|
JOSÉ
RAUL TEIXEIRA – Professor
Universitário, leciona na Universidade Federal Fluminense,
residindo em Niterói, RJ.
É médium psicógrafo e orador espírita, além de
fundador e atual vice-presidente da Sociedade Espírita
Fraternidade. Entre outros, publicou os seguintes livros: Vereda Familiar,
Vozes do Infinito.
P: – Como
deve ser a dieta alimentar dos médiuns nos dias de trabalho
mediúnico?
R:
- A dieta alimentar dos médiuns deverá constituir-se daquilo que
lhes possa atender às necessidades, sem descambar para os
excessos ou tipos de alimentos que, por suas características,
poderão provocar implicações digestivas, perturbando o
trabalhador e, conseguintemente, os labores dos quais
participe. Desse modo, torna-se viável uma alimentação normal,
evitando-se os excessivos condimentos e gorduras que,
independente das atividades mediúnicas, prejudicam bastante o
funcionamento orgânico.
P: – O uso
de alguma bebida alcoólica costuma trazer inconvenientes para os
médiuns?
R:
– Todo indivíduo que se encontra engajado nos labores
mediúnicos, seja qual for a ocupação, deveria abdicar do uso dos
alcoólicos em seu regime alimentar. Isto porque o álcool traz
múltiplos inconvenientes para a estrutura da mente equilibrada,
considerando-se sua toxidez e a rápida digestão de que é alvo,
facilitando grandemente que o álcool entre na corrente sanguínea
do indivíduo, de modo fácil, fazendo seu efeito característico.
Mesmo os inocentes aperitivos devem ser evitados, tendo-se em
mente que o médium é médium as vinte e quatro horas do dia,
todos os dias, desconhecendo o momento em que o Mundo Espiritual
necessitará da sua cooperação. Além do mais, quando se ingere
uma porção alcoólica, cerca de 30% são rapidamente eliminados
pela sudorese e pela dejeção, mas cerca de 70% persistem por
muito tempo no organismo, fazendo com que alguém que, por
exemplo, haja-se utilizado um aperitivo na hora do almoço, à
hora da atividade doutrinária noturna não esteja embriagado, no
sentido comum do termo, entretanto, estará alcoolizado por
aquela porcentagem do produto que não foi liberada do seu
organismo.
P: – A
alimentação vegetariana será mais aconselhável para os médiuns
em geral?
R:
– A questão da dieta alimentar é fundamentalmente de foro íntimo
ou acatará a alguma necessidade de saúde, devidamente
prescrita. Afora isto, para o médium verdadeiro não há a
chamada alimentação ideal, embora recomende o bom senso que se
utilize uma alimentação que lhe não sobrecarregue o organismo,
principalmente nos dias de reunião mediúnica, a fim de que não
seja perturbado por qualquer processo de conturbada digestão
que, com certeza, lhe traria diversos inconvenientes.
A alimentação não
define, por si só, o potencial mediúnico dos médiuns que deverão
dar muito maior validade à sua vida moral do que à comida
obviamente.
Algumas pessoas
recomendam que não se comam carnes, nos dias de tarefa
mediúnica, enquanto outras recomendam que não se deve tomar café
ou chocolate, alegando problemas das toxinas, da cafeína, etc.,
esquecendo-se que deveremos manter uma alimentação mais frugal,
a partir do período em que já não tenha tempo o organismo para
uma digestão eficiente.
É mais
compreensível, e me parece mais lógico, que a pessoa coma no
almoço o seu bife, se for o caso, ou tome seu cafezinho pela
manha, do que passar todo o dia atormentada pela vontade desses
alimentos, sem conseguir retirar da cabeça o seu uso, deixando
de concentrar-se na tarefa, em razão da ansiedade para chegar em
casa, após a reunião, e comer ou beber aquilo de que tem
vontade.
Por outro
lado, a resposta dos espíritos à questão 723 de O Livro dos
Espíritos é bastante nítida a esse respeito, deixando o espírita
bem à vontade para a necessária compreensão, até porque a
alimentação vegetariana não indica nada sobre o caráter do
vegetariano. Lembremo-nos que o “médium” Hitler era vegetariano
e que o médium Francisco Cândido Xavier se alimenta com carne.
|