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A
atriz Alcione Mazzeo, conhecida por muitos trabalhos, sobretudo
na televisão, é seguidora do Espiritismo há sete anos.
Ela não aderiu à Doutrina Espírita impulsionada pela
dor, mas afirma ter conseguido uma paz interior quando passou a
freqüentar o Lar Frei Luiz, no Rio de Janeiro, presidido por
outro ator global, Carlos Vereza.
Alcione descreve sua experiência como espírita numa
entrevista concedida a Leonor de Castro, Márcia Maria da Silva
Costa e Everton da Silva Natividade, colaboradores do Grêmio
Espírita Guias Celestes.
P:
– Alcione Mazzeo, como você conheceu o Espiritismo?
R:
– Eu considero “conhecer o Espiritismo” de sete anos para
cá. Agora freqüento
o Lar de Frei Luiz, porém já havia freqüentado vários outros
lugares antes, mas nunca com tal disciplina. Certo dia, estava com um astrólogo que recomendou que
trabalhasse meu lado espiritual e detectou que eu poderia usar
minhas mãos para esse fim, algo relacionado à cura.
Logo informei que praticava ioga, mas a ioga era algo
individual, uma busca interior minha.
O astrólogo falou que eu precisaria usar e trabalhar
esse dom de cura em favor do próximo.
Então ele indicou-me o Lar Frei Luiz.
P:
– Como foi seu primeiro contato com essa instituição?
R:
– Chegando ao Lar Frei Luiz, me deparei com o busto de Frei
Luiz e fiz uma prece para que ele me revelasse meu verdadeiro
caminho, minha verdadeira missão. Desde então jamais deixei de freqüentar a casa.
P:
– Então, o caminho não foi pela dor...
R:
– Muitas pessoas procuram a Casa Espírita pela dor, mas eu
fui em busca de um caminho interior.
Paralelo ao que aconteceu, analisando o passado, vejo
que, de alguma forma, eu também era “doente”.
Hoje em dia tenho um equilíbrio e uma paz interior bem
maior. O
conhecimento da Doutrina Espírita foi uma das melhores coisas
que aconteceu em minha vida.
P:
– Na sua família, alguém é espírita?
R:
– A minha
mãe era médium e trabalhou por muito tempo, mas precisou
parar. Eu fui criada na
Igreja Católica. Quando
fiquei adulta, comecei a sentir uma inquietação muito grande.
Percorri muitos lugares, porém, não encontrava a
resposta para a inquietação em nenhum.
Foi no Frei Luiz que parei e desenvolvi minha paciência.
A Doutrina me abriu novas perspectivas, novos caminhos.
Tive maior conscientização e minha conduta melhorou
diante da vida.
P:
– Como você colabora com a Instituição Frei Luiz?
R:
– Em situações especiais, como Médium de Apoio.
P:
– O que você acha dessas transformações que vêm
acontecendo neste inicio de Milênio?
R:
- É uma grande limpeza, é o cair das máscaras.
Hoje em dia, abre-se o jornal e vê-se muitas
tragédias e roubos... isso sempre acontece, mas
antigamente era camuflado. Hoje em dia tudo vem à tona para que haja uma seleção, uma
limpeza. Isso
significa que a Terra está se renovando para melhor.
A transformação vai acontecer.
Infelizmente, as pessoas só se transformam pela dor.
P:
– Como você acha que a mídia aborda a Doutrina Espírita?
R:
– A mídia não deve usar, não só a Doutrina Espírita, como
todas as religiões, de uma forma sensacionalista, pois isso é
muito fácil. Antes
de tudo, deve ser feito um estudo do tema, e uma conscientização
das possibilidades de se escrever sobre ele.
P:
– Para você, qual é a função da arte no Espiritismo?
R:
– Existe uma atração entre a arte e os próprios espíritas.
Uma afinidade, uma sintonia... todo artista é um ser
sensível. A
sensibilidade do artista é muito aflorada, ele capta as coisas,
tem uma “ligação” maior.
O artista precisa de uma inspiração e é essa inspiração
que o une ao alto.
P:
– Reparando na decoração, nos chamam a atenção dois
quadros de Nossa Senhora. Qual a importância deles?
R:
– Eu ficava num espaço, no Frei Luiz, que tinha uma imagem
igual a que eu tenho em meu quarto (Nossa Senhora).
Então senti vontade de adquirir uma igual, só que não
a encontrei. Assim
que mudei para esse apartamento, entrei numa loja esotérica e
vi a mesma imagem e quis comprá-la, mas os vendedores disseram
que não estava a venda. Depois
de um tempo eu passei por lá e eles me deram o quadro de Nossa
senhora. O outro é
do médico Dr.Pierre (espírito que atua na instituição Lar
Frei Luiz).
P:
– Qual a importância do espírito Dr.Pierre em sua vida?
R: –
Gosto muito desse espírito com quem tenho a maior afinidade.
Uma das vezes que senti maior amor na vida foi na presença
dele. Foi uma vibração
de amor tão intensa que é indescritível.
Ele trabalha numa sala do Frei Luiz.
No início, quando eu tomava passes e me sentia mal, era
levada para a sala dele (uma sala de cura).
Ele nunca falava nada, somente dava passe.
Porém, sua energia era tão boa, que em todos os
momentos de aflição orava pensando nele e sentia uma paz muito
grande. Um dia
estava no Centro, quando ele chegou perto de mim e disse: “Você
sabia, que toda vez que me chama, eu venho?”
Muitas vezes pensei que era coisa de minha cabeça, esse
fato de orar e depois sentir paz.
P:
– Como você analisa a divulgação da Doutrina Espírita pelo
teatro, música, etc...?
R:
– Devemos ter cuidado com o teatro sem qualidade, aquele que
é feito por oportunismo. É
esse apenas o grande perigo.
Essa propagação é uma de nossas bênçãos em unir
duas coisas que gostamos muito: o Teatro e o Espiritismo.
O Espiritismo, como já disse, é fonte de inspiração
da Arte.
P:
– O que você espera nesse novo milênio?
R:
– O Espiritismo orienta para nos tornarmos melhores como
pessoas humanas. E
é essa nossa missão aqui: nos amarmos, nos respeitarmos;
assim estaremos
ajudando o Mundo. Essa
nova era que vai começar, que seja uma nova era de amor, que o
homem respeite mais a natureza, que haja muito mais paz e
fraternidade e todos busquem o amor dentro de si, e o transmitam
para o próximo, sem esperar retribuição.
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