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Carlos de Brito Imbassahy, engenheiro e Professor de Física
aposentado, articulista e escritor de vários livros.
P: - O Sr.
Poderia nos fornecer uma definição objetiva dos seguintes termos
encontrados tanto na literatura espírita quanto não-espírita?
a) Aura
b) Períspirito
c) Duplo Etérico (ou duplo etéreo)
d) Modelo Organizador Biológico
e) Corpo mental
R:
- a) Aura é um conceito que envolve uma série de
definições, contudo, a que nos interessa diretamente é
aquela que corresponde às radiações energéticas de nosso
organismo ou corpo somático, devido às energias celulares, ditas
orgânicas. Essas energias são geradas pelas cargas iônicas que
existem em nosso organismo, principalmente pelo cloro (Cl-)
e pelo potássio (K+), além de outros radicais químicos.
Também temos as energias de campo geradas pelo movimento
celular interno. O corpo animal, portanto, é um gerador de
energia e, como no caso dos condutores elétricos (efeito
corona), cria um campo em torno de si que impressiona
determinadas câmeras fotográficas, dando certo contraste
luminoso.
A esta figura
assim obtida é que se dá o nome de aura humana. Ocorre, todavia,
que esse mesmo efeito captado pelas ditas câmeras fotográficas
também é visto em outros elementos, até mesmo em folhas de
vegetais e num pequeno grão de monazita.
b) Perispírito -
Segundo Allan Kardec é o envoltório do espírito que tem por
finalidade precípua ligá-lo ao domínio material, principalmente
como campo estruturador dos corpos somáticos para que neles se
manifeste a vida espiritual do encarnante.
c) Duplo etérico -
considerando que uma pessoa viva possui um campo energético
somatíco provocado pelas energias orgânicas e um campo
psico-energético provocado pela presença do perispírito
durante o processo encarnatório, os dois juntos vão se
acoplar formando o que vulgarmente se conhece como duplo.
d) Modelo
Organizador Biológico (MOB) - Nada mais é do que o perispírito
atuante, durante o processo encarnatório, com suas propriedades
de moldar o corpo para as necessidades da vida que deva
levar a pessoa. A expressão foi usada com muita
propriedade pelo Dr. Hernani G. Andrade.
e) Corpo Mental -
Deve ser algum conceito que fuja aos conhecimentos
científicos. Não conheço. Não há referências de Kardec.
Nota - Com relação
a conceitos e definições de termos específicos ligados aos
fenômenos dos estudos transcendentais, elaborei um glossário que
a Editora "SpeedArt" inseriu no site <www.nelsonmoraes.com.br>
onde os |companheiros poderão achar a grande maioria
dessas palavras usadas.
P: - Os
espíritos puros possuem perispírito?
R:
- Só enquanto
tiverem necessidade de atuar em algum orbe de vida
material, já que a finalidade fundamental dos mesmos é a de
servir de elemento de ligação entre a vida espiritual e a
material.
P: - Que
tipo de modificações sofre o perispírito quando o espírito se
transporta a outro planeta?
R:
- A Ciência ainda não pôde verificar, por falta de condições,
motivo por que qualquer resposta será mera especulação. O que se
pode admitir é que
este perispírito sofra mudanças que permitam que atue dentro das
esferas de vida do novo planeta.
P: - Existe
alguma relação entre Perispírito e antimatéria ?
R:
- Nenhuma. Antimatéria são partículas formadas simultaneamente
com as ditas materiais (elétron e próton) e que correspondem a
seu duplo de existência. Têm mesmo peso quântico, mesma
estrutura e cargas de sinais contrários. O elétron é negativo e
o anti-elétron (ou pósitron) é positivo. O
próton é positivo e o anti-próton é negativo.
P: - Qual a
relação entre perispírito e DNA ? As células perispirituais
possuem genes?
R:
- O Ácido Desoxi-ribo Nuclêico (ADN) é uma fórmula orgânica em
vida que |define uma série de características curiosas,
nas suas funções de hereditariedade e que mais.
Provavelmente seja manipulado pela ação direta do perispírito na
estruturação corpórea, para que dote a vida do corpo com as
compatibilidades de existência da alma encarnante. Esta
conclusão é tirada da observação correlata com as funções
do mesmo. Não há provas por falta de condição
experimental.
