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Sonia
Rinaldi pesquisa há 17 anos o fenômeno dos contatos com
outros Planos Dimensionais, recebidos via aparelhos eletrônicos
– a chamada Transcomunicação Instrumental. Possui sete obras
sobre o assunto, que tratam desde o aspecto do consolo,
possibilitado pelas Vozes dos que faleceram, até o primeiro
projeto científico realizado acerca do fenômeno em condições
laboratoriais.
Reúne hoje um
vasto acervo de áudios e imagens paranormais, tanto próprios
quanto de associados da ANT, o que lhe possibilita ampla visão
do assunto.
A sua ligação com
cientistas de universidades respeitadas enfatiza sua seriedade e
sua conduta rigidamente científica diante de um dos mais
importantes fenômenos para a Humanidade.
Escritora,
articulista, conferencista aqui e fora do Brasil, conduz sua
pesquisa com o propósito de comprovar, cientificamente, a
sobrevivência – razão pela qual, seu grupo se compõe de
matemáticos, físicos, engenheiros etc.
Desde 2001
desenvolve nova técnica de contatos com o Outro Lado da vida,
através do telefone.
A partir de 2002,
a evolução desse trabalho passou a ser acompanhada em parceira
com um Instituto americano, por cientistas dos EUA e do Brasil.
Em 2.005, com o
prematuro falecimento de seu marido, Fernando, sua pesquisa se
fortaleceu ainda mais, agora contando com mais esse apoio
vigoroso do Outro Lado.
P: - Você está retornando de mais um período de reclusão
por andar focada em suas pesquisas. O que tem realizado nesse
período, como tem conduzido suas experiências e quais resultados
(ou passos importantes alcançados) você gostaria de compartilhar
conosco?
R:
- Há que se dizer antes que durante os últimos 4 anos estive
mais afastada do público por dois motivos: o primeiro foi ter
firmado uma parceria de pesquisa científica com um Instituto
americano e o segundo, que no último ano, interrompi totalmente
porque meu marido adoeceu e veio a falecer nesse início de ano.
Passados 8 meses
da partida de meu marido, estou retomando as atividades, sendo
que nesse meio tempo, uma evolução notável ocorreu – tanto em
termos de áudios como com imagens.
Concorreu para
isso, a troca de meus equipamentos (que já eram insuficientes
para gravar os vídeos paranormais), a chegada de nova equipe do
Outro Lado, que detêm tecnologia muito superior a nossa, a ponto
de produzir fenômenos totalmente inexplicáveis, e mais, claro, o
esforço de meu marido, Fernando, junto à Estação Transmissora de
Lá para Cá.
P: - Está
havendo avanço nos transcontatos, tanto por parte terrena quanto
no Além? Quais?
R:
- No tocante aos áudios conseguimos, por exemplo, eliminar boa
parte do ruído de fundo já na hora de gravar – e isso, por si,
gera vozes, às vezes, absolutamente limpas – sem qualquer
chiadinho. É voz tão limpa, alta e clara que é surpreendente.
Atribuo que deve
ter ocorrido avanços técnicos novos do Outro Lado, para que tal
ocorra.
P: -
Conte-nos sobre suas experiências em TCI e sobre a receptividade
alcançada nos meios científicos nacionais e estrangeiros.
R:
- É compreensível o ponto de vista da Ciência em geral. Os
amigos espíritas costumam ficar meio bravos quando a gente fala
que nada, em termos de fenômenos espiríticos, foi jamais
comprovado cabalmente. Tendem a querer puxar a sardinha pra
nossa brasa. Porem, há que se entender que quase nenhum esforço
é efetivamente feito para contratacar a certeza da Ciência de
que a Vida termina com a morte física.
Costumam achar
que, porque Kardec disse... ou porque ocorreram tais e tais
fenômenos, que é o suficiente para demover a pesada engrenagem
científica. Os cientistas são ciosos de seus preceitos e o que
há hoje ainda é a lógica de que a “morte é o fim”.
Lutar contra isso
precisa de muito mais do que centenas de casos de áudios e
imagens. É preciso o apoio de cientistas que se dignem a
analisar e investigar os fenômenos. Para isso é preciso rigoroso
controle para seguir as exigências da Ciência... e é isso que
temos procurado fazer. Temos dois casos comprovados
matematicamente, de identificação de falecido. Um comprovado na
USP, em S.Paulo e outro, na Itália. De pouco em pouco vamos
caminhando.
P: - A
transcomunicação é algo fascinante e tem mesmo sido tema de
filmes, produções para televisão, livros, etc. Como você vê esse
interesse por parte das pessoas?
R:
- Melhor seria se
quem escrevesse entendesse um pouquinho mais do assunto. Neste
ano passou um filme, tenebroso, chamado Vozes do Além. Para
sumarizar, dizia que quem fizesse gravações de vozes, morria.
Imagina algo mais esdrúxulo do que isso? Os americanos que nos
desculpem, mas sem as bases do conhecimento espírita, é difícil
escrever enredos sem deslizar para o erro.
