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DIVALDO
PEREIRA FRANCO - Emérito educador. Fundou em 1952, na cidade de
Salvador-BA, com seu primo Nilson de Souza Pereira, a Mansão do
Caminho, instituição que acolheu e educou mais de 600 filhos
sob o regime de Lares Substitutos. Conferencista e médium
espírita, já proferiu mais de 10 mil palestras no Brasil e no
exterior e psicografou aproximadamente 200 livros espíritas que
já venderam 5 milhões de exemplares, inclusive com tradução
para 13 idiomas. Septuagenário quando fala sobre o espiritismo
demonstra o entusiasmo dos jovens com sabedoria que só a
experiência do bem viver pode proporcionar.
P: -
Existem os
chamados Espíritos elementais ou Espíritos da Natureza?
R:
- Sim, existem os espíritos que contribuem em favor do
desenvolvimento dos recursos da Natureza. Em todas as épocas
eles foram conhecidos, identificando-se através de nomenclatura
variada, fazendo parte mitológica dos povos e tornando-se alguns
deles ‘deuses’ , que se faziam temer ou amar.
P: - Qual é
o estágio evolutivo desses espíritos?
R:
– Alguns são de elevada categoria e comandam os menos evoluídos,
que se lhes submetem docilmente, elaborando em favor do
progresso pessoal e geral, na condição de auxiliares daqueles
que presidem aos fenômenos da Natureza.
P:
- Então
eles são submetidos hierarquicamente a outra ordem mais elevada
de Espíritos?
R:
– De
acordo com o papel que desempenham, de maior ou menor
inteligência, tornam-se responsáveis por inúmeros fenômenos ou
contribuem para que os mesmos aconteçam. Os que se fixam nas
ocorrências inferiores, mais materiais, são, portanto, pela
própria atividade que desempenham, mais atrasados submetidos aos
de grande elevação, que os comandam e orientam.
P: - Estes
Espíritos se apresentam com formas definidas, como por exemplo
fadas, duendes, gnomos, silfos, elfos, sátiros, etc?
R:
- Alguns deles, senão a grande maioria dos menos evoluídos, que
ainda não tiveram reencarnações na Terra, apresentam-se, não
raro, com formas especiais, pequena dimensão, o que deu origem
aos diversos nomes nas sociedades mitológicas do passado.
Acreditamos pessoalmente, por experiências mediúnicas, que
alguns vivem o Período Intermediários entre as formas primitivas
e hominais, preparando-se para futuras reencarnações humanas.
P:- Quer
dizer que já passaram ou passam, como nós, Espíritos humanos,
por ciclos evolutivos, reencarnações?
R:
– A reencarnação é lei da Vida através de cujo processo o
psiquismo adquire sabedoria e ‘desvela o seu Deus interno’. Na
questão no. 538 de O Livro dos Espíritos, Allan
Kardec interroga: “Formam categoria especial no mundo espírita
os Espíritos que presidem os fenômenos da Natureza? Serão seres
à parte ou Espíritos que foram encarnados como nós?” E os
Benfeitores da Humanidade responderam: “Que foram ou que serão”.
P:
- Algum
dia serão ou já foram homens terrestres?
R:
- DPF – Os mais elevados já viveram na Terra, onde desenvolveram
grandes aptidões. Os outros, menos evoluídos, reencarnar-se-ão
na Terra ou outros mundos, após se desincumbirem de deveres que
os credenciem moral e intelectualmente, avançando sempre, porque
a perfeição é meta que a todos os seres está destinada.
P:
- O
elementais são autóctones ou vieram de outros planetas?
R:
–
Pessoalmente acreditamos que um numero imenso teve sua origem na
Terra e outros vieram de diferentes mundos, a fim de
contribuírem com o progresso do nosso planeta.
P:
- Que
tarefas executam?
R:
-
Inumeráveis. Protegem os vegetais, os animais, os homens.
Contribuem para acontecimentos diversos: tempestades, chuvas,
maremotos, terremotos... interferindo nos fenômenos “normais” da
Natureza sob o comando dos Engenheiros Espirituais que operam em
nome de Deus, que “não exerce ação direta sobre a matéria. Ele
encontra agentes dedicados em todos os graus da escala dos
mundos”, como responderam os Venerandos Guias a Kardec, na
questão 536-b de “O Livro dos Espíritos”.
P:
- Todos
eles sabem manipular conscientemente os fluidos da Natureza?
R:
–
Nem todos. Somente os condutores sabem o que fazem e para o que
fazem, quando atuam nos elementos da Natureza. Os mais atrasados
“oferecem utilidade ao conjunto” não suspeitando sequer que são
“Instrumentos de Deus”.
P:
- Nós
não os vemos normalmente. Isto significa que não se revestem de
matéria densa?
R:
– O
conceito de matéria na atualidade, é muito amplo. A sua
“invisibilidade” aos olhos humanos, a algum indivíduo, demonstra
que sejam constituídos de maneira equivalente aos demais
espíritos da Criação. Encontram-se em determinada fase de
desenvolvimento, que são perceptíveis somente aos médiuns, as
pessoas de percepção especial, qual ocorre também com os
Espíritos Nobres, que não são detectados por qualquer pessoa
destituída de faculdade mediúnica.
P:
- Qual
é o habitat natural desses Espíritos?
R:
– A
erraticidade, o mundo dos Espíritos , pertencendo a uma classe
própria e, portanto, vivendo em regiões compatíveis ao seu grau
de evolução. “Misturam-se” aos homens e vivem, na grande
maioria, na própria Natureza, que lhes serve de espaço especial.
P: - Uma
das grandes preocupações da humanidade, atualmente, é a
preservação do equilíbrio ecológico. Qual a atitude ou
providência que tomam quando a Natureza é desrespeitada pelos
homens?
R:
– Quando na infância do desenvolvimento, susceptíveis às reações
mais primitivas, tornam-se agressivos e revoltados. À medida que
evoluem, fazem-se benignos e se apiedam dos adversários da vida
em qualquer forma pela qual esta se expressa. Assim, inspiram a
proteção à Natureza, o desenvolvimento de recursos que a
preservem, , a sua utilização nobre em favor da vida em geral,
em suma, “fazem pela Natureza o que gostariam que cada qual
fizesse por si mesmo”.
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