O Mensageiro  -  Revista Espírita-Cristã do Terceiro Milênio 
Título :
Entrevista com Sônia Rinaldi

Entrevistado:
Sônia Rinaldi - Coordenadora da Associação Nacional de Transcomunicadores

Fonte:
O Mensageiro

ENTREVISTAS

   

Nossa Revista, este mês, tem o prazer de entrevistar a Sônia Rinaldi - Coordenadora da Associação Nacional de Transcomunicadores - ANT - entidade que está na vanguarda do desenvolvimento da transcomunicação instrumental no Brasil. Recomendamos a visita ao site da ANT para conhecer os trabalhos desenvolvidos e em andamento:
( http://www.geocities.com/ant-tci/ )

A pesquisadora e escritora acaba de lançar o livro "Contatos Interdimensionais" pela Editora Pensamento. A primeira edição da obra que apresenta os seus trabalhos esgotou em poucas semanas. Você pode adquirir o livro com desconto diretamente no site da editora:
( http://www.pensamento-cultrix.com.br/
).

Leia a entrevista e conheça um trabalho sério que é respeitado e que cada vez mais desperta interesse no meio científico e do público em geral.


P: Sônia, tendo em mente também os leitores que ainda não conhecem os estudos de transcomunicação instrumental, você poderia fazer um relato sobre o desenvolvimento dessa técnica?

R: A técnica usada nos experimentos desenvolveram-se muito. Por mais de 50 anos ela derrapou na falta de tecnologia adequada do nosso lado. A partir de 1950, quando do advento da evolução da eletrônica foi quando a TCI marcou uma nova fase podendo, finalmente avançar mais célere. Nos últimos 3 anos, nós da ANT deixamos de lado o gravador e partimos para o uso do computador para todos os tipos de contatos. Com o uso dessa tecnologia, finalmente chega-se ao patamar de melhorar as investigações, facilitar os avanços etc.

 

P: Como iniciaram os seus estudos e quais as perspectivas de evolução deles?
R: Iniciamos e 1988, dentro do IBPP - Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas, até hoje coordenado pelo Eng. Hernani Guimarães Andrade. Em 1990, quando de sua mudança para Bauru-SP, passamos a fazer os experimentos em nossa casa, e criamos a ANT- Associação Nacional de Transcomunicadores. Para avaliar o ponto que chegamos, recomendaríamos que os interessados no assunto nos dessem o prazer de uma visita em nosso site: ( http://www.geocities.com/ant-tci/ )

 

P: O Brasil, principalmente pela aceitação da doutrina espírita, deve estar  na vanguarda desse assunto. Como estão os estudos no Brasil e em outros países no mundo?
R: O Brasil passou à frente em todas as pesquisas depois que ocorreram problemas de suspeitas sobre os fenômenos de Luxemburgo. Mesmo no Brasil a autenticidade de algumas ocorrências de lá foram colocadas em dúvida, o que fez com que a rede internacional de transcomunicadores afastasse o casal, e hoje esteja de novo se reorganizando com os mesmos membros. Na época (1997) isso causou grande mal estar, inclusive no meio espírita. Mas, como disse Divaldo sobre esse assunto: Se eles fraudam, trata-se de um problema deles, e são mais merecedores de pena e apoio do que críticas.
De qualquer forma, desde essa época redobramos nossos cuidados em atestar e comprovar os fenômenos que nós temos divulgado. Foram muitos os artigos publicados sobretudo na França e Alemanha. Em nosso site temos o artigo "Creer o Comprobar", da Espanha, que aborda esse tema. Os interessados podem lê-lo no nosso site, no setor espanhol.

 

P: Quais são os avanços que você prevê para esta técnica?
R: É possível que com o aprimoramento tanto técnico quanto moral, se possa chegar aos contatos fluentes em todo o mundo, por todo mundo. Porém, há que se perceber que isso está longe, sobretudo se depender do avanço moral.

