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Henrique
Rodrigues exerceu atividades relacionadas com Eletrônica Médica,
estando atualmente aposentado.
Cientista, orador e escritor espírita, é autor dos
livros: “Ciência do Espírito”, “Lições de Vida”,
entre outros.
P: - Por
que a incidência dos tóxicos vem aumentando entre os jovens?
R:
- É que hoje em dia não existe, dominando a Humanidade, nenhum
espírito religioso. As religiões se transformaram em
verdadeiras escolas de hipocrisia, sendo o religioso de nossos
dias um fanático vestindo a roupa de cristão, de budista, de
maometano. Mas na verdade, ele é um materialista de fato, muito
pior do que um materialista teórico. Dentro desse sistema ele
tem um Deus, a quem respeita e cujas boas graças procura: é o
"Deus-Dinheiro". E como o tóxico produz dinheiro,
evidentemente está campeando. A incidência maior do vício
entre os jovens ocorre porque eles são inexperientes e,
portanto, facilmente envolvidos pela máfia do tóxico, que
objetiva, de qualquer forma, sem se importar com as
conseqüências, ganhar dinheiro.
P: - O
que o senhor diria à jovem que se dá ao consumo de bebidas
alcoólicas e ao fumo, considerando-se que poderá ser mãe no
futuro?
R:
- É evidente que tudo o que o sujeito faz na vida tem uma
conseqüência. O fumo é um vaso-constritor, atacando os
pulmões e o coração, enquanto o álcool ataca o fígado. Em
função dessas coisas, tanto o organismo da mulher como o do
homem - porque o cigarro também ataca as células germinativas
do homem - candidatam-se a gerar filhos com problemas.
P: -
Devemos encarar o homossexual como um doente? Qual o tratamento
que a sociedade deve dispensar-lhe?
R:
- A questão do homossexualismo é evidentemente um desvio de
conduta. É, na realidade, uma doença que vem de um passado
distante, um desvio de função. Aliás, considero a expressão
"relação homossexual" muito mal empregada, pois uma
relação sexual pressupõe duas estruturas genitais diversas e
complementares. Numa relação homossexual, seja de homem ou de
mulher, não ocorre isso, porque os órgãos que entram no
relacionamento são comuns aos parceiros, não diferenciando o
sexo, não podendo, portanto, ser considerado uma relação
sexual. Quanto à terapêutica, só podemos atuar quando o
homossexual se conscientiza de que aquilo é uma enfermidade e
procura socorro, pois, caso contrário, ficaria difícil fazer
alguma coisa. Ao se pode tratar alguém contra a sua vontade.
Podemos, por exemplo, levar um cavalo à fonte, mas não
obrigá-lo a beber. No caso do homossexual, o tratamento só
será possível se ele se conscientizar de que está doente e
quer se curar.
P: -
Como deve ser a liberdade dos jovens?
R:
- A liberdade pressupõe responsabilidade. Mas os jovens estão
querendo liberdade sem responsabilidade. Já vimos muitos que
cometem os maiores desatinos, criando muitas vezes problemas ou
situações que exigem a intervenção dos pais para
resolvê-los, ou simplesmente para aceitá-los. Atualmente, o
jovem, com o anseio de liberdade, não está querendo de fato um
diálogo, mas sim um monólogo, no qual os genitores apenas
ouçam, compreendam e aceitem, sem jamais colocar obstáculos ao
que desejarem fazer. Há muito tempo, quando a educação era
diferente, quando havia um pouco mais de ascendência dos pais
sobre os filhos, quando a vida era diferente do que é hoje,
verificávamos que as criaturas eram um pouco mais ordenadas. O
que a Humanidade está fazendo neste momento, é mergulhar num
gigantesco torvelinho, numa enorme conturbação. Os frutos
disso, evidentemente, virão. Mas, no comando de tudo, estão as
leis da vida, que, no devido tempo, conduzirão - possivelmente
através da dor - o rebanho para uma conduta de vida mais
acertada.
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