O Mensageiro  -  Revista Espírita-Cristã do Terceiro Milênio 
Título :
Entrevista com Divaldo Pereira Franco

Entrevistado:
Divaldo Pereira Franco

Fonte:
TV Educativa da Bahia

ENTREVISTAS

   

Nossa entrevista do mês é com Divaldo Pereira Franco, médium conhecido internacionalmente e conferencista. A entrevista foi transmitida via Embratel pelo Canal 2, TV Educativa da Bahia.

P: Divaldo, se o homem evolve de forma natural e gradativa, por que a necessidade de evangelizar-se?
R: Porque o processo sociológico e antropológico, do ser obedece a uma lei natural, que vem a dar lugar ao fenômeno de ordem biológica.  A evangelização é um impositivo de ordem natural, para que haja a sua transformação e a sua evolução espiritual.  Sem a evangelização do homem, ele pode deter-se demoradamente no fenômeno corriqueiro do materialismo, preservando angústias, sem encontrar maiores fundamentos para a sua felicidade.  A evangelização estabelece metas; proporciona-lhe o desenvolvimento de valores que lhe jazem inatos; prepara-o para enfrentar a problemática do cotidiano e, acima de tudo, arma-o de muito amor para realizar o seu objetivo na vida.

P: Sendo básica a reencarnação, na Doutrina Espírita, que procura harmonizar-se com o Evangelho do Cristo, onde está, neste Evangelho, a comprovação deste fato, como também a comprovação do Espírito e da mediunidade?
R: O Evangelho do Cristo é um poema de imortalidade.  A Sua própria vinda à Terra é o efeito natural e inevitável de um grande fenômeno mediúnico.  Anunciado pelos profetas que O precederam, a Sua jornada entre os homens se fez caracterizar por uma série de insólitos fenômenos: comunicação de voz direta, aparecimento de seres espirituais, profetismo e, a própria chegada dEle ao templo de Salomão, para o compromisso da apresentação, fez-se por intermédio de vários acontecimentos espirituais.

A Sua vida messiânica é toda assinalada pelo intercâmbio dos Espíritos e, mais tarde, depois que Ele morre, retorna, então em corpo espiritual, trazendo, para cada criatura da Terra, a certeza inamovível da sobrevivência do ser, após a disjunção molecular.  A reencarnação, sem embargo, igualmente está demonstrada no Evangelho.  O diálogo com Nicodemos, quando ele tem oportunidade de dizer, ipsis verbis:  “É necessário nascer de novo, nascer da água e nascer do Espírito, para entrar no Reino dos Céus...”  E, posteriormente, repetidas vezes, aconteceu em sua conversa com os Apóstolos, como, por exemplo, naquele determinado momento em que Ele indaga desses companheiros queridos:

“ - Quem dizem os homens que eu sou?

E eles responderam:

- Uns afirmam que Tu és João Batista, outros dizem que és Elias ou Jeremias, ou qualquer dos profetas que voltou.

Jesus pergunta, então, diretamente a Pedro:

- E tu, quem dizes que eu sou?

Pedro redargüiu-lhe de forma comovedora:

- Eu digo que Tu és o Filho de Deus, aquele a quem nós esperamos!

E Jesus lhe confirma de maneira ainda mais comovedora:

- Simão, não foi a carne nem o sangue que te revelaram e, sim, o Pai que está no Céu quem to revelou...

Temos aí, a prova evidente da reencarnação, e isto porque, se Jesus fosse um desses profetas antes referidos, seria naturalmente a reencarnação de um deles... Quando Jesus também diz a Simão Pedro que “não foi o sangue e nem a carne que lho revelaram”, Ele afirmou um fenômeno mediúnico, contando que foi o Pai quem falou pela boca de Simão Pedro, o que é um autêntico fato medianímico.  Mais tarde, ainda, lhe perguntaram:

“- Senhor, não era necessário que para vir o Messias, viesse antes Elias?

Ele assim esclareceu:

-É verdade, e o Elias que deveria vir, já veio!”

Os discípulos entenderam que Ele se referia a João Batista.  E era evidente que, para João Batista ser Elias, que se encontrava morto, fazia vários séculos, estávamos diante do fenômeno da reencarnação... Outras tantas informações constantes do Evangelho confirmam plenamente a mediunidade e a reencarnação.

P: Divaldo, Deus já criou os Espíritos em número suficiente para fazer face ao aumento populacional, ou os cria incessantemente, à medida que nascem mais pessoas?
R: Allan Kardec, o Codificador da Doutrina Espírita, filósofo e cientista, extraordinário pedagogo, que ofereceu à cultura universal uma obra memorável de Metodologia do Ensino, estabeleceu que, “Deus cria os Espíritos simples e ignorantes”. A população universal é, obviamente infinita, pois que Deus sempre está criando.  Eis por que, diante das metodologias em que se fala da necessidade de limitar a procriação, dizendo que a Terra não possui recursos para atender àqueles que nela se encontram, esbarramos com uma realidade cósmica, que é a Sabedoria Divina.