Genes - Ninguém
sabe do que seja constituído o perispírito. Até agora,
experimentalmente, o que se prova - com uso de aparelhos
espectrográficos - é que ele possui, obrigatoriamente, um campo
que dota o organismo de vida. Daí, Harold Saxton Burr
tê-lo chamado de Life's Field (livro com o mesmo nome) ao
detectá-lo em suas pesquisas. O que se pressupõe é que o
Espírito - segundo observações de W. Crookes a partir dos
seus fantasmas estereológicos - encerre em si todo o
sistema de vida que induz na matéria. Ou seja, a cada elemento
de composição, a cada função orgânica corresponde uma
espiritual correlata e compatível com o seu domínio.
P: - Os
animais possuem perispírito ? São fisicamente individualizados
na espiritualidade ?
R:
- Tudo o que existe na vida cósmica é induzido pela vida
espiritual.
Para tal, há que
existir esse campo que se caracteriza como perispírito na
criatura humana. Contudo, será compatível com cada forma de
vida, com cada coisa estruturada. O que se pressupõe,
finalmente, é que tudo o que se materializa no mundo cósmico
nada mais é do que o espectro correspondente de outra forma dita
espiritual desse mundo em que vivam ou existam. Nada, do lado
que cá, poderia existir se, a ele, não correspondesse um
elemento componente da vida (ou existência) do lado de lá.
P: - A
constituição física do perispírito é a mesma das construções nas
colônias espirituais?
R:
- Relativamente a colônias espirituais só temos instruções
mediúnicas e, assim mesmo, meramente informativas. A análise
científica, para se chegar a uma afirmativa, há que se revestir
de observações que detectem o fato e que sejam probantes. Não se
pode garantir veracidades por especulações. Qualquer afirmativa,
no caso, seria pois mera especulação.
P: - O Sr.
concorda com a expressão "desdobramento do perispírito"? Em caso
afirmativo, como ocorre este processo?
R:
- Desdobramento é o nome que se dá ao "desprendimento
transitório" sem perda de vínculo corpóreo, do Espírito
encarnado. No desprendimento em si, evidentemente, ocorre a
morte. Não é, pois, o perispírito que se desdobra, mas o
Espírito, conduzindo, por ser seu envoltório, o aludido
perispírito.
O fenômeno se dá
por automatismo ou por indução hipnótica, também dita
"condicionamento". No primeiro caso, o sensitivo se desdobra do
corpo por si só, como no que ocorre com o sono, permitindo-se
vagar por outras dimensões, mesmo que vinculado ao mundo
material. Carmen (Imbassahy) escreveu um romance - A Espiral do
Tempo - baseado nesse fenômeno e nas experiências que
logramos realizar com uma amiga nossa. Neste livro aparece o
fenômeno como, de fato, ocorre. A leitura do mesmo poderá
esclarecer muita dúvida (Ed. Fonte Viva - B. Horiz.).
No segundo caso o
sensitivo é conduzido ao transe por um indutor que lhe
condiciona, levando-o a desdobrar-se. A vantagem é que o
hipnólogo ou condicionador pode comandar os movimentos da pessoa
desdobrada, conferindo seus atos. Já testemunhei fato, na casa
do Dr. Carlos Bernardo Loureiro (Salvador-BA) de uma senhora que
sofreu um desdobramento durante o qual foi a Brasília visitar
seus parentes, descrevendo tudo o que lá ocorria. Uma ligação
telefônica imediata comprovou a veracidade de suas descrições.
P: - É
através do perispírito que os desencarnados podem perceber
nossas virtudes, tendências e defeitos?
R:
- Provavelmente não. Pelo que tudo indica, a única função
perispiritual é a de acoplar o Espírito ao domínio material e
permitir que ele construa seus corpos somáticos para o processo
encarnatório. Em decorrência, ser o elemento de ligação
entre a vida corpórea e a espiritual.
P: -
Sabendo-se que tanto os desencarnados como os encarnados
libertos pelo sono apresentam-se através de seus perispíritos,
que os identifica, como podem se distinguidos os encarnados dos
desencarnados?
R:
- Evidentemente, pelo fato de sabermos que tal ou qual criatura
pertença ao mundo dos vivos ou ao Além. Não há meios de se
distinguir características próprias entre um que outro
perispírito, embora certos videntes tenham a capacidade de
perceber o cordão prateado dos encarnados. Este cordão é o liame
do perispírito com o corpo, que o desencarnado não possui.
P: - Qual a
relação entre chacras (centros de força) e perispírito?
R:
- Os centros de força são os pontos onde os vínculos ou liames
perispirituais se atam ao corpo somático.
P: - O que
pode acontecer ao perispírito de um suicida, quando dois dias
depois da desencarnação seu corpo é cremado? Como se dá o
desligamento?
R:
- Para responder esta pergunta temos que nos louvar nos
depoimentos mediúnicos dos suicidas. Eles nos informam que após
o ato tresloucado, o Espírito fica preso à vida terrena,
padecendo num compasso de espera, até que complete o período
encarnatório encurtado pelo suicídio. Em assim sendo, se o
Espírito estiver vinculado ao corpo, tanto faz ele ser cremado
como enclausurado numa cova, irá sofrer os tormentos da carne
que se refletirão, através do perispírito, sob forma de
sofrimento. Cremando, o corpo se destrói e ele se libera mais
rapidamente, apesar de se supor que ele sofra as agruras da
sensação da pira reduzidora de seu corpo. Caso contrário, apenas
sofrerá as mazelas de um suicida. Dependendo de seus débitos.
Quanto ao
desligamento, ele é doloroso. Afinal, a programação não lhe
permitiria interromper a vida àquela altura. E nenhuma outra
Entidade pode fazer nada pelo suicida enquanto não completar o
interstício de vida. Cada
caso apresentará sua peculiaridade. Não há uma regra geral.
P: - O que
acontece com o perispírito de um Espírito quando ele vai
reencarnar? Um novo perispírito é formado durante o processo
reencarnatório?
R:
- Tudo indica que o Espírito lançará mão dos campos
perispirituais correspondentes a cada necessidade vivencial.
Isto é: se ele tiver uma encarnação em determinado sexo, deverá
pôr em jogo os campos energéticos correspondentes a este sexo,
recolhendo o que corresponda ao outro, a fim de que não misture
o processo e não se degenere. O que é posto em jogo são os
campos perispirituais modulados pela aludida necessidade. Não se
pode dizer que se trate de um novo perispírito, senão, de que só
se estrutura a forma perispiritual correlata ao corpo somático
em tela.
P: - Sendo
o perispírito de natureza material, podemos dizer que ele também
morre, como o corpo físico? Ou ele continua existindo na
Erraticidade? Em quais condições?
R:
- Nada prova que o perispírito seja material. Todas as
experiências com espectroscópios que detectaram a influência de
campo perispiritual provam que este seja tão psíquico quanto a
alma encarnante, sem quaisquer indícios materiais.
Evidentemente, sendo um envoltório do Espírito, como o campo
magnético o é do imã, ele estará sempre ligado ao Espírito, sem
conotações corpóreas, apesar de sofrer de suas influências.
Na Erraticidade,
por falta de finalidade, o perispírito não terá conotações
específicas e, como consta em Kardec, ele deixará de ser
atuante.
P: - O
Espírito André Luiz, em suas obras, alude sobre as relações
entre o perispírito e os sistemas circulatório (sangue) e
nervoso. Outros autores comentam sobre as ligações do
perispírito com os núcleos celulares. Kardec, por sua vez,
afirma que o perispírito se une, molécula a molécula, ao corpo
físico. Em sua opinião, como podemos compreender a ligação do
perispírito com o corpo?
R:
- Assimilando a idéia de campo, o que se deduz desta informação
é que o perispírito molda, por indução, o corpo de acordo com
sua estrutura psíquica, assim como o campo magnético de um imã
junta e molda as limalhas de ferro e níquel de acordo com suas
linhas de força.
Complementando as
perguntas cabe esclarecer que Mauro Quintella, radicado em
Brasília, tem um trabalho publicado em série pela RIE onde ele
analisa os diversos aspetos sugeridos por autores distintos,
configurando o perispírito.
O que atualmente
se tem como certo é que nossa aparelhagem espectrográfica
(semelhante à dos CTI e UTI) capta um campo energético,
psíquico, que dota a criatura de vida e que, pressupostamente,
seja o responsável pela estruturação corpórea do encarnante,
durante seu estágio no ventre materno. Esse campo é que
induz a vida, porque o cadáver, apesar de representar um morto,
possui vida celular, todavia, esta vida é incapaz de dotar o
corpo com o seu antigo estágio vital, o que comprova que o campo
registrado pelos aparelhos e que se afasta do organismo no
momento do trespasse é que dota a pessoa de vida e personalidade
e não suas células orgânicas. Assim, a Ciência já foi capaz de
verificar que, de fato, possuímos algo de transcendental que nos
comanda a existência corpórea e que, sem dúvida, corresponde ao
que Kardec denominou de perispírito, tais as suas funções.
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