 

P: Sabendo que as religiões espiritualistas ( e em especial a Espírita ) aceitam a vida em outros planos e sendo a comunicação com os espíritos desses planos uma realidade nas casas espíritas, perguntamos: como separar a religião da ciência?
R: Não entendi porque se deveria separar se Kardec propôs exatamente a união delas!!! Ele opinou com sabedoria que uma depende da outra para progredir. Ele tem uma frase ótima: "Quando do alto de suas cátedras os sábios promulgarem a realidade do Espírito, estarão inserindo o veneno no materialismo". Em outras palavras, dizia ele que a religião depende do aval da Ciência para se universalizar. É nessa linha que trabalhamos - na união de ambas. Essa é a mais moderna tendência de várias pesquisas no Exterior, para unificar "sabedoria" e "conhecimento". São vários os pesquisadores e cientistas que vem desenvolvendo a tentativa de aproximar conceitos místicos com a moderna Física Quântica sobretudo. Entendo que essa tendência dessa se solidificar com o tempo, principalmente porque vários trabalhos vem sendo realizados para comprovar a vida após a morte. A comprovação final deve causar enorme rebuliço em todos os setores da Ciência, e não menos, nas religiões.

 

P: Você recentemente lançou o livro "Contatos Interdimensionais" que vem acompanhado de um CD com inúmeras gravações de contatos efetuados, que com certeza é um excelente documento de divulgação do trabalho realizado até a  presente data. Gostaríamos de saber sobre a receptividade ao livro. Como está a divulgação? E como o meio científico recebeu a obra?
R: Talvez a informação de que a primeira edição se esgotou em 40 dias, responda essa pergunta. A segunda edição está saindo nesses dias, e recebemos cartas do Brasil todo. Acerca de 20 dias saiu uma ampla reportagem sobre nosso trabalho, como matéria de capa na revista Isto É. Para se ter uma idéia do alcance e do interesse, o nosso site recebeu nesse período quase 10.000 visitas. O mais curioso é que em sua massiva maioria não eram pessoas espíritas... mas que se impressionaram com os avanços e o controle científico que usamos e nosso direto envolvimento com cientistas.

 

P: O livro, além de transmitir toda a sua experiência, torna-se inegavelmente um guia para os interessados que desejarem se iniciar no assunto. Perguntamos: O leigo não poderá incorrer em "brincadeiras" de entidades inferiores? Quais as precauções a serem tomadas? É recomendável procurar entidades reconhecidas para tentar a comunicação?
R: Ser leigo num assunto não implica em baixo padrão vibratório, e por nossa experiência, o que pode provocar a aproximação de entidades indesejáveis seria exclusivamente o "todo" da pessoa - seu ser, suas intenções, sua pessoa da forma mais global. Se um leigo, tiver boa intenção, jamais poderia ser alvo de interesse de zombeteiros, pela incompatibilidade vibratória.

 

P: A Associação Nacional de Transcomunicadores - ANT é a entidade que no Brasil  congrega os estudiosos e interessados no assunto. Quais são os trabalhos desenvolvidos pela associação? Quais os meios utilizados para a divulgação?  Quais os números da associação e quem tem interesse no assunto?
R: Hoje a ANT congrega cerca de 1.200 filiados, sendo que o número é acentuadamente crescente devido ao lançamento recente do livro citado acima e mais o novo que estamos lançando agora: Transcomunicação - Espiritismo e Ciência" - pela Editora DPL. Entre as tarefas da associação está: orientar as pessoas a obterem seus próprios contatos; divulgar, principalmente dentre os associados, os avanços obtidos; auxiliar pessoas aflitas; publicar uma revista quadrimestral sobre o assunto com 50 páginas; publicar em livros os resultados; efetuar palestras; atender a um sem número de cartas e e-mails diários, etc...

 

P: Temos notícia que a ANT firmou convênio com importante instituição internacional. O que o convênio representa para a ANT? Quais os desdobramentos antevistos?
R: Mais importante que esse convênio internacional, está sendo o apoio de uma instituição nacional - a LBV. Firmamos um acordo de pesquisa, e tanto a ANT quando a LBV tem interesse na comprovação da autenticidade dos contatos, assim como da realidade da vida depois da morte.

 

P: Muitas pessoas que poderíamos chamar de leigos tem demonstrado interesse  nesta forma de comunicação. Que precisam fazer estes interessados?
R:Veja, temos uma grande preocupação com o súbito interesse de centenas de pessoas em iniciar pela experimentação. Não aconselhamos isso. O ideal é que ela se muna de informações e saiba o alcance e os limites dessa prática. No mercado existem bons livros. O assunto é sério demais para ser conduzido ou movido pelo impulso da curiosidade. Mas, permanecemos à disposição de todos que, seriamente, se interessarem pela experimentação.