O Mensageiro  -  Revista Espírita-Cristã do Terceiro Milênio 
Título :
Assuntos Diversos

Entrevistado:
Richard Simonetti

Fonte:
Gazeta Espírita

ENTREVISTAS

       

Richard Simonetti, funcionário aposentado do Banco do Brasil, residente em Bauru, SP. É orador, jornalista e escritor espírita, ocupando atualmente o cargo de presidente do Centro Espírita "Amor e Caridade". Livros publicados: "Quem Tem Medo da Morte?", "Uma Razão Para Viver", "Atravessando a Rua", entre outros.

P: - O que nunca lhe perguntaram numa entrevista e você gostaria que lhe fosse perguntado ?
R: – Não me ocorreu ... (risos). Eu nunca pensei nisso. Fica meio complicado responder, porque realmente eu não me lembro de alguma coisa que eu gostaria que me perguntassem e que não tenham perguntado. São tantas coisas e normalmente tudo gira em torno do trabalho, da doutrina espírita, das minhas experiências. Eu não posso dizer para você que tenha alguma coisa que não me perguntaram que eu gostaria.

P: - Você acha que tudo que existe já lhe perguntaram?
R: - Não. Tudo não, mas coisas que envolvem o meu trabalho, a doutrina espírita, sobre temas de meus livros, são as perguntas mais freqüentes. Não tem nada assim que eu possa dizer: - gostaria que me perguntassem tal coisa, mas tudo bem.

P: - Qual a sua visão da Arte no Espiritismo?
R: - A arte é importante em qualquer setor de atividade humana, principalmente no Espiritismo. É uma forma de elevar as pessoas, de divulgar a doutrina, de sensibilizar as pessoas em relação a um aspecto importante da nossa vida, que é o cultivo do belo. O cultivo do sublime, de algo espiritualizado que é a arte no seu sentido mais puro. Sou francamente favorável a que o Movimento Espírita desenvolva iniciativas envolvendo a arte, a música, o teatro, o cinema, a televisão, enfim todas as formas de manifestação artística, eu acho que devem ser bem vistas, bem recebidas no Movimento Espírita.

P: - Qual a virtude indispensável que todo espírita deve ter?
R: - Eu acho que o fundamental como espírita é termos coerência doutrinária. Coerência em relação aos princípios da doutrina. Se eu sou espírita, o mínimo que eu posso fazer é buscar vivenciar os princípios espíritas, no campo social, no moral e em relação a minha vida de um modo geral. Essa coerência é fundamental. Aliás o que caracteriza o desvio do religioso é exatamente o fato dele se despreocupar do sentido de vivenciar os princípios que diz esposar. Então a coerência é fundamental.

P: – Depois do “Ovo de Colombo” que fez espalhar livros por todo esse Brasil, com a criação dos Clubes do Livro Espírita, surgiu alguma outra idéia na área de divulgação?
R: - Não. Eu tenho me empenhado muito na divulgação em relação a livros, como escritor. Na imprensa espírita, como colaborador de vários órgãos. Tenho participado de programas de televisão. Eu acho que a mídia deve ser usada, tanto quanto possível e o que eu sinto necessidade do Movimento Espírita, na atualidade; não estou assumindo o movimento, mas simplesmente tenho procurado destacar; a importância de conquistarmos a televisão. O Movimento Espírita, como um todo, ter um programa de âmbito nacional. Programa bem preparado, bem feito e com o tempo, quem sabe até conseguirmos um canal de televisão. Entendo que isso é fundamental para a divulgação da doutrina espírita. Nós vemos que outros segmentos religiosos, como o catolicismo, o protestantismo, as igrejas evangélicas, hoje têm esse segmento já bem desenvolvido. Nós espíritas estamos um pouco atrasados em relação a isso. Não tem havido da parte dos órgãos de direção do Movimento Espírita, tanto a nível Municipal, Estadual e Federal, essa preocupação. Vamos arregaçar as mangas e vamos fazer alguma coisa. No dia em que nós nos decidimos a fazer, a gente vai conseguir, há possibilidade, o que está faltando é a vontade!