Diariamente, a misericórdia do Senhor está elaborando novas formas de vidas e princípios anímicos que se irão transformar nas criaturas.  É, portanto, ilimitado o número de Espíritos para a Terra e chegamos a acreditar, sem poder, entretanto, demonstrar, cientificamente, que existem vinte e sete bilhões de Espíritos que deverão, um dia, constituir a população do nosso planeta.  E Deus continua criando sempre...

P: Muito tem-se discutido, a nível médico, a nível científico, a nível psicológico e também à luz de todas as religiões, o problema que cada vez aumenta mais, que é o do homossexualismo.  Agora, em nossos dias atuais, o comentário que é a grande preocupação: a doença que se chama Aids e que é considerada a “Peste Gay”.  Como o Espiritismo encara este problema?
R: O Espiritismo nos ensina que o Espírito, em si mesmo, é assexuado.  Ele realiza o seu processo de evolução, utilizando-se da anatomofisiologia humana... Mergulha numa forma masculina ou feminina, que deve respeitar, porque o corpo é o instrumento de evolução para o progresso do ser espiritual.  A expressão sexual, oferece-lhe o ensejo de perpetuar a espécie, por um ato de sabedoria e de misericórdia divinas.  O ato sexual é revestido de emoções, que partem das sensações do instinto, até as empatias da própria emotividade.  Quando o indivíduo realiza o seu processo evolutivo numa área, na masculinidade ou na feminilidade, pode mergulhar numa outra, para completar o seu mecanismo de aperfeiçoamento.  Na área da feminilidade, o Espírito dispõe do vasto campo da maternidade, no qual se santifica, porque a maternidade é uma alta honra conferida à mulher, que se torna co-criadora junto à Divindade.

Não obstante, o sexo através da História, tem sido fator de misérias psicológicas, pelo abuso que o homem lhe impõe, como uma necessidade do prazer, em detrimento da emoção, a espécie de gozo pela sensação.  Toda vez que uma função é pervertida (é da Fisiologia), ela lhe padece os efeitos naturais.  Toda vez que um órgão não é exercitado, ele se atrofia.  Quando nós, através do nosso raciocínio, utilizamo-nos do sexo, exclusivamente para os fenômenos promíscuos da degenerescência, reencarnamos, em outra forma com determinadas mutilações psicológicas ou fisiológicas.

O homem, que vive só para as realizações sexuais e que delas abusa, utilizando-se da feminilidade para perturbar e para poluir o sentimento da criatura humana, retorna em corpo feminino e com uma psicologia masculina, o que equivale dizer que ele se utiliza de um corpo que corrompeu, mas, mantendo as suas características ancestrais.  Da mesma forma, uma mulher que haja violentado os sentimentos da dignidade humana e que tenha vivido para a sensualidade, que haja corrompido outras vidas, adulterado, reencarna em corpo masculino e com uma psicologia feminina.

Até aí, é um fenômeno muito natural, porque sabemos cientificamente que o ser transita em quatro expressões da sexualidade: a) na chamada assexualidade, em que ele tem os fatores fisiológicos, mas mantém-se em neutralidade sexual; b) no homossexualismo, em que ele tem preferência pelo ser do seu mesmo sexo; c) no heterossexualismo, em que as preferências são pelos contrários; d) na bissexualidade, ou hermafroditismo, que é uma degenerescência de ordem fisiológica, em que o indivíduo tem caracteres anexos pertencentes a outro sexo, embora a sua sexualidade seja definida de forma oposta.

O abuso, o uso incorreto, no caso do homossexualismo, é que o leva a assumir responsabilidades muito grandes.  Podemos dizer que, em qualquer uma dessas áreas da sexualidade, nós temos um respeito, um critério, como temos pelo estômago, pelos olhos, porque, de qualquer forma, o sexo é um órgão que faz parte do santuário do corpo.  Quando nós corrompemos, pela alimentação, o estômago, este se dilata.  Quando abusamos do álcool, temos a tendência natural da cirrose hepática.  Quando abusamos do cigarro, marchamos, inevitavelmente, para o enfisema pulmonar.  Assim também, quando abusamos do sexo, corrompemos-lhe a função e padecemos-lhe a injunção.  A Aids, síndrome que vem apavorando o mundo, é o resultado inevitável da promiscuidade sexual.  Não apenas entre os homossexuais, porque está demonstrado que os heterossexuais também a contraem e se tornam instrumentos de contágio para os seus parceiros.  É um fenômeno que nos vem convidar a acuradas reflexões.

