O Mensageiro  -  Revista Espírita-Cristã do Terceiro Milênio 
Título :
Entrevista com Roque Jacintho

Entrevistado:
Roque Jacintho - Orador, jornalista e escritor espírita

Fonte:
Livro: Perguntando e Aprendendo
Autor: Waldenir Cuin

ENTREVISTAS

       

Roque Jacintho é orador, jornalista e escritor espírita.

P: - Os programas infantis apresentados pela televisão estão oferecendo uma mensagem de boa qualidade para as nossas crianças?
R: - As emissoras de TV, via de regra, apresentam tão-somente aquilo que o seu público pede ou comporta. Por conseqüência, a qualidade é quase sempre mera expressão da soma de seus telespectadores.

P: - E as telenovelas, estão ofertando bom conteúdo para os telespectadores?
R: - As telenovelas, como toda a programação da TV, são decorrências das tendências do público. A TV, explorando comercialmente a sua programação, quase sempre fala a linguagem da massa popular e, por isso, reproduz o gosto do público.

P: - Quanto às telenovelas, sendo apresentadas em horários em que a maioria das crianças está acordada, e sendo difícil afastá-las do convívio dos pais quando estão em frente à televisão, perguntamos: Como devem agir os pais para evitar que os filhos absorvam as mensagens desses programas?
R: - Se os pais assistem algo que não seja edificante, não há o que lamentar se os filhos compartilhem de suas preferências. Se as mensagens das telenovelas não são dignas ou moralistas, cabe aos pais mostrarem aos seus filhos, na vivência diária, através de seu próprio exemplo de conduta, o que há de nobre dentro da vida.

P: - A violência é um problema complexo. Assim sendo, como pode cada cidadão contribuir para melhorar o quadro social que aí está?
R: - A violência é uma loucura momentânea. Salvo os casos patológicos, que deverão se tratados por psicólogos comportamentais ou psiquiatras verdadeiramente dedicados ao reajuste do enfermo, a violência sofrerá um resfriamento na alma da criatura, se esta se dedica a dissolver seus ímpetos agressivos através de sua própria cristianização. É urgente que ninguém se envergonhe de ser bom. Que jamais esqueçamos que há mais coragem em resistir ao impulso do revide de ofensas, do que em "não levar desaforos para casa". Recordemos, por outro lado, que aquele que nos ofende é um enfermo moral que desconhece as conseqüências de seus próprios ímpetos tresloucados, e que, quase sempre, dá corpo a sua agressividade, transformando-a numa enfermidade educativa, como são as úlceras, o câncer e outros freios auto-educativos, criações de nosso próprio estado mental. Os lares ainda são palcos de muitas agressões físicas e morais, tão-somente porque os princípios religiosos genuínos não são de domínio efetivo das criaturas religiosas. Religião é integração com o Pai Celestial. Portanto, se estamos no seio do Criador, por que nos jogarmos contra aqueles outros seus filhos? Reajuste-se a família em torno do cristianismo, e a agressividade dentro do próprio lar sofrerá um recesso útil e necessário. Quem se depurar no cadinho do lar, será um daqueles de boa vontade que se farão embaixadores da paz genuína.