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Richard
Simonetti, funcionário aposentado do Banco do Brasil, residente
em Bauru, SP. É orador, jornalista e escritor espírita,
ocupando atualmente o cargo de presidente do Centro Espírita
"Amor e Caridade". Livros publicados: "Quem Tem
Medo da Morte?", "Uma Razão Para Viver",
"Atravessando a Rua", entre outros.
P: - Fala-se que
Deus permitiu o aparecimento das doenças sexualmente
transmissíveis com o fim de alertar os homens sobre o uso
abusivo e desequilibrado do sexo. Essa afirmação tem fundamento?
R: - Quase sempre há uma revelação moral na enfermidade. As
doenças venéreas sinalizam o regime monogâmico como o ideal para
a saúde.
P: - O problema da
AIDS pode ser relacionado com o sexo livre?
R: - É o que dizem, inquestionavelmente, as estatísticas.
P: - Por que
atualmente assistimos ao uso da sexualidade de forma tão
promíscua e descontrolada?
R: - Imaginemos uma criança impedida de comer doces, sob a
alegação de que lhe fazem mal. Ela cresce, liberta-se de tutelas
e - desconta o atraso, empanturrando-se. Algo semelhante está
acontecendo com a sexualidade humana, reprimida durante séculos
pela ortodoxia religiosa medieval, que situava a atividade
sexual como algo pecaminoso. Basta lembrar que até hoje. há quem
imagine que Adão foi expulso do Paraíso porque relacionou-se
sexualmente com Eva.
P: - Quais as
causas do homossexualismo? Qual deve ser a postura da juventude
perante esse assunto?
R: - O homossexualismo pode ser decorrente de um comprometimento cármico, originando uma psicologia masculina em corpo feminino e
vice-versa.
Na maior parte das
vezes, entretanto, trata-se de simples viciação, como ocorre em
relação ao fumo, ao álcool, às drogas. No primeiro caso estamos
diante de companheiros torturados que devemos compreender e
ajudar. No segundo, precisam eles próprios, como diziam os
antigos, "tomar vergonha".
P: - O que você
poderia dizer a respeito do sexo na adolescência?
R: O adolescente tem maturidade biológica para o sexo, mas
falta-lhe a maturidade psicológica para assumir as
responsabilidades inerentes à atividade sexual, envolvendo
compromisso, lealdade, sinceridade. Muitos não assumem nunca.
Querem apenas
"fazer amor", expressão infeliz de quem confunde amar com
"transar".
P: - A que se pode
atribuir o crescente número de casamentos fracassados que existe
anualmente?
R: - Geralmente é o resultado desses "amores" inspirados em
humores sexuais, num envolvimento passional que gera casamentos
precipitados, filhos negligenciados, tensões e angústias,
abortos e suicídios, em lamentáveis semeaduras de desequilíbrio
e sofrimento.
P: - Qual deveria
ser a orientação sexual do jovem espírita?
R: - Estará no caminho certo se respeitar as pessoas com as
quais venha a se relacionar afetivamente, tanto quanto gostaria
que seus irmãos fossem respeitados.
P: - Como o jovem
pode contribuir para o ajustamento da sociedade anual?
R: -
O perfeito ajuste da
sociedade humana somente ocorrerá quando os homens vivenciarem
em plenitude a moral cristã, que sintetiza leis divinas que
regem nossa evolução. Assim, a mais autêntica contribuição que
poderemos oferecer, neste particular, será nosso empenho por nos
ajustarmos às lições de Jesus.
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