas controle com antidepressivos e ansiolíticos. Na
visão espírita pode ser derivada de obsessão ou desequilíbrio do
corpo perispirítico? A terapia do passe ajuda muito pouco, o que
fazer, com essa doença crônica?
R:
- Uma das principais causas do transtorno de pânico, ao nosso
ver, são os traumatismos vividos pelo espírito em momentos de
desencarne, ou experiências de ver-se preso ao corpo físico após
a extinção da vida corporal.\Assim, temos tido a orientação e
percepção de bons resultados com terapia de regressão à
vivências passadas, a qual deverá ser ministrada por
profissionais competentes e habilitados.
P: - O que o
senhor acha do conceito de morte cerebral e sua relação com os
transplantes? Será que a morte cerebral indica realmente morte
completa, mesmo que o coração da pessoa esteja batendo?
R:
- O tema encontra-se, no momento, em discussão tanto no meio
acadêmico quanto entre os profissionais espíritas. Existem
trabalhos que tem denunciado que os critérios para definição de
morte encefálica não são válidos e que a criatura poderia
retornar a vida normal depois de uma vivência assim. Sabemos que
o processo de desvinculação do corpo físico é bem mais demorado
do que a morte física e, na realidade, o grande problema da
doação de órgãos, afora a questão da eutanásia, é o da
disponibilidade de doar-se em favor dos que necessitam.
Precisamos preparar-nos para gestos cada vez mais profundos de
solidariedade e generosidade, como nos afirmava Jesus: "prova de
amor maior não há do que dar a vida pelo irmão."
P: - Como é
vista a Depressão na visão Espírita?
R:
- A depressão ou o mal do século é na realidade um processo de
cunho moral, onde a criatura, no seu processo de relação com o
Pai, não aceita as limitações existentes, querendo para si e
para àqueles a quem quer bem prerrogativas, que ela acredita
serem justas. No entanto, desconhecendo as causas mais profundas
das lutas da vida, intimamente, crê-se abandonado pela divindade
e revoltado opta por uma não vida; pois a depressão em sua
sintomatologia é a própria negação do viver, chegando ao extremo
da negatividade que é o suicídio.
É importante
diferenciar a depressão dos momentos de tristeza, os quais são
naturais e têm como função convidar a criatura a voltar-se para
si mesma, identificando o que está lhe acontecendo e o que é
necessário fazer ou mudar para que a vida flua com maior
tranquilidade.
P: - Como
podemos diferenciar uma doença meramente física de uma doença da
Alma?
R:
Na verdade, essa diferenciação é simplesmente didática e fruto
da cultura fragmentalista do academicismo atual. Ninguém é só
corpo, só espírito ou mesmo só corpos energéticos, somos um todo
não indivisível, interpenetrando-nos em todas as nossas
dimensões, direcionados pela essência espiritual, essa sim nossa
realidade eterna. Dessa forma essa diferenciação é apenas
auxiliar no aprendizado e toda doença é fruto da nossa condição
moral, mesmo aquelas vinculadas as condições do planeta, pois
nossa estadia aqui é resultado do nosso processo evolutivo.
P: - É
possível que um médium assimile o problema de saúde de uma
pessoa que tenha muita afinidade?
R:
- Sim. O médium pode assimilar processos doentios de criaturas
encarnadas ou desencarnadas, com quem tenha afinidade tanto
afetiva quanto moral e essa assimilação pode chegar ao grau de
se fazer presente no corpo físico e detectada por profissionais
e exames propedêuticos.
P: -
Durante o sono freqüentemente acordo e não reconheço o lugar que
estou e nem as pessoas que estão do meu lado. Às vezes vejo
pessoas e converso com elas e na hora não consigo perceber que
elas são espíritos. Existe a possibilidade de perdermos a razão
e não retornamos a realidade? Já tenho 40 anos e ainda sou
sonambúlica; porque? é uma enfermidade?
R:
- Existem quadros neurológicos e psiquiátricos que podem levar a
criatura a perder o contato com a realidade externa e do eu
inferior, não a retomando mais na atual encarnação. Entretanto,
fora do corpo físico, durante a experiência do sono, podem
retomá-la e de conformidade com a sua condição moral, a dor
dessa vivência será maior ou menor.