P: - Você
sempre diz (e a doutrina espírita enfatiza) que a conduta moral
e a boa intenção são fundamentais para o transcomunicador. No
entanto, você não acha perigosa uma popularização da TCI
descuidada do conhecimento das leis espirituais e da ética
moral? De que forma você orienta as pessoas sobre isso?
R:
- Pois é... acho sim que isso é um problema. Diria que a
Humanidade, ainda não está muito apta a enfrentar o “contato
direto” com o Outro Lado. No entanto, em algum momento isso terá
que iniciar de forma mais ampla. Aguardemos que a
Espiritualidade ampare sempre a divulgação e que chegue onde
possa frutificar.
P: - Já
houve caso de, mesmo adotando essas atitudes positivas, você
registrar em seus equipamentos alguma clara interferência
negativa, por parte da espiritualidade inferior?
R:
- Hoje sabemos que estamos vinculados 24hs/dia a uma Estação do
Outro Lado. Obviamente que eles possuem seus esquemas de
proteção – assim, nunca ocorreu de entrar alguma voz intrusa.
Uma logística dessas, para Eles, que lidam com desenvolvimento
de tecnologia, é fundamental e garantia de prosseguimento.
Certa vez, lendo
um artigo do transcomunicador americano e seu amigo, Mark Macy,
ele comentava que, devido a falta de postura ética, espírito de
desunião e ciumeira por parte de alguns transcomunicadores,
talvez nossa geração tenha retardado o advento do que ele chama
de “milagres”, referindo-se ao contato ostensivo por meios
eletrônicos entre as dimensões físicas e espirituais. Você
concorda com esse pensamento dele?
Infelizmente, sou obrigada a concordar. Nesse meio, como em
qualquer outro, ciúmes infundados e desunião é tônica. Vê-se
isso em Centros Espíritas, Igrejas etc... e que isso tenha um
reflexo negativo, é bem possível, porque não nos fazemos
confiáveis.
P: - Alguns
cientistas reducionistas, pessoas preconceituosas e céticas vêem
a transcomunicação como uma espécie de “animismo” captado pelos
equipamentos. Dizem eles que a prova dessa tese está no fato das
frases registradas serem muito curtas, quase inteligíveis, além
das imagens pouco nítidas. Ou seja, os transcontatos seriam,
para eles, meras captações do inconsciente e das energias
anímicas do transcomunicador e das pessoas envolvidas, munidas,
naquele momento, de grande expectativa emocional com relação ao
fenômeno. Quais seus argumentos em contraposição a essa opinião?
R:
- Esse parecer
“bem pessoal” chega a ser engraçado. Acho hilário as teses de
uns tantos supostos parapsicólogos, que dizem que a mente é que
registra os contatos. Só que eu nunca vi nenhum deles demonstrar
isso na prática. Eu pagaria para ver, a situação em que, sendo
colocada uma pergunta, alguém que previamente seria orientado a
inserir mentalmente no computador tal ou tal resposta, poderia
ter qualquer êxito. Se tal nunca foi testado, porque dizem um
absurdo desses?
Quanto a “antiga”
má qualidade dos contatos, é aquela história. Meter o pau é
fácil. Ajudar, ninguém quer. No passado foi de fato assim. Mas,
como disse logo na segunda pergunta acima, hoje temos vozes
paranormais com a clareza e limpidez de uma voz comum, como a
nossa. Já não são chiadas, sujas e confusas. E menos ainda as
imagens! Porém, esperar pelo progresso, poucos esperam, mas se
antecipar e criticar, tem um monte! Mas nada disso tem
importância. Os avanços estão se acelerando e esses críticos
terão que achar novas desculpas.
P: -
Existem várias teses explicativas sobre os registros de vozes e
imagens paranormais através de equipamentos eletrônicos.
Inclusive, mesmo alguns transcomunicadores situam seus próprios
experimentos (o experimento deles) no campo da “evidência” no
que diz respeito às mensagens recebidas do desencarnado. Você
acha que a transcomunicação já está cientificamente comprovada?
E a aceitação dessa verdade seria uma questão de tempo, como já
ocorreram inúmeras vezes em outras grandes descobertas
científicas?
R:-
Nem a Transcomunicação, nem nenhum outro tipo de fenômeno
paranormal, está comprovado.
Se tal já tivesse
ocorrido, o mundo estaria de pernas pro ar. O dia em que se
comprovar a sobrevivência após a morte, TUDO na Terra terá
impacto. E falta muito ainda para isso. Porém, pelo pouco apoio
que os que tentam têm, está no ritmo correto. Se não formos nós,
alguém, um dia, comprovará. É uma questão de tempo sim. Quem
sabe até ter a Humanidade um pouco mais preparada para isso.
P: - Em
quais principais aspectos a doutrina espírita foi e tem sido
importante nessa sua empreitada como pesquisadora da
sobrevivência do ser?
R:
- Com 18 anos eu já trabalhava como médium – e talvez foi nesse
persistente e árduo trabalho (lembro que eu atendia num Centro e
voltava para casa com o cabelo molhado de suor, umas 2 horas da
madrugada, três vezes por semana) – tenha sido a semente de
credibilidade dos nossos Amigos com relação à minha pessoa. A
afinidade de objetivos, o interesse e necessidade de comprovar a
realidade do pós-morte, deve ter ajustado o meu caminho - a base
espírita da ética e moral, deve ter feito o resto.