Não temos, no Espiritismo, nenhum preconceito contra esta ou aquela função que aprouver ao indivíduo assumir.  Sempre consideramos que a ética é da responsabilidade da consciência de cada um.  No entanto, da mesma forma que não estamos de acordo com o adultério, nem com a corrupção dos costumes, no heterossexualismo, não vemos por que permitir a vulgaridade do homossexualismo e a característica de carregar as feridas do comportamento psicológico, dando ensejo à instalação desta virose, que vem convidar-nos a uma mudança de ética, como já está acontecendo no mundo inteiro.

Tivemos a oportunidade de ouvir pela NBC, de Nova York, um comentário em que se dizia: “Nos Estados Unidos, como nas grandes nações do mundo, primeiro o indivíduo assumia, para depois saber o nome do parceiro.  Agora, não: a Aids obriga o indivíduo a pedir primeiro a carteira de saúde do outro, para ver se assume ou não a responsabilidade.” É que, chegando ao extremo da perversão dos nossos sentimentos, pelo barateamento e pela vulgaridade promíscua das nossas emoções, a Divindade nos permite uma forma de reflexão, não como um freio ao exercício do sexo, mas como um apelo ao exercício correto do ato sexual.

P: De um modo geral, quando as pessoas analisam um conceito de ciência, o seu pensamento está sempre voltado para o modelo físico, químico, biológico.  Na pureza da Doutrina dos Espíritos, existe a comprovação científica?
R: Tradicionalmente, considera-se ciência toda e qualquer doutrina que tenha uma metodologia de investigação.  No ano de 1930, quando o psicólogo americano Joseph Banks Rhine estabeleceu os princípios da Parapsicologia, ele teve cuidado de dizer que ela era uma “ramo da Psicologia Experimental, que estudava os fenômenos paranormais e inusitados”.  Allan Kardec teve esta mesma preocupação: denominando a Doutrina Espírita como ciência, ele estabeleceu uma metodologia de investigação, utilizando-se da mediunidade.

A mediunidade, a princípio,  se exteriorizava através da prancheta ou das mesas, de uma pequena cesta à qual se amarrava um lápis, para que ela escrevesse automaticamente.  Allan Kardec estabeleceu uma técnica para investigar os fenômenos e conseguiu comprova-los, sem a mínima margem de dúvida de que os chamados mortos vivem e de que eles se comunicam com os homens!

William Crookes, o extraordinário pai da Física Contemporânea, o homem que descobriu o tálio, a matéria radiante, a quem se deve os pródromos da Física Nuclear da atualidade, chegou a dizer textualmente:

- Eu era um materialista absoluto e, depois de investigar em profundidade científica os fenômenos mediúnicos, eu afirmo que eles já não são possíveis: eles são reais!

Também nos recordamos de que César Lombroso, igualmente no século XIX, depois de examinar a mediunidade de Eusápia Paladino, disse estas palavras:

- Quando me lembro de que eu e meus colegas zombávamos daqueles que acreditavam no Espiritismo, coro de vergonha, porque hoje eu também sou espírita!  A evidência dos fatos dobrou a minha convicção negativa.

E ainda Cronwell Varley, o que lançou sobre o mundo as linhas da telegrafia e da telefonia internacional, os cabos transoceânicos, teve a coragem de dizer:

- Somente negam os fenômenos espíritas, aqueles que não se deram ao trabalho de os estudar.  Eu não conheço um só exemplo de alguém que os haja estudado, que não se tenha rendido à sua evidência.

O número de sábios e de cientistas que concluíram pela realidade do fenômeno mediúnico, depois de examinar a Doutrina Espírita, é muito expressivo, seja no século XIX, seja no século XX.  Neste momento, é a ciência do psiquismo, especialmente a Psiquiatria, através dos seus maiores representantes, como os Drs. Morris e Netkerton, de San Diego, na Califórnia, que, fazendo a terapia das vidas pregressas, demonstra que o indivíduo viveu ontem e que várias patologias psiquiátricas do momento somente são explicáveis através da reencarnação.

A psicóloga Dra. Edite Fiori, depois de testar a “regressão de memória” por mais de cinco anos, escreveu uma série de livros, comprovando-lhe a legitimidade.  Ao mesmo tempo, outros investigadores, na área dos fenômenos psicológicos, psiquiátricos e psicanalíticos, vêm confirmando esta realidade.  Hoje, através do extraordinário médium Francisco Cândido Xavier, já tivemos ocasião de ver surgirem duas jurisprudências.  A primeira quando um rapaz considerado assassino da própria esposa, na cidade de Campo Grande-MS, foi absolvido porque a defesa apresentou uma mensagem que Chico Xavier recebeu da desencarnada, narrando exatamente as circunstâncias da sua morte e inocentando o marido.  Anteriormente, também, uma mensagem enviada por jovem, do bairro de Campinas, em Goiânia, que fora vítima da chamada “roleta russa”, numa brincadeira com um colega, quando a bala detonou, matando-o, e que, repetimos, retornou através de uma mensagem psicografada por Chico Xavier, declarando a inocência do seu amigo.  A mensagem apresentou tão ricos detalhes de como ocorrera o fato, que o Juiz, em primeira instância, absolveu o rapaz e, quando o processo subiu à instância superior, o rapaz foi novamente absolvido.  Isso é uma prova evidente da legitimidade do fenômeno espírita e, particularmente, do intercâmbio entre os chamados vivos e os chamados mortos.