O sonambulismo não
é considerado uma doença mas sim um estado de imaturidade
neurológica e as suas causas são desconhecidas, em sua essência,
pela ciência atual. É preciso diferenciar o sonambulismo clínico
daquele que Kardec refere-se na Codificação. Ser sonâmbulo não
identifica necessariamente a presença de mediunidade ostensiva.
P: - As
doenças congênitas estão relacionadas as vidas passadas? É
possível a recuperação de uma doença congênita como por exemplo
HIPERPLASIA SUPRARENAL CONGÊNITA onde existe a falta de uma
enzima provocando um problema hormonal? A cura espiritual para
este caso é possível?
R:
- As doenças congênitas estão sempre relacionadas com
experiências de encarnações passadas ou escolhas do próprio
espírito para seu crescimento espiritual. No momento atual, a
medicina genética está engatinhando mas acreditamos que chegará
o instante em que ela conseguira curar ou minorar esses quadros.
Do ponto de vista espiritual, a medicina nos planos superiores
tem recursos ainda desconhecidos para nós, podendo, sem derrogar
a lei, oferecer tratamento adequado para tais moléstias, isso,
porém, estará diretamente vinculado ao estado de merecimento da
criatura necessitada.
P: - Tenho
muita curiosidade de saber qual a posição da doutrina espírita
quanto a doação de órgãos.
R:
- A Doutrina Espírita não define padrões para o comportamento
dos seus profitentes, no entanto, adverte para o perigo da
eutanásia, no caso da doação de órgãos vitais e com morte
encefálica; e de que essa doação deveria ser espontânea e com
anterior trabalho de desapego material, sem o qual tal atitude
poderá ser dolorosa para a criatura. Entretanto, vez por outra,
encontramos escritos e entrevistas pessoais, que devido a origem
da informação, são considerados postulados de comportamento
espírita, o que merece nosso cuidado e respeito. O assunto
demanda, no momento, estudo e discernimento de todos nós.
P: - A
Doutrina Espírita nos ensina que o corpo físico é tão-somente um
reflexo do que somos de fato (Espíritos). Ouve-se também em
nosso meio que a doença quando se manifesta no corpo físico ela
já estaria instalada no perispírito. Se assim o é, como se
processa a cura, uma vez que se estaria tratando o efeito e não
a causa?
R:
- Na realidade, o tratamento somático é somente paliativo e a
verdadeira cura se dá com a reforma íntima, pois as mazelas são
frutos de nossas imperfeições morais.
P: -
Gostaríamos que o Senhor tecesse algumas considerações acerca da
ação do fluido magnético, que ao nosso ver, às vezes age como
protagonista e outras vezes como coadjuvante na cura das
enfermidades.
R:
- É assunto extenso e profundo. Na realidade, o fluido magnético
do
médium associado ao dos espíritos superiores faz-se importante
meio de
tratamento para as criaturas e a sua transmissão necessariamente
não envolve uma ação voluntária do médium, que se faz muitas
vezes intermediário inconsciente da misericórdia. Essa ação
ocorre, provavelmente, no citoplasma celular, a nível de RNA
mensageiro, capaz de ser modificado, carreando informações novas
aos outros elementos celulares, criando condições de saúde.
P: -
Gostaria de saber até que ponto uma doença como a ansiedade pode
ser provocada por espíritos. E quanto ao ciúme, pode ser
considerado uma doença?
R:
- Segundo a Codificação a atuação dos espíritos em nossas vidas
é maior do que podemos pensar, assim qualquer tipo de patologia
pode ocorrer sob a ação mental de espíritos que nos rodeiam; no
entanto, para que isso se concretize é necessário que haja um
terreno psíquico propício na criatura que está sendo
influenciada. Todo processo de influenciação é regido pela lei
de afinidade ou sintonia.
P: - Como
entender na visão espírita um erro médico cuja conseqüência
deixa a pessoa inválida, ou causa a morte ou deixa alguma dor? E
como, na mesma doença, uma pessoa pode se curar através de
passes e outra não?