P: -
Soubemos e lamentamos o recente e precoce desencarne de seu
marido. Você diz que esse fato, embora difícil, acabou por
fortalecer ainda mais suas pesquisas com o mundo espiritual.
Poderia nos explicar o motivo?
R:
- O Fernando partiu em fevereiro deste ano de 2005. Tivemos a
felicidade de uma partida sem dor e sofrimento físico e atribuo
que foi o grande auxilio que recebi da Espiritualidade. Com uma
semana de sua partida, ao invés de fazer “Missa de 7o. Dia”
decidi fazer uma reunião de amigos, e gravar um telefonema para
o Fernando. Não tinha certeza de que ele poderia falar já, no
entanto, tinha certeza de que, um dia ele ouviria o que nós
tínhamos dito para ele (pois a reunião seria gravada e mostrada
para ele). Para nossa surpresa, ele próprio com sua voz
reconhecível a distância, respondeu 53 frases – dirigindo-se com
total lucidez aos presentes que falaram com ele, inclusive
usando expressões específicas que só alguns conheciam etc.
Isso simbolizou
para mim a certeza de que tenho que continuar com o trabalho,
pois da mesma forma que para mim foi um alívio, haveria de
auxiliar muitas pessoas também.
De lá para cá falo
pelo telefone freqüentemente com o Fernando, vejo que ele
comenta as coisas do dia a dia da casa e que está muito bem.
Como sempre digo a ele: vamos seguindo até o dia do nosso
reencontro.
P: -
Sabemos que são inúmeras, mas você poderia citar algum
experimento ou experiência que lhe tenha tocado profundamente e
lhe tenha sido realmente gratificante?
R:
- De fato, devido ao fato de ter feito mais de 300 telefonemas
para o Outro Lado para que pais que perderam filhos pudessem
ouvir seus queridos, você imagina quantas vezes a gente se
emocionou e chorou junto. Teria um número enorme de casos,
porém, um bem peculiar: certa vez veio um amigo espanhol, de
Barcelona para o Brasil, apenas para aprender a gravar.
Fizemos alguns
experimentos juntos para que ele aprendesse a técnica e num dos
testes, uma voz masculina disse: —“Ele é a Cristina”.
Fiquei um tanto
confusa com ele ouvindo junto comigo. Me ocorreu óbvio, de que
ele fosse gay, mesmo que nada se percebesse. Para disfarçar, eu
perguntei a ele: —“Você conhece alguma Cristina?”
E ele pensou um
pouco em disse... “não... acho que não”. Passou. No dia seguinte
ele embarcava de volta para a Europa e de repente, toca o
telefone. Era ele, pasmo, impressionado e embasbacado. Acabara
de se lembrar que “Cristina” era sua senha de banco!
Enfim, algo tão
íntimo, e no entanto a Espiritualidade foi encontrar no seu
âmago. Esse exemplo ajuda a cutucar aquela idéia, comum dos
parapsicólogos, de que a nossa mente é que responde (já que para
eles espíritos não existem). Eu, claro, nem fazia idéia de que a
senha dele era aquela, e nem a ele ocorreu a lembrança na hora.
Como explicar tal registro então?
P: - Para
você, como a TCI contribui para a moralização e a elevação
espiritual do transcomunicador?
R:
- Se ele atentar para o fato de ter a honra de contactar o Outro
Lado e tratar disso com o devido respeito, já estará imbuído da
idéia de que a vida continua, de que é preciso cuidar do que e
como se planta.
P: -
Ultimamente você obteve novos registros por telefone com o
pioneiro Konstantin Raudive ou algum outro pesquisador do além?
R:
- Como disse anteriormente, temos conexão 24hs/dia. O dirigente
de nossa estação é um alemão, que fala com sotaque notável.
Assim, ele ou outro Comunicante sempre falará algo. Ou seja, são
inúmeros os Amigos que trabalham na Estação e podem nos
responder.
P: - Fale
algo sobre seu novo livro. Como adquiri-lo?
R:
- Lançamos esta
semana o livro “Gravando Vozes do Alem” – e só nós estamos
vendendo no momento. Ele trata, principalmente, do “passo a
passo” para gravar, isso porque, a maior parte das pessoas têm o
desejo de se comunicarem por si. O livro é para isso, entre
outras coisas, como ter dezenas de casos e mais o CD com 62
vozes paranormais, de exemplo. Caso queiram conhecer o livro
visitem: http://www.gravandovozes.kit.net
P: - Você
se dispõe a fazer palestras em centros espíritas, eventos,
simpósios ligados ao movimento espírita, ou outras associações
que se interessam sobre o assunto? Caso positivo, como
contatá-la?
R:
- Pelo site acima, recebo e respondo com prazer. Estou à
disposição sim para divulgar a Transcomunicação e fazer
palestras.
Fico a disposição
de seus leitores e visitantes naquilo que eu puder ser útil.
Abraços a todos.
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