P: Divaldo, outro problema muito discutido neste nosso final de século é o controle da natalidade... Como conciliar a Doutrina Espírita e o controle da natalidade?
R: A Divindade nos permite o conhecimento, para que dele nos utilizemos com objetivos para o progresso.  “O Controle da Natalidade”, desde que seja feito dentro das linhas da ética moral é perfeitamente válido, porque, afinal, a mulher não é apenas uma máquina de ter filhos.  Se o matrimônio pode manter uma vasta prole, é justo que conceda esta oportunidade à reencarnação.  Mas, desde que a Ciência nos dá os anovulatórios, os contraceptivos e até mesmo algum artifício para poder-se impedir a fecundação, estamos diante de uma receita perfeitamente moral e legal.

Às vezes, nos perguntamos até onde a aplicação do DIU é válida.  E isto, porque, na área da Ginecologia, há um estudo profundo para debater se ele é ou não abortivo.  Se não é abortivo, é um instrumento perfeitamente moral para ser aplicado à mulher, buscando evitar-lhe a fecundação.  No entanto, a fecundação, quando se dá naturalmente, deve ser respeitada e levada adiante.  O aborto nunca!

Em uma única ocasião, damos validade à interferência abortiva: quando a vida da parturiente esteja em perigo.  Aí, nesse caso, então, é mais válido interromper a vida do feto, que está em formação, do que pôr em risco a vida da mãe, que afinal já está realizada.  Nos outros casos, para nós, o aborto é um crime, pelo qual a consciência de cada um responderá à Consciência Divina.  A “planificação da família” é válida para nós e pode ser feita, dentro, naturalmente, dos princípios morais e educacionais.

P: Como são encarados pelo Espiritismo os grandes profetas não citados na Bíblia, como Nostradamus?
R: Nós consideramos todos os grandes homens que vieram contribuir para o progresso da Humanidade, mensageiros de Deus.  Nostradamus revelou-se numa personalidade privilegiada, na área da paranormalidade.  Ele estabeleceu, nas centúrias, uma visão profética dos acontecimentos do futuro, ensejando uma visão cósmica do que se encontrava estabelecido pelas divinas leis.  Mas, também vemos em Julio Verne, um extraordinário profeta dos tempos contemporâneos, que chegou a estabelecer em Cabo Canaveral, nos Estados Unidos, hoje Cabo Kennedy, o lugar ideal para projetos espaciais.  Pôde mesmo desenhar como seriam as bólides espaciais, que deveriam sair da Terra.

Nessa extensão imensa de profetas, não podemos esquecer Abdul Bahá-L, que foi o insigne discípulo de Bahá.u.lláh, que deixou, para a Humanidade, essa Doutrina maravilhosa que é a Doutrina dos Bahaístas.  Isso, porque, Deus, para nós, não está restrito ao limite de uma doutrina religiosa única!  Sendo a Causa Cáusica do Universo, o Seu amor se expande por toda parte e é perfeitamente justo que os Seus profetas se manifestem em todo lugar, desde os bíblicos, reconhecidos pela tradição judaico-cristã, àqueles que os precederam: Krishna, Fo-Hi, Lao-Tseu, Hermes Trimegisto, Confúcio, como sendo basilares na economia psicológica e religiosa da Humanidade, tal Sakia-Muni, o Buda, como embaixadores do Cristo, para prepararem o reino de amor que Jesus, Só Ele, veio de lançar os alicerces básicos, tornando-se um mártir do idealismo, da solidariedade humana, para, então, podermos aprender a servir e a viver, seguindo-lhe as pegadas.

P: Divaldo, como explicar: ventura ou desventura de um Espírito, na sua primeira reencarnação?
R: Deus cria os Espíritos, sem nenhuma mácula, “simples e ignorantes”, disse Allan Kardec.  Nesse estágio inicial, o seu livre-arbítrio elege a forma pela qual deseja evoluir.  Ele pode realizar a sua jornada de maneira segura e direta, e pode realiza-la através da incursão em experiências que lhe trarão naturalmente as conseqüências.  Nos primeiros períodos da encarnação e das primeiras reencarnações, o Espírito somente tem venturas.  Desarmado de maiores sentimentos e ignorando o lado positivo e negativo da vida, ele é simples, e portanto destituído de maiores ideais.  Ele não tem os sofrimentos que lhe edificam a personalidade idealista ou a personalidade marcada pelas frustrações.  Mas, à medida que o seu livre-arbítrio vai elegendo a forma de progredir, ele vai gerando o carma, palavra sânscrita, que significa lei de causa e efeito, correspondente, na Física, a este mesmo princípio – “Todo efeito provém de uma causa”, que Allan Kardec completaria logo: “Todo efeito inteligente, provém de uma causa inteligente”.  Assim, no princípio, são todos inocentes, sem experiências e sem carma.  As dores e os júbilos vêm depois das conquistas positivas ou negativas realizadas pelo ser.