R:
- É complicado responder tal questão sem dados mais precisos, um
erro médico, ou assim considerado, pode ter as causas e
explicações mais diversas. O certo, porém, é que nada ocorre por
acaso e que não há atos injustos na vida.
As doenças para serem sanadas através de qualquer tipo de
terapia exigem um estado de merecimento ou "estado de graça" do
doente.
P: -
Gostaria de saber, sob ponto de vista espiritual, as causas e
conseqüências das enfermidades do seio da face (sinusite, rinite
e outras) e sua correlação, se existir, com os centros de força
(chakras).
R:
- Não temos acesso a essa correlação e, sinceramente,
gostaríamos de ter a resposta, já que sou portador de renite
alérgica crônica. Do ponto de vista, energético essas áreas
somáticas estão vinculadas com o centro de força laríngeo e,
algumas delas, também, com o centro frontal ou cerebral.
P: - Meu
questionamento é a respeito da TPM (tensão pré-menstrual), pela
qual a maioria das mulheres passam, variando os graus de
intensidade dos sintomas. Seria uma enfermidade ou apenas um
processo natural do ser humano feminino? Que influências exerce
o espírito no físico da mulher, quando a mesma passa pela TPM?
Dentro da visão médico-espírita, quais seriam os conselhos
oferecidos pelo Sr. para que os efeitos da TPM possam ser melhor
administrados pelas mulheres?
R:
- A Tensão Pré-menstrual (TPM) é do ponto de vista físico fruto
da ação hormonal. Sabemos, porém, que nem todas as mulheres
apresentam tal sintomatologia e que a exacerbação da mesma tem
haver com a condição psíquica da mulher. Por isso, do ponto de
vista médico-espírita, além do tratamento clínico (que é
auxiliar eficaz) a busca de um estado interior de maior harmonia
poderá auxiliar profundamente a criatura. A fluidoterapia poderá
aliviar a sintomatologia.
P: - Sinto
constantemente a presença de espíritos em minha casa. Mudei-me
recentemente (um mês) para a casa dos nossos sonhos após um
longo tempo de lutas e suor. Porém, desde que mudei-me não
consigo encontrar a paz tão desejada. Sinto-me enferma de uma
forma que não consigo explicar (dores terríveis de cabeça). Meu
marido e filha ficam preocupados pois encontram-me bastante
abatida no final do dia. Como posso pesquisar esse tipo de
enfermidade? Amo minha família e, sinceramente, nem eu mesma
estou me reconhecendo. O que fazer?
R:
- Primeiramente, procure um profissional de sua confiança para
que seja afastada a hipótese de uma doença física ou psíquica.
Caso não identifiquem nada ou paralelamente, busque a ajuda
espiritual, tentando averiguar a possibilidade de influenciação
espiritual e caso isso seja verdadeiro, passe a fazer um
tratamento de cunho evangélico-doutrinário, objetivando sua
melhora interior, colocando-o em posição mental inacessível a
atuação daquela entidade ou daquelas energias.
P: - Até
que ponto os pensamentos influem na saúde da pessoa? As pessoas
negativas, são "atacadas" pelos "pensamento-forma" que elas
próprias geram?
R:
- O pensamento é na realidade o criador de todo e qualquer campo
para que ocorra a atuação do espírito e a sua expressão negativa
gerará condições etéricas favoráveis ao surgimento de qualquer
patologia, que dependerá do grau de culpabilidade da criatura.
Muitas doenças são auto-obsessivas, ou seja, fruto do psiquismo
negativo do próprio espírito atuando contra si mesmo.
P: - A
gastrite emocional pode ser relacionada de alguma forma a um
processo obsessivo?
R:
- Toda pessoa emocionalmente desequilibrada é terreno propício
para a atuação de entidades que encontram-se espiritualmente
comprometidas.
P: - Como o
Espiritismo explica os casos de doenças terminais em que o
paciente é salvo por meio de transplantes de órgãos, mudando o
rumo de sua vida?
R:
- Como já dissemos, é fruto do merecimento e da necessidade de
aprendizado daquela criatura. O não aproveitamento da
oportunidade poderá acarretar uma situação de maiores
sofrimentos.
