O Mensageiro  -  Revista Espírita-Cristã do Terceiro Milênio 
Título :
O Centro Espírita

Entrevistado:
Orson Carrara

Fonte:
CVDEE

ENTREVISTAS

       
   

Orson Peter Carrara colaboro com artigos para diversos jornais e revistas do Movimento Espírita. Também publica artigos nos jornais Independente (Dois Córregos), Comércio de Jaú (Jaú) e Jornal do Comércio (de Matão), além de diversos sites.

P: - Qual a sua opinião sobre a manifestação de espíritos que apresentam-se como pretos velhos, em Centros da Doutrina Espírita?
R: - : Os espíritos não são pretos nem velhos. Devem ser esclarecidos, mas também respeitados na posição em que se encontram. Devemos adotar sempre uma postura que não apresente preconceitos. Se se apresentem espíritos com tais características, devem ser atendidos, esclarecidos - repito com respeito - mas com o cuidado de não se criar dependência de espécie alguma.

P: - Fazemos distribuição de farnel. Você acha que para as pessoas cadastradas o centro deve exigir a presença das mesmas nas reuniões, como uma forma de dar o alimento e o esclarecimento?
R: - Deve convidá-las, mas nunca constrangê-las ou forçá-las. Isto é anti-doutrinário. Ao mesmo tempo, o grupo deve criar condições para que paralelamente à distribuição, seja apresentada a proposta de Jesus, sem qualquer atitude cerceadora da liberdade individual.

P: - Passamos por dois assaltos, no local onde funcionamos, que é um bairro de classe pobre. O que nos aconselha? Sair? Ficar? Enfrentar sem medos?
R: - : Penso que é uma decisão do grupo, que deve discutir o que fazer. Sair, ficar ou enfrentar será fruto de profundas reflexões, onde, seja qual for a decisão, deverá ser respeitada.

P: - Como desenvolver um trabalho melhor, que motive o freqüentador da Casa Espírita ao estudo da Doutrina ?
R: - Apresentar estudos motivadores, que despertem a vontade de vir ao Centro para estudar. Promover eventos e encontros doutrinários. Nas reuniões de estudo, estimular a participação de todos, ao invés da cômoda posição de "um fala e todos escutam". Os estudos devem ser preparados de forma criativa que envolva o público, com dinâmicas e variações na forma de apresentar o estudo. Ao mesmo tempo, implantar na Casa o CLUBE DO LIVRO ESPÍRITA, comentar as publicações (jornais e revistas) e distribuí-las inclusive estimulando assinaturas. Em tudo, é preciso estímulo permanente.

P: - Você poderia fornecer alguma indicação sobre como deva ser o funcionamento, montagem, trabalhos, etc, de um Centro Espírita? Ou algum site ou obra que forneça esta orientação?
R: - O Centro Espírita deve funcionar como autêntico representante da Doutrina Espírita e para isto deverá basear suas atividades na Codificação de Allan Kardec. O primeiro passo é instituir reuniões de estudo das obras básicas da Codificação, em dias e horários pré-estabelecidos, mantendo-se a constância e perseverança. As demais atividades virão por consequência do estudo. Não tenho conhecimento sobre sites que esclareçam a respeito. Porém, nada melhor que trocar idéias com pessoas habituadas, idôneas e conhecedoras da Doutrina Espírita.

P: - Há uma corrente que vem levantando a necessidade do uso também no Centro Espírita da utilização do conceito de Qualidade Total, dos 5 (cinco) S. Qual a posição do Senhor quanto a isto?
R: - O Centro Espírita e sua administração devem aprimorar suas atividades de maneira contínua e permanente. Tudo para que ele seja fiel à Doutrina, coerente em suas atividades, agradável para o público e trabalhadores. Porém, a aplicação dos conceitos citados, embora valorosos, parece-me trocar o essencial pelo acessório. O essencial no Centro é estudar e divulgar a Doutrina. Se ficarmos excessivamente preocupados em aplicar aqueles conceitos, estaremos perdendo precioso tempo que poderia ser aplicado no estudo doutrinário e que em primeira consequência por si só já
traria qualidade aos trabalhos e atividades. As dificuldades, desvios surgem mais por falta de estudo que por organização interna. O Centro deve ser acolhedor, simples, sem desprezar é claro as modernas técnicas de administração - que devem sim ser utilizadas pelos Diretores e grupos – mas não da forma como são aplicadas nas empresas: de forma autoritária, obrigatória, impositiva. Isto fere o caráter familiar do Centro Espírita. As experiências que vi e vivi em empresa que trabalhei foram frustrantes, mera perda de tempo. O dirigente e/ ou grupo diretor devem se esmerar na organização dos trabalhos, mas evitar a introdução de modismos imediatistas.

P: - Quais as atitudes mais práticas e recomendáveis aos dirigentes e trabalhadores dos Centros Espíritas dentro do lema espírita "sem caridade não há salvação", de modo a que a doutrina