P:  Na Rússia de hoje, totalmente materialista, o Dr. Kyrlian comprova a existência da aura, cujo processo já está sendo usado no diagnóstico da Medicina Preventiva.  Profundamente, muito pouco sabemos a respeito da aura humana e as suas influências no psiquismo humano.  Fale-nos, Divaldo, sobre esta problemática amplamente estudada pela Doutrina Espírita.
R: Foi no ano de 1949, em Almanta, perto do Centro Espacial de Baikanor, na Rússia, que o engenheiro elétrico Dr. Davidovitch e a sua esposa, Dra. Valentina Kyrlian, começaram as experiências da efluviografia.  Eles observaram que, no filme de alta sensibilidade, virgem, colocando o seu dedo, ele absorvia determinada radiação que era invisível a olho nu.  Isso provocou no casal Kyrlian, um momento de suspense... Examinado esses efeitos, eles chegaram à conclusão de que os estados emocionais influíam nessa radiação, que foi estudada até 1965, com muita sinceridade, pelos parapsicólogos russos.  Por fim, esse efeito passou a ser chamado efeito Kyrlian, que nada mais é que o efeito da antiga aura – para alguns estudiosos, enquanto para outros não – conhecida pelos egípcios, desde mais de dois mil anos antes de Cristo, do chamado corpo astral do Ka, do perispírito, ou das forças que envolvem a alma humana.  As experiências do Dr. Davidovitch e da Dra. Valentina Kyrlian foram contestadas demoradamente.  Isso, até que cientistas atômicos, ao lado de biofísicos, chegaram à conclusão de que aquela exteriorização era resultado de um fenômeno biológico, afirmando que aquela irradiação era um bioplasma, uma energia orgânica, que se irradiava de todos os seres vivos, como também de alguns seres chamados inanimados.  Ela foi aplicada para detectar determinados problemas de comportamento, porque há nela uma variação de cor e de intensidade, de acordo com os estados emocionais e patológicos das criaturas.

Uma pesquisadora americana, a Dra. Thelma Moss, da Universidade da Califórnia, resolveu levar as experiências Kyrlian mais adiante e, ao invés de fazer a fotografia tradicional, ela filmou, dando movimento a várias experiências e constatou que se podem detectar enfermidades orgânicas, antes que elas se apresentem no corpo físico, porque o homem não é uma realidade unitária: é um ser constituído de três elementos – o Espírito, que é a realidade eterna, o perispírito, ou seja, a forma que dá à matéria a sua manifestação biológica, e a própria matéria.  Esta radiação viria do perispírito, ou do corpo de plasma biológico.  As doenças, primeiro se dão no campo psíquico ou no campo da psicoforma, no campo do plasma biológico, para depois chegarem ao campo físico.

Afirmam então, hoje, os estudiosos dos fenômenos Kyrlian, que, fazendo-se uma Kyrliangrafia do indivíduo, em profundidade, pode-se detectar um câncer que esteja em formação no seu campo astral, antes que ele se manifeste no campo físico, podendo-se fazer uma terapêutica preventiva.  Isto, aliás, já ocorre nos Centros Espíritas, com a terapêutica fluídica, a aplicação de passes, de revitalização das forças e da energia do perispírito, a magnetização da água, tão recomendada por Jesus, o toque curador que Ele também fazia, e que a Câmara Kyrlian veio confirmar, em toda a sua legitimidade científica.