P: - Eu
tenho fortes dores de cabeça a mais de 12 anos. Já fui em vários
médicos e tudo está normal conforme os exames. Porém sempre
tenho impressão e sonhos que estou levando tiros na cabeça; eu
posso pensar que tenho uma enxaqueca normal, ou realmente é
coisa do meu passado?
R:
- É difícil dar uma resposta definitiva para quem propôs a
pergunta.
Tanto uma quanto a outra são possíveis e há possibilidade da
enxaqueca ser uma sequela deste passado. A presença desses
sonhos, faz-nos pensar na possibilidade da realidade da
experiência passada, relata pelo conteúdo dos mesmos. Seria
preciso uma propedêutica extensa e minuciosa e, talvez, a
possibilidade da experiência em terapia regressiva ou a
revelação mediúnica por diversos médiuns ou por fontes de
inteira confiança.
P: - Minha
filha tem 12 anos e sofre de constantes alergias de pele. Já
consultamos vários Dermatologistas e Homeopatas, que prescrevem
tratamento com corticóides, sem resultado. Sempre aparecem novas
alergias. Pode ser de fundo emocional? Pode ter alguma razão
transcendental à matéria? Como ela está entrando na
adolescência, este problema começa a lhe causar
constrangimentos. O que poderemos fazer para ajudá-la?
R:
- Como a nossa companheira não consegue alívio, através dos
tratamentos convencionais, certamente o processo é cármico, de
origem profunda, necessitando um trabalho espiritual de
transformação íntima, sem o qual não haverá melhoria. Pode estar
presente também uma influenciação espiritual, que precisará ser
investigada. Nossa experiência tem nos demonstrado que quando a
criatura passa a viver com esse tipo de patologia sem a revolta
costumeira, o processo torna-se menos sofrido e o alívio se faz
progressivo. Seria importante, buscar uma casa espírita com um
trabalho de orientação confiável e de bases doutrinárias seguras
para auxiliá-los.
P: - A
pergunta é um exemplo: se tenho um tumor maligno que me fará
desencarnar em 6 meses e existe solução médica para o problema,
posso aceitar que é uma dívida que devo pagar e não aceitar a
solução médica e desencarnar em 6 meses? Sabendo que adiaria o
desencarne com solução médica, não poderia ser culpado por não
aceita-la e precipitar o desencarne? Tenho crédito por aceitar a
morte? Sou um suicida por não adiá-la?
R:
- Ninguém deve se negar a possibilidade de ajuda, isso é omissão
e caso ocorra o desencarne por esse motivo, será considerado um
suicida. Devemos aceitar a morte como um fato natural da
evolução, buscando não desesperarmos diante da mesma e até
exercitando o desapego material para vivê-la com maior
tranquilidade, isso, no entanto, não nos permite procurá-la. A
entrega legítima à morte, objetivando unicamente salvar a outrem
ou recusando-se a praticar o mesmo tipo de crime, é, em
situações especiais, um ato de altruísmo.
P: - Meu
pai está com 65 anos e nunca fez um exame mais profundo de sua
saúde. Morre de medo de médico e hospital e está com hérnia
pubiana. Ele é dentista (ou seja um paramédico). Como você
explicaria tanta fobia de médicos e doenças em um espírito que
teoricamente tem maior parcela de responsabilidade sobre seu
corpo, já que alem de paramédico considera-se espírita?
R:
- É fruto de
alguma vivência traumática do passado, impossível de ser
esclarecida apenas com os dados da pergunta.
P: - É o
perispírito o "molde" do corpo? E nos natimortos, que não
tiveram desde o inicio de sua formação a presença de um
espírito, como então este corpo foi "moldado"?
R:
- Sim, o perispírito é o molde do corpo físico. Nos casos de
natimortos, os quais não tiveram a presença, desde a fecundação,
de um espírito, o molde físico é criado e alimentado
energeticamente pela mente da gestante, como nos esclarece a
literatura espírita. É o desejo e a vontade matuante da mãe em
gerar um filho que produz corpos nessa condição.
