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O Sr. Carlos Vital Olson
é o atual presidente do Centro Espírita “Amantes da Pobreza”,
fundado por Cairbar Schutel em 15 de julho de 1905. Ele é,
também, diretor-presidente da Casa Editora “O Clarim” que, além
de editar o jornal “O Clarim”, e a RIE-Revista Internacional do
Espiritismo, têm publicados cento e dezenove livros de diversos
autores. Responsável pelo legado de Cairbar Schutel, o Sr.
Carlos nos mostrou os avanços alcançados pelo parque gráfico,
que, iniciado por uma máquina impressora acionada por mãos e
pés, hoje conta com equipamentos de última geração,
possibilitando uma apresentação visual compatível com os grandes
jornais e revistas do país. Atencioso, respondeu-nos algumas
perguntas acerca de sua vida e daquela grande obra.
P: - Como o Sr. se iniciou no Espiritismo?
R: - Desde a infância, tive oportunidade de assistir a sessões
práticas de Espiritismo em minha própria casa. Mas, a iniciação
propriamente dita, quando comecei a assumir responsabilidades no
Movimento Espírita, se deu com a mudança de Pirassununga para
Matão, em 1936, quando comecei a freqüentar sessões teóricas no
Centro Espírita “Amantes da Pobreza.
P: - Qual foi a sua convivência com Cairbar Schutel e as
lembranças que guarda do “Bandeirante do Espiritismo”?
R: - Conheci Cairbar de Souza Schutel de 1936 até 30 de
janeiro de 1938, quando ele desencarnou. Registro aqui o funeral
mais concorrido da cidade até aquela data, quando visitantes de
inúmeras cidades do Brasil chegaram a Matão para prestar suas
homenagens ao grande divulgador do Espiritismo.
P: - Poderia nos fazer uma retrospectiva do labor doutrinário
do Centro Espírita “Amantes da Pobreza” desde aqueles tempos?
R: - As atividades doutrinárias do Centro Espírita “Amantes
da Pobreza”, desde quando foi fundado por Cairbar Schutel em 15 de julho de 1905, consistem
em sessões práticas, reuniões de estudos doutrinários e
evangelização infantil.
P: - Como está a Editora presentemente?
R: - O parque industrial da editora está bem equipado com
computadores para a composição e Impressoras Heidelberg de folha
inteira, frente e verso, para livros, e a quatro cores para o
Jornal, Revista Internacional de Espiritismo e capas dos livros
de nossa Edição. Além disso, conta com outros equipamentos
modernos para acabar, dobrar, alcear, grampear, costurar, colar,
refilar, possibilitando-nos, caso seja necessário, até dobrar a
produção”.
P: - Fale-nos do surgimento de “O Clarim” e da “RIE” e em que
países estão circulando.
R: - O jornal “O Clarim” foi fundado em 15 de agosto de 1905
e a sua tiragem atual é de 3.800 exemplares. A Revista
Internacional do Espiritismo foi iniciada em 15 de fevereiro de
1925. O primeiro número, que circulou naquele mês, era relativo
a janeiro. As duas primeiras revistas foram impressas em São
Carlos e, a partir do terceiro número, confeccionadas na Casa
Editora. Atualmente, a tiragem é de 9.500 exemplares. Ambos têm
assinantes espalhados por todo o Brasil, Portugal, França,
Guatemala, Espanha, Venezuela, Japão, Argentina, Estados Unidos,
Holanda, Suécia e Suíça.
P: - O Clarim” e a “RIE” são comercializados em bancas?
R: - Tanto o jornal como a revista são vendidos em quarenta
Bancas e Distribuidoras Espíritas. Não temos tido como
distribuí-los em outros estabelecimentos devido à nossa modesta
tiragem mensal.”
P: - Resuma, estatisticamente, os livros publicados pela
Casa Editora e suas tiragens.
R: - Os títulos publicados somam 119, com tiragem variável de
dois a dez mil livros por impressão, conforme a necessidade de
reposição do estoque.
P: - Pela ordem, poderia nos mencionar os títulos de maior
tiragem?
R: - Aves sem Ninho; Depressão, Causas e Conseqüências; Em
busca da Ilusão; Mansão dos Lilases; Não Pise na Bola;
Parábolas; Perdoa; Preces Espíritas.
P: - O Sr. acredita que a editoração de livros eletrônicos
influenciará na produção dos livros tradicionais em papel?
R: - Creio que os livros eletrônicos não influenciarão na
produção dos livros tradicionais de papel, pois estes ainda
deverão ter a preferência da maioria dos leitores, por muitos
anos. A própria comodidade do leitor ter o livro às mãos, no
momento que queira, sem necessidade de ter um computador para
acessá-lo, já é um indicativo de que o livro tradicional não irá
perder o seu espaço.
P: - A Casa Editora “O Clarim” já trabalha com a hipótese de
editar seus livros, também eletronicamente?
R: - Como nossa editora nunca deixou de buscar evolução em
seu campo de trabalho, sem dúvida alguma ficará em observação ao
resultado crescente dos livros eletrônicos, atualmente em número
expressivo em vários ramos do conhecimento, para, no momento
oportuno, tomar uma decisão a esse respeito. Não somos e não
devemos ser fechados ao progresso que se opera em todos os
setores de nossas vidas”.
P: - Deixamos a palavra ao Sr. para algo mais que queira
acrescentar.
R: - A Casa Editora “O Clarim” já passou por várias
reformas ao longo de sua história, desde tipos para linotipos,
em setembro de 1973; depois de gravações de chapas, para Offset,
a partir de fevereiro de 1979, até o estágio atual, bem mais
modernizado, com os recursos da informática e das máquinas a que
já nos referimos. Tudo isso tem exigido dispêndio de recursos
expressivos, a ponto de hoje contarmos com equipamentos cujo
montante ultrapassa um milhão de reais. Por isso, esperamos
continuar merecendo o prestígio dos caros leitores, adquirindo
os livros editados pela nossa Casa, para que ela possa continuar
desempenhando da melhor forma possível o trabalho a que se
propôs desde o início: divulgar a Doutrina Espírita com
responsabilidade e a qualidade que ela merece.
Casa Editora O Clarim
Rua Rui Barbosa, 1070. Caixa Postal 09- Matão-SP- CEP 15990-000
Homepage: http://www.oclarim.com.br e-mail: oclarim@oclarim.com.br
BREVE BIOGRAFIA:
Carlos Vital Olson nasceu em Pirassununga-SP, em 28 de abril
de 1916. Neto dos suecos Karl Olsson e Martha Cristina Svanberg,
teve por pais Carlos Alberto Olsoon e Rosa Cicala Olsson.
Casou-se com a Srª Letícia Morcieli Olson em 27/06/1935, sendo
pais de Elza, Carlos e Gilda. Têm oito netos e dois bisnetos.
Conheceu Cairbar Schutel em 1936,quando se mudou para
Matão-SP, e começou a freqüentar o Centro Espírita “Amantes da
Pobreza” ao lado do “Bandeirante do Espiritismo´.
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