P: Divaldo, muito assustam e muito despertam curiosidade nas pessoas, os objetos não identificados, ou discos voadores, que aparecem.  O Espiritismo se preocupa também com este problema e se aprofunda neste estudo?
R: Não! O Espiritismo não se preocupa com eles e estabelece, mais: que as áreas do conhecimento científico devem ser examinadas pela Ciência.  À Astronomia, à Cibernética e aos cientistas desta área, cabe a tarefa de realizar as pesquisas e o controle, conforme se assevera largamente que vem sendo feito pela NASA e pelos astronautas soviéticos.  Mas a realidade é que Jesus já se referira a eles... Quando lemos o Evangelho, encontramos, por exemplo, em João, capítulo 14, versículo 1, a afirmativa de Jesus: - “Na Casa de meu Pai há muitas moradas...”  Essas “muitas moradas na Casa do Pai” são os mundos que gravitam em nossa Via-láctea, nos Universos imensos, nas galáxias que constituem o nosso Cosmo Infinito.  Ora, é natural que, se partindo de uma premissa de ordem matemática, se a vida na Terra começou há cerca de um bilhão de anos, na formação das primeiras moléculas, consideremos que, num outro planeta, seja do nosso sistema ou fora dele, a vida haja começado há mais de um bilhão de anos.  Sabemos matematicamente que o progresso se multiplica por si mesmo.  É então inevitável que eles, os seres daquele planeta, estejam muito mais evoluídos do que nós, logrando já o que ainda não conseguimos, como, por exemplo, movimentar-se com a velocidade da luz.  Nós, os habitantes da Terra, já ultrapassamos a barreira do som, já detectamos os chamados “buracos negros”, já estamos penetrando na quarta dimensão, já podemos até conceber que haja o símile no lado negativo de todas as coisas positivas.  Então, aqueles cientistas de outras dimensões, devem ter ultrapassado aquilo que pára nós é limite e, como nos interessa saber se há vida noutros planetas, freqüentemente as grandes nações estão mandando bólides para lá.  Mandaram uma nave espacial que saiu do nosso sistema e já ultrapassou plutão, desde julho de 1984, e ainda está viajando pelo Universo, levando uma mensagem inteligente da Terra.  Nós acreditamos perfeitamente que, aqueles que a tanto já lograram, estejam nos visitando.  Assim, acreditamos na presença dos objetos desconhecidos, dos discos voadores ou, como se queira determinar, uma realidade científica sendo comprovada.

P: Como a Doutrina Espírita vê a Astrologia?  Há fundamento na influência dos astros, no destino dos homens?
R: Nós respeitamos os estudos astrológicos, principalmente agora, na era do computador.  No entanto Allan Kardec fez uma pergunta equivalente aos Espíritos e eles disseram que, à sua época, a Astrologia era uma superstição que ganhava cidadania.  Nós sabemos que, dentro do nosso zimbório celestial e da conjunção dos astros, aqueles que nasceram sob esta ou aquela ação magnética por eles emanada podem sofrer determinadas influências na personalidade, no comportamento, mas não no destino... O nosso destino é estabelecido pelos nossos atos anteriores.  E isto porque, alguém que nascesse fortuitamente dentro de uma conjunção astrológica benéfica, estaria ludibriando as Leis Divinas.  Poderia ter sido um bandido, um delinqüente qualquer, na encarnação passada, e, por uma injunção casual, renasce agora dentro de um bom aspecto planetário e iria gozar, então, de uma felicidade que o justo não tem.  Isto seria desequilíbrio da Grande Lei.  No entanto, não nos arvoramos em combater nada, pois a nossa tarefa essencial é a de esclarecer e jamais agredir...

P: Para nós, a mediunidade é hoje “a doença do século”.  Como você explica o grande surto de desenvolvimento da mediunidade, entre todas as camadas sociais e qual o papel do Espiritismo neste fato?
R: Eu pediria licença para dizer que a obsessão, sim, é a doença do século.  A mediunidade é uma faculdade psicofísica que é normal em quase todas as criaturas.  É uma percepção à qual Charles Richet cognominou de “sexto sentido”.  Ela sempre esteve presente na História da Humanidade, desde as épocas mais recuadas.  O surto de aparecimento dos fenômenos mediúnicos é o efeito natural da maior incidência dos Espíritos sobre os homens.  Allan Kardec disse que o maior adversário da mediunidade é a obsessão, porque, não estando educado o indivíduo, a obsessão é a constrição exercida por um Espírito sobre outro encarnado ou não, produzindo-lhe mal-estar.

A grande terapêutica para este mal, que hoje dizima milhões de criaturas, em estado de psicopatologia degenerativa com desequilíbrio da personalidade e da própria vida mental, a grande terapêutica – repetimos – é a educação da mediunidade.  É a direção moral que o Espiritismo oferece ao homem, para que ele, se elevando na ordem psíquica, moral e emocional, passe a sintonizar com os Espíritos elevados, de cujo conúbio advirão sensações agradáveis e mútuo bem-estar. 

A mediunidade esteve presente em Francisco de Assis, mas também esteve presente nos elementos mais aberrantes da Humanidade.  Numa obra publicada na Alemanha de após-guerra, revela-se que Adolf Hitler era portador de uma mediunidade que ele exercera no Grupo Tullis, entre 1914-1918, em Berlim.  Ele se acreditava fadado pela Divindade a ser chibata sobre a qual Deus exerceria um controle, fazendo que ela caísse no dorso da Humanidade.  A mediunidade, portanto, pode ter estados de patologias muito graves, por descontrole do indivíduo, e pode abrir campo para uma Tereza Dávila, para uma extraordinária Rita de Cássia, uma Gemma Galgani ou tantas outras personalidades, que na História conseguiram atrair o pensamento universal, pela síntese do amor e no intercâmbio com os Espíritos elevados.  A mediunidade, hoje tão conhecida e ainda tão pouco compreendida, encontra-se muito bem descrita nos Atos dos Apóstolos, numa carta de Paulo, quando ele fala dos dons e dos carismas ( “uns vêem, outros ouvem, outros falam, outros profetizam, outros curam”).  Os dons referidos pelo Apóstolo Paulo e os carismas são a mediunidade.