P: - Meu
filho quando tinha 5 anos era sonâmbulo, foi detectada disritmia
acentuada, foi tratado com anti-epiléticos até os 10 anos,
quando os sintomas desapareceram, mas os exames continuavam
demonstrando disritmia. Ele tomou remédios ate os 12 anos. Hoje
ele tem 16 anos esta ótimo, mas os exames demonstram uma outra
realidade. Já fui a muitos médicos mas nenhum soube me explicar
o que acontece. O Sr., como espírita, poderia explicar?
R:
- Do ponto de vista clínico, alterações elétricas cerebrais,
detectadas
por exame, só devem ser consideradas quando da presença de
sintomatologia clínica correspondente, caso contrário a atitude
adequada é desconsiderá-la. Existem trabalhos científicos que
demonstram que 20% da população normal, com ausência completa de
qualquer sintomatologia no campo neurológico ou psiquiátrico,
tem eletroencefalograma apresentando disritmia. Também, boa
percentagem dos epilépticos, embora portadores de quadros
exuberantes, não apresentam alterações no eletroencefalograma.
Grande parte dos chamados portadores de disritmia (e ela por si
não é doença e nem deve ser tratada medicamente) são na verdade
médiuns ostensivos, necessitados de orientação e educação
mediúnica.
P: - Estive
grávida durante 4 meses e um exame de rotina detectou uma
deficiência genética que provocaria retardamento físico e mental
completo e em alto grau no meu bebe. Poderia até ser que não
houvesse formação do cérebro e então ocorreria morte
intra-uterina me trazendo sérios riscos, inclusive de vida
(morte). Fui aconselhada a fazer uma intervenção e interromper a
gestação, mas a culpa me persegue indefinidamente. Gostaria de
saber se há, no ponto de vista espiritual, uma explicação para o
fato de um bebe, tão querido, aguardado por quatro "imensos"
anos, encarnar já com tantos problemas e talvez até com a
pré-destinação de ficar tão pouco tempo entre nós?
R:
- Nada acontece fora dos trâmites da justiça divina mas, muitas
vezes, pela nossa ignorância não sabemos explicar claramente o
que ocorreu e, talvez, só tenhamos a resposta após a nossa
desencarnação. Nossa cultura tem o hábito de nos culpabilizar de
tudo e nem sempre num caso como esse o compromisso doloroso é
nosso. Culpar-se não produz melhoria, só a busca de atuar no bem
é útil e necessária. Culpa sem ação é hibernação sem proveito
para o crescimento pessoal.
P: - Quando
uma criança nasce sem o cérebro nós, como espíritas devemos doar
seus órgãos ou não? Tenho esta dúvida por acreditar que o
Espírito reside na mente. Se a criança não tem uma mente, posso
crer que ali só se encontra um corpo?
R:
- A doação nesse caso é de foro dos pais, que devem ponderar que
um espírito vinculado a um corpo como esse, certamente,
apresenta-se em situação espiritual difícil e que a doação
poderia lhe causar sofrimento. O espírito se manifesta através
da mente e não nela e cérebro e mente são diferentes, sendo o
último o meio de atuação da mente no veículo físico. A ausência
de encéfalo não significa a inexistência da mente, sempre viva
na essência espiritual.
P: - Tenho
uma amiga que gosto muito que sofre de nefrite. Onde encontrar
literatura espírita específica sobre este tema?
R:
- Não tenho informações específicas sobre o assunto junto a
literatura espírita, entretanto, posso sugerir a leitura dos
capítulos "Predisposições Mórbidas" e "Porque Adoecemos" do
livro "Porque Adoecemos - Novos Horizontes do Conhecimento
Espírita", de autoria de diversos profissionais vinculados a
Associação Médico Espírita de Minas Gerais, editado e
distribuído pela Ed. Espírita Cristã "Fonte Viva".
P: -
Gostaria de saber na visão espírita qual seria a origem das
doenças no útero, como por exemplo as feridas.
R:
- É muito difícil explicar as doenças de uma forma simplista,
pois temos as causas espirituais ou morais, as ações negativas
do passado e da atualidade, as necessidades de aprendizado do
espírito e ainda as causas atuais fruto das atitudes e
mentalizações da criatura na vida presente. Essas podem ser as
mais diversas e conjugarem-se das formas mais diferentes. Nem
sempre é possível chegar a essas causas específicas de cada
caso.
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