O Mensageiro  -  Revista Espírita-Cristã do Terceiro Milênio 

Título :
Delineia-se o Espiritismo na Bielo-Rússia

Entrevistado:
Spartak Severin

Fonte:
Reformador
 

ENTREVISTAS

          

Spartak Severin compareceu ao Curso de Capacitação do Trabalhador Espírita, promovido pelo CEI em Brasília, em julho passado – 2005. Nesta entrevista, presta informações acerca do iniciante Grupo Espírita em Minsk (Bielo-Rússia) e de livros existentes no idioma russo, bem como sobre a tradução de livros e revistas para aquela língua.

 

P: – O que o levou a entrar em contato com a Doutrina Espírita?
R: – Há uns 25 anos comecei a estudar as várias escolas de filosofia e de religião. Somente agora eu entendo que era minha tarefa atual estudar e distribuir a fé. Foram interessantes as leituras que fiz em variadas direções, sobre todos os tipos de religião – ortodoxa, católica, budista, xintoísta, protestante e outras. Em 1995 eu encontrei em livraria de nossa cidade um livro de Allan Kardec – O Livro dos Médiuns -, vertido para o russo, o qual li com um grande interesse. A partir daí, encontrei e li integralmente os cinco livros principais de Allan Kardec. Então pensei que poderia começar meus estudos sobre Espiritismo porque diferente de outras linhas da filosofia e da religião, o Espiritismo não provoca a fé cega, mas se baseia em pensamentos lógicos e em pesquisas.

P:  – Como surgiu o Grupo Espírita de Minsk?
R: – Primeiramente era sozinho, mas logo encontrei alguns colegas e formamos um grupo de pessoas interessadas no Espiritismo. Atualmente um grupo de 30 pessoas trabalha com curas e estudos baseados na Doutrina Espírita. Fizemos contatos com alguns acadêmicos da Academia Nacional de Ciências da Bielo-Rússia, interessados em parapsicologia e em fenômenos sobre o “outro lado” da vida, e oferecemo-lhes algumas de nossas traduções de artigos da La Revue Spirite para que eles as publicassem.

P: – Quantos livros de Allan Kardec estão publicados em russo?
R: – Já relatei anteriormente que os cinco principais livros de Allan Kardec estão disponíveis em russo. Graças a estas versões é que agora sou um adepto do Espiritismo.

Primeiramente traduzi alguns artigos de La Revue Spirite para o russo e os encaminhei a Roger Perez, Presidente da União Espírita Francesa e Francofônica, e a Elza Rossi, do reino Unido. Desde então tenho traduzido algumas informações para páginas eletrônicas do Espiritismo e, há pouco, concluí a tradução de dois livros a partir do idioma inglês (Sinal Verde, de Francisco Cândido Xavier, e Viver e Amar, de Divaldo Pereira Franco) que Elza Rossi me enviou. Em seguida traduzi mais alguns artigos de La Revue Spirite para a revista Mistérios do Universo, da Academia Nacional de Ciências da Bielo-Rússia. Agora estou traduzindo com grande interesse, o livro Os Mensageiros, do Espírito André Luiz, psicografado por Francisco Cândido Xavier, a partir da edição do CEI em francês.

P: – Como ocorreu seu primeiro contato com o Conselho Espírita Internacional?
R: – O primeiro contato com o Conselho Espírita Internacional ocorreu após meu encontro com Roger Perez. Em 1996 eu fazia um estágio de televisão em Paris, em função de meu trabalho na TV Bielo-russa. Tive um tempo livre e fui visitar o cemitério do Père-Lachaise e encontrei na sepultura de Allan Kardec, na sua parte traseira, um quadro de informações que contém algumas frases de livros de Allan Kardec e o telefone do Sr. Roger Perez. Telefonei a ele e conversamos um pouco. No ano seguinte o Sr. Perez convidou-me para participar da Reunião do Conselho Espírita Internacional, em Paris, de 2 de outubro de 1997. Foi para mim uma valiosa experiência. Na oportunidade fiz contato com o Sr. Nestor João Massotti e muitos outros participantes do Movimento Espírita Internacional. Recentemente estive na Reunião da Coordenadoria de Apoio ao Movimento Espírita da Europa, órgão do CEI, realizada em Luxemburgo.

P: – Teria algum fato interessante a relatar, sobre médiuns ou sobre a Doutrina Espírita?
R: – Há alguns fatos interessantes sobre as manifestações espíritas em minha vida. Em 1998 eu estava na Itália como líder de um grupo de órfãos bielo-russos, porque eu também falo italiano. Visitei uma pequena igreja em Gênova e fiz foto de uma estatueta da Mãe de Jesus. Quando revelei o filme verifiquei que, na parede da igreja, aparecia uma grande imagem de Jesus, olhando a estatueta de sua Mãe. Penso que foi uma grande oportunidade poder vê-la. Foi como uma confirmação para meus estudos sobre Espiritismo.