O Mensageiro  -  Revista Espírita-Cristã do Terceiro Milênio 

Título :
Movimento Espírita na América Central

Entrevistado:
Edwin G. Bravo Marroquin

Fonte:
Reformador
Julho de 2006
 

ENTREVISTAS

          

Durante a 11a Reunião Ordinária do Conselho Espírita Internacional (CEI), que ocorreu de 21 a 23 de abril de 2006, em Assunção, Paraguai, o coordenador do Conselho Espírita Internacional para a América Central e Caribe, Edwin Genaro Bravo Marroquin, foi entrevistado sobre o Movimento Espírita dessa região.

P: - Como vê o desenvolvimento do Espiritismo na região da América Central e Caribe?
R: - Atualmente pode-se considerar que a evolução recente do Movimento Espírita se deve ao 3º. Congresso Espírita Mundial, promovido pelo CEI e realizado na Cidade da Guatemala, em outubro de 2001. Se antes já havia a forte intenção de se fortalecer os centros espíritas, posteriormente ao Congresso citado as pessoas se deram conta de que era necessária a organização dos centros. Isto se constituiu em um elemento fundamental para o desenvolvimento do Espiritismo. Não se tratou apenas de um evento, mas a estrutura dos países para a área doutrinária foi fortalecida. Assim, ficou mais claro quais são os nossos objetivos, oferecendo condições para as obras sociais e assistenciais.

P: – Quais foram, ultimamente, os principais eventos na citada região?
R: – Temos realizado seis eventos, cobrindo vários países, dentro do programa do evento maior que é o 1º. Congresso Espírita Centro-americano. Este é diferente porque os conferencistas vão aos diversos países, apresentando a mesma temática, mas levando em consideração o tipo de público de cada um deles. Temos contado com uma freqüência muito boa. A próxima etapa será em El Salvador, onde há vários problemas em fase de resolução, incluindo a sede para o evento.

P: – Quais são as programações planejadas para a região?
R: – A Coordenadoria do CEI para a América Central e Caribe programou, como parte do 1º. Congresso Espírita Centro-americano, eventos próximos em El Salvador e em Honduras, os quais contam com participações de companheiros desses países e da Guatemala. Posteriormente, para o segundo semestre deste ano, está programado um evento em apoio aos espíritas de Cuba.

P: – Como se desenvolve o Movimento Espírita em seu país, a Guatemala?
R: - Agora tomamos algumas providências junto à Capital, pois o desenvolvimento do Espiritismo na zona rural é muito bom e, em média, anualmente, surgem entre quatro e oito centros espíritas. Na zona urbana estamos realizando visitas a hospitais e outras ações assistenciais, e está se solidificando o trabalho em torno da sede principal que é a Escuela Heliosóphica Luz y Caridad.

P: – Quantas instituições se encontram atualmente integradas ao Movimento de Unificação?
R: - São 394 instituições em todo o país ligadas à Cadena Heliosóphica Guatemalteca. Encontramo-nos numa fase em que muitos centros ressurgem e estamos estudando uma forma de propiciar mais estabilidade quanto à manutenção deles.

P: – Qual é a característica do Espiritismo no altiplano?
R: - A característica fundamental é que conta com pessoas que dispõem de poucos recursos financeiros e com variedade de línguas. Na Guatemala há vinte e três línguas, o que nos obriga a fazer conferências com tradutores. Há dificuldade de se dispor de livros espíritas em espanhol e, sem dúvida, nas várias línguas utilizadas nas regiões do País. Estamos estimulando a permuta de livros entre pessoas, de povoado em povoado, principalmente contando com os jovens que, geralmente, são alfabetizados e lêem o livro para toda família.

P: – Há algum projeto para as comemorações dos 150 anos do Espiritismo?
R: - Sim, estamos preparando algumas ações para o ano de 2007, com destaque para o Congresso Espírita Centro-americano que dará ênfase à efemeridade.

P: – O que tem a dizer sobre o papel exercido por seu pai, Genaro Bravo Rabanales, na Guatemala?
R: - Foi um pioneiro que se comportou como um missionário. Cumpriu até o último momento a tarefa de contribuir com a expansão da Doutrina Espírita. Tinha a característica de relacionar-se muito bem com todas as lideranças espíritas da Guatemala. É muito difícil tentar igualá-lo. Atualmente estamos montando equipes para atender o que ele fazia praticamente só.

P: – Por obsequio, uma mensagem para os espíritas brasileiros!
R: – Entendemos que os espíritas brasileiros têm que ter consciência de que são os elementos para a expansão do Espiritismo, já que em muitos países em que chegam dão inicio aos labores espíritas. É importante que tenham uma visão muito ampla das necessidades dos outros países, até coisas simples como chegar a um Centro Espírita, como ter condições de encontrar centros, o que para vocês é muito fácil, mas para nós é difícil. Creio que se “recebem” devem “dar”... Sem o apoio de vocês, nossas forças não serão tão frutíferas quanto poderiam ser. Estamos num momento de expansão e há necessidade da colaboração dos espíritas do Brasil.