Nota:  No final da entrevista, os apresentadores entregaram a palavra ao médium baiano para as suas considerações finais, que acrescentou ainda:

- Nós agradecemos a oportunidade que nos oferecem e, complementando a nossa fala, diremos: O homem, que descobriu as estrelas, ainda não se descobriu a si mesmo.  Fez uma larga viagem para o exterior, mas não teve a coragem de retornar ao seu mundo íntimo, para saber quem é, donde veio e para onde vai.  Permanece a grande incógnita que mereceu de Sófocles, nos recuados dias da antiguidade ocidental, a tragédia de Édipo, na qual ele pretende estabelecer um biótipo humano para decifrar a esfinge, porque o enigma do comportamento humano sempre aturdiu a própria criatura.

Quando nasceu, a Filosofia, foi para oferecer uma ética comportamental à criatura e dar-lhe uma diretriz de felicidade.  As religiões, por sua vez, vieram trazer a noção de Deus, apresentando um outro caminho, uma metodologia, para o homem encontrar a própria paz.  A Ciência, a seu turno, veio interpretar os enigmas que traziam ao homem a desdita e o infortúnio.  Mas, este homem, que é o conquistador das estrelas, lamentavelmente caminha, na Terra, sobre os cadáveres das suas emoções esfaceladas.  Ele, que sonha com outros mundos habitados, nega um pedaço de pão na via pública.  Ele, que é capaz de dar a sua vida, num momento de martírio e entusiasmo, para salvar outras vidas, mata por agressão, nas grandes metrópoles, como também no campo, na pequena urbe do interior...

Tudo isto podemos sintetizar no pensamento de um filósofo inglês, que, no século XIX, disse: “O homem moderno perdeu o endereço de Deus.” Thomas Hart, ao falar deste pensamento pessimista, estabeleceu uma premissa de verdade.  A Ciência, com todas as suas glórias, não pode dar tranqüilidade ao coração.  Nós nos lembramos de que, por volta de 1915, na Academia Francesa de Letras, levantou-se Challemel Lacour e, cheio de entusiasmo materialista, disse: - “Ciência e Razão, estes são os meus deuses!”   Mas, quinze anos depois, Francis Chalmers, ali mesmo substituto de Berthelot, dizia com emotividade: - “Eu não conheço um só exemplo de que a Ciência haja enxugado uma lágrima nascida do coração: as lágrimas da saudade, da dor selvagem que, às vezes nos toma, diante de um ser querido que parte devorado pela morte ou pela ingratidão ou ainda da perda de um afeto que nos rompe em um momento qualquer de desequilíbrio”.  É que a inteligência, dirigida apenas para uma finalidade pode ser uma grande ajuda para o homem, mas, somente quando o sentimento de amor o dirige para esta mesma finalidade é que ele teria as duas asas para voar, para singrar o Infinito.

Neste momento de tantos paradoxos, de glórias e de misérias(porque nunca houve tanto poder como hoje e nem tanta miséria como agora), as ruas do mundo estão repletas de mendicância e, pior ainda, de orfandade.  O Brasil tem vinte e cinco milhões de crianças carentes, que vivem dominadas pela miséria sócio-moral, sócio-econômica, sócio-psicológica, mas, acima de tudo, pela falta de amor!  Olhamos nossos filhos na intimidade do lar, com momentos de alta emotividade e lembramos dessas avezitas que transitam pelas ruas, ao abandono, sem o mínimo de respeito humano, e atiramos a pedrada da desconsideração...Por que?  Porque nos falta Deus, no íntimo da nossa alma!

Ainda, quando do eclodir da II Guerra Mundial, as potências que se mobilizaram eram religiosas.  A Alemanha hitlerista era luterana, a Inglaterra era anglicana e a França era católica.  A bomba atômica que explodiu sobre Hiroshima e a outra que caiu sobre Nagasaki partiram de uma nação profundamente religiosa.  Nenhuma crítica de nossa parte, porque compreendemos que a guerra ainda é um fenômeno natural do processo sociológico da criatura humana(mais instinto que razão).  É que ainda não colocamos Deus em nosso coração.  Na hora em que insculpirmos Deus, amor, respeito pelo nosso próximo e colocarmos Jesus, este homem ímpar que preferiu perder a vida a acusar, este homem que nos veio ensinar a técnica da felicidade, mostrando que ditoso é aquele que dá, pois há mais felicidade em dar do que em receber, nesta hora então, nos sentiremos realmente felizes!

