O Mensageiro  -  Revista Espírita-Cristã do Terceiro Milênio 
Título :
Entrevista com  Roque Jacintho

Entrevistado:
Roque Jacintho

Fonte:
Livro: Perguntando e Aprendendo de Waldemir Aparecido Cuin

ENTREVISTAS

       

Roque Jacintho é orador, jornalista e escritor espírita.

P: – Qual é a idade propícia para o inicio do ensinamento religioso à criança?
R: – A idade propícia é, por certo, a exemplo do que já faziam os atenienses, a partir da gestação. Sabendo-se, pois, que o filho que está por nascer é um ser ativo que absorve nutrientes da mãe, convém alimentá-lo com sabedoria e amor assim que se faça o projeto de acolhê-lo dentro de um lar. Começa, portanto, antes e durante a gestação, o momento certo de entronizar a religião no lar, como forma de alimentação de quem está de retorno ao nosso encontro ou reencontro.

P: – A criança deve escolher qual a religião quer seguir, ou os pais devem norteá-la?
R: – Se os pais sabem que não devem deixar de alimentar seus filhos, desde os primeiros dias de vida, para que não venham a perecer fisicamente ou a sofrer diversos males por falta de alimentação adequada, devem, também, alimentar-lhes a alma com noções religiosas que sejam expressão de vida ativa, culminando com o amor ao próximo, para não chorar mais tarde.

P: – O que pode acontecer a uma criança cujos pais não se preocupam em dar-lhes formação religiosa?
R: – Bastará examinar o desregramento da atualidade, com a falência das religiões literalistas, para sabermos o que ocorre com um ser que jamais foi chamado, pela razão, a examinar os princípios da fé cristã em toda a sua plenitude.

P: – A literatura infantil espírita existente na atualidade é suficiente para atender às nossas crianças?
R: – Talvez não seja suficiente para atender nossas crianças. Convém, por isso, rogar ao Senhor Jesus que nos conceda autores despreocupados de originalidade e preocupados em transmitir mensagens que se gravem na consciência infantil.