O Mensageiro  -  Revista Espírita-Cristã do Terceiro Milênio 
Título :
Valéria Sicare Nascimento

Entrevistado:
Valéria Sicare Nascimento

Fonte:
Petit

ENTREVISTAS

       

Nesta entrevista, a médium e psicóloga Valéria Sícare Nascimento, que psicografou O Bem Sempre Triunfa, um lançamento da Petit Editora, divide com os leitores sua fé no Espiritismo, revela passagens de sua vida, fala de seu trabalho profissional e de suas primeiras experiências mediúnicas.

Há dez anos, a psicóloga e médium Valéria Sícare Nascimento conheceu de perto a aplicação prática da terapia espírita: “a terapia do amor”. Segundo recorda, juntou-se, levada por amigos, a um grupo espírita que se dedicava à assistência espiritual. Sensibilizada com os efeitos benéficos da fluidoterapia – os passes e a água fluidificada –, Valéria encontrou o que tanto buscava. Desde aquela época, nunca mais se afastou do Espiritismo, descobrindo na Doutrina, segundo gosta de afirmar, “a alegria de servir ao próximo”. Nesta entrevista, fala de tudo, inclusive do livro que psicografou recentemente, O Bem Sempre Triunfa – mais um lançamento de sucesso da Petit Editora.

P: - Qual é sua formação? Quais são suas atividades profissionais?
R: - Sou psicóloga clínica, especializada em saúde mental. Trabalho desde 1994 com uma equipe multidisciplinar – psiquiatra, assistente social, terapeuta ocupacional e psicólogo – num setor da Prefeitura de Araguari, onde atendo pacientes com problemas de saúde mental.

P: - Como está a saúde mental do brasileiro?
R: - O que mais faz sofrer nossa população é a depressão. Mas também atendemos pacientes psicóticos, fóbicos, apresentando sintomas psicossomáticos, síndrome do pânico, entre outros. É importante lembrar que essas doenças têm grande possibilidade de cura, dependendo da adesão do paciente ao tratamento, ou seja, desde que ele não abandone o tratamento. Esse tratamento pode durar, no mínimo, seis meses. Seu término é imprevisível; depende da patologia. As psicoses – por exemplo, a esquizofrenia – são as que mais perduram.

P: - Recentemente, a Butterfly – coligada da Petit Editora – publicou uma nova edição do best-seller do doutor Raymond Moody Jr., A Vida Depois da Vida. Esse livro, que já vendeu mais de treze milhões de exemplares, revolucionou o conceito da morte. Hoje, mais da metade das faculdades de medicina norte-americanas ministram cursos sobre os aspectos espirituais da morte. Na sua área clínica, qual é o posicionamento sobre essa questão?
R: - Creio que os currículos das universidades brasileiras deveriam atualizar-se nesse aspecto. O tema “morte” ainda é um tabu, e seu estudo científico poderia ajudar a desmistificá-lo, permitindo que fosse compreendido mais profundamente, ultrapassando, assim, o âmbito religioso.

P: - Quando aconteceu sua primeira visita a um centro espírita?
R: - Foi há aproximadamente quinze anos, por volta de 1989.

P: - Quando sentiu as primeiras manifestações mediúnicas? Lembra-se de algum acontecimento marcante de sua infância, ou da época de sua juventude, envolvendo a presença ou a interferência dos espíritos?
R: - Na juventude, eu freqüentava assiduamente a igreja, assistia às missas – fui criada na religião católica. Na época da faculdade, atravessei um período de questionamento, que me levou a abandonar o Catolicismo, mas não o Cristianismo. Depois de formada, interessei-me pelo Espiritismo e passei a fazer parte de um grupo espírita. Nesse grupo, descobri que era médium de psicografia.

P: - Qual foi sua primeira tarefa mediúnica?
R: - Recebi a tarefa de dar o passe em crianças, trabalho que desenvolvi por muito tempo.

P: - Quais são suas atividades mediúnicas?
R: - Atualmente, dedico-me mais à psicografia.

P: - O romance O Bem Sempre Triunfa fala de amor e guerra, ódio e perdão. Os leitores gostam muito desse gênero literário – romance espírita de época. Fale sobre seus autores espirituais.
R: - Os autores são médicos espirituais, que se dedicam a atender os necessitados encarnados e desencarnados. Sinto uma grande afinidade com eles. Tive a oportunidade de conhecê-los quando comecei a trabalhar mediunicamente. É uma grande honra ser a intermediária desses espíritos, pois seus livros apresentam mensagens elevadas de paz, amor e caridade. Aprendo muito a cada psicografia que recebo e agradeço diariamente aos benfeitores espirituais a confiança que depositam em meu trabalho.

P: - Louise, a protagonista do romance, já sabe da publicação do livro?
R: - Sim, Louise já soube da publicação de O Bem Sempre Triunfa e está imensamente feliz.

P: - Durante a psicografia de O Bem Sempre Triunfa, você vislumbrou as cenas descritas no livro?
R: - Fiquei muito impressionada com os lindos campos floridos que se estendiam até o horizonte. Mas vislumbrei também as cenas da guerra, o que foi muito doloroso.

P: - Percebe-se, por parte dos autores espirituais de O Bem Sempre Triunfa, uma preocupação em localizar os acontecimentos do livro, situando-os durante o transcorrer da Segunda Guerra Mundial. Qual a razão desses detalhes?
R: - Para que não nos esqueçamos dos horrores da guerra, valorizando a paz, que devemos cultivar em nós mesmos.

P: - Seus dois livros psicografados são romances – O Bem Sempre Triunfa e Um Romance Inesquecível. Pretende escrever – ou mesmo psicografar – um livro voltado para sua área de especialização profissional, a Psicologia?
R: - É uma ótima idéia, mas pretendo, antes disso, escrever histórias para as crianças. O livro já está bem elaborado; falta apenas passá-lo para o papel...

P: - Sua família apóia seu trabalho espírita?
R: - Meus familiares são pessoas muito especiais, que me apóiam bastante. Vibraram muito com a publicação dos romances que psicografei.

P: - O que você recomenda aos médiuns que estão iniciando seu aprendizado?
R: - Eu mesma me considero, ainda, uma iniciante. Recomendo o estudo das Obras Básicas de Allan Kardec, nas quais todos nós temos muito que aprender. Quanto ao treinamento mediúnico, é importante estabelecer dias e horários determinados. A psicografia é uma tarefa árdua, porém abençoada, que exige muito estudo e grande dedicação.

P: - O exemplo de alguém, em particular, contribuiu para incentivá-la a prosseguir em suas tarefas espirituais?
R: - Todos os médiuns com quem eu trabalhei no início do meu desenvolvimento mediúnico me ensinaram muito. Entre tantos amigos, gostaria de destacar a dona Neusa e a Liginha.

P: - Quais são seus planos? Pretende continuar psicografando?
R: - Sim, se Deus quiser! Hoje, tenho maior maturidade para entender melhor essa tarefa, à qual me dedico com maior empenho.