|
Roque
Jacintho é orador, jornalista e escritor espírita.
P: – Qual é
a idade propícia para o inicio do ensinamento religioso à
criança?
R:
– A idade propícia é, por certo, a exemplo do que já faziam os
atenienses, a partir da gestação. Sabendo-se, pois, que o filho
que está por nascer é um ser ativo que absorve nutrientes da
mãe, convém alimentá-lo com sabedoria e amor assim que se faça o
projeto de acolhê-lo dentro de um lar. Começa, portanto, antes e
durante a gestação, o momento certo de entronizar a religião no
lar, como forma de alimentação de quem está de retorno ao nosso
encontro ou reencontro.
P: – A
criança deve escolher qual a religião quer seguir, ou os pais
devem norteá-la?
R:
– Se os pais sabem que não devem deixar de alimentar seus
filhos, desde os primeiros dias de vida, para que não venham a
perecer fisicamente ou a sofrer diversos males por falta de
alimentação adequada, devem, também, alimentar-lhes a alma com
noções religiosas que sejam expressão de vida ativa, culminando
com o amor ao próximo, para não chorar mais tarde.
P: – O que
pode acontecer a uma criança cujos pais não se preocupam em
dar-lhes formação religiosa?
R:
– Bastará examinar o desregramento da atualidade, com a falência
das religiões literalistas, para sabermos o que ocorre com um
ser que jamais foi chamado, pela razão, a examinar os princípios
da fé cristã em toda a sua plenitude.
P: – A
literatura infantil espírita existente na atualidade é
suficiente para atender às nossas crianças?
R:
– Talvez não seja suficiente para atender nossas crianças.
Convém, por isso, rogar ao Senhor Jesus que nos conceda autores
despreocupados de originalidade e preocupados em transmitir
mensagens que se gravem na consciência infantil.
|