Veremos o adversário como o irmão que enlouqueceu.  Veremos o criminoso como alguém que está doente, enlouquecido!  Veremos também aquele que está em desespero e agonia, como a nossa oportunidade de fazer o bem... E, então, os dons da fortuna amealhada em moedas ou da fortuna do amor, que é mais importante entre nós, a fortuna da ternura, a fortuna da solidariedade, este sentimento que nos difere dos animais e que é a razão do descer subindo, estendendo a mão amiga para erguer.  Nesta hora, teremos encontrado a nossa grande felicidade!  Nem tudo, entretanto, é tão pessimista: há muita beleza hoje, na Terra; quando vemos, por exemplo, a juventude procurando um lugar ao Sol!  Quando vemos a mulher afirmando-se através dos direitos que lhe foram negados e que hoje ela consegue impor, porque, em realidade, a única diferença é a anatômica, as diferenças de ordem emocional dão às vezes à mulher uma posição de maior relevo; nesta hora, em que vemos os direitos humanos respeitados, podemos dizer que a Humanidade deu um grande passo.  Nos Organismos Internacionais da paz, da anistia, dos direitos humanos, da Cruz Vermelha Internacional, da Organização Mundial de Saúde, no Rotary Club, no Lions Club, na Maçonaria e em outras tantas organizações benéficas, vemos já os pródromos do amor, cantando o hino da solidariedade humana! ... E como poderíamos esquecer o extraordinário Mahatma Ghandi, que estabeleceu toda a sua filosofia neste princípio: “Se um único homem atingir a mais elevada qualidade de amor, isto será suficiente para neutralizar o ódio de milhões.” E ele amou tanto, que neutralizou o ódio de milhões, libertando seiscentos milhões de indianos do tacão do Império Britânico.  E porque ele acreditava na não-violência, deu a sua própria vida em holocausto!

A nossa mensagem final é uma mensagem de amor.  Vale a pena amar, mesmo quando não se é amado... Vale a pena ser não-violento, diante de tanta violência.  O algodão da não-violência pára o projétil da violência arrasadora e destrutiva.  Quando pudermos ver em nosso próximo o que gostaríamos que ele fosse conosco, assim como nos ensinou Jesus, teremos alcançado o clímax da nossa vida.  Então, todos nós seremos chamados para esse momento de amor e poderemos dizer assim:

Senhor!
Eu gostaria de servir,
Gostaria de dar o meu contributo
em favor de um mundo melhor.  Gostaria de ser grande e nobre,
para que a dor batesse em retirada da Terra.
Eu gostaria de ser como uma Via-láctea de estrelas,
Para que as noites da Terra fossem mais belas!
Mas ante a minha pequenez, Senhor?!
Não podendo, então ser uma Via-láctea,
deixa-me ser um pirilampo na noite escura,
Iluminando a amargura
de quem vive na escuridão.

Eu queria ser como a chuva generosa,
que caísse sobre a terra porosa
e reverdecesse o chão.
Mas, se eu não o conseguir,
eu te venho pedir
para ser o copo de água fria,
matando a sede, a agonia,
de alguém que está na desesperação.

Eu queria ser como um jardim de flores
de todas as cores,
para embelezar a Terra,
mas, na pobreza que minha alma encerra,
se eu não puder ser um jardim,
deixa-me ser uma flor solitária
na rocha colocada,
para dar beleza
e dignificar a natureza.

Eu queria ser um trigal maduro,
para repletar a mesa
da Humanidade com o pão!
Mas se eu não o puder,
aqui estou a rogar
para ser um grão
que, caído no chão,
se transforme num milhão
e atenda à fome inteira da multidão!

Senhor!
Eu gostaria de ser a montanha altaneira,
donde se tivesse a visão da Terra inteira,
mas, como nunca o hei de conseguir,
aqui estou a pedir
para ser uma pedra
pavimentando o caminho por onde seguem os heróis,
ou uma escada
para ajudar a subida dos homens.
Mas, se eu não o lograr,
deixa-me ser o primeiro degrau ...

Eu queria, sim
ser poeta,
orador,
esteta,
artista,
prosador,
para cantar a magia,
a poesia,
a beleza da Tua Mensagem
de eterna pujança!
Mas, como me faltam o estro,
a palavra,
a tinta,
a empatia,
deixa-me, Senhor,
ficar à sombra de uma árvore
no caminho,
para quando passe alguém
de mansinho,
eu lhe diga:
- “Olá, meu amigo!”
E ele, olhando-me,
Possa perguntar quem sou
E eu lhe responder, tranqüilo: “Sou teu irmão.
Dá-me tua mão.
Irei contigo...”

Ó Senhor!
Muito obrigado,
porque nasci,
porque creio em Ti.
Muito obrigado!

Fonte: O Peregrino do Senhor
          Altiva Glória F. Noronha