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Roque
Jacintho é orador, jornalista e escritor espírita.
P: - Os
programas infantis apresentados pela televisão estão
oferecendo uma mensagem de boa qualidade para as nossas
crianças?
R:
- As emissoras de TV, via de regra, apresentam tão-somente
aquilo que o seu público pede ou comporta. Por conseqüência,
a qualidade é quase sempre mera expressão da soma de seus
telespectadores.
P: - E
as telenovelas, estão ofertando bom conteúdo para os
telespectadores?
R:
- As telenovelas, como toda a programação da TV, são
decorrências das tendências do público. A TV, explorando
comercialmente a sua programação, quase sempre fala a
linguagem da massa popular e, por isso, reproduz o gosto do
público.
P: -
Quanto às telenovelas, sendo apresentadas em horários em que a
maioria das crianças está acordada, e sendo difícil
afastá-las do convívio dos pais quando estão em frente à
televisão, perguntamos: Como devem agir os pais para evitar que
os filhos absorvam as mensagens desses programas?
R:
- Se os pais assistem algo que não seja edificante, não há o
que lamentar se os filhos compartilhem de suas preferências. Se
as mensagens das telenovelas não são dignas ou moralistas,
cabe aos pais mostrarem aos seus filhos, na vivência diária,
através de seu próprio exemplo de conduta, o que há de nobre
dentro da vida.
P: - A
violência é um problema complexo. Assim sendo, como pode cada
cidadão contribuir para melhorar o quadro social que aí está?
R:
- A violência é uma loucura momentânea. Salvo os casos
patológicos, que deverão se tratados por psicólogos
comportamentais ou psiquiatras verdadeiramente dedicados ao
reajuste do enfermo, a violência sofrerá um resfriamento na
alma da criatura, se esta se dedica a dissolver seus ímpetos
agressivos através de sua própria cristianização. É urgente
que ninguém se envergonhe de ser bom. Que jamais esqueçamos
que há mais coragem em resistir ao impulso do revide de
ofensas, do que em "não levar desaforos para casa".
Recordemos, por outro lado, que aquele que nos ofende é um
enfermo moral que desconhece as conseqüências de seus
próprios ímpetos tresloucados, e que, quase sempre, dá corpo
a sua agressividade, transformando-a numa enfermidade educativa,
como são as úlceras, o câncer e outros freios
auto-educativos, criações de nosso próprio estado mental. Os
lares ainda são palcos de muitas agressões físicas e morais,
tão-somente porque os princípios religiosos genuínos não
são de domínio efetivo das criaturas religiosas. Religião é
integração com o Pai Celestial. Portanto, se estamos no seio
do Criador, por que nos jogarmos contra aqueles outros seus
filhos? Reajuste-se a família em torno do cristianismo, e a
agressividade dentro do próprio lar sofrerá um recesso útil e
necessário. Quem se depurar no cadinho do lar, será um
daqueles de boa vontade que se farão embaixadores da paz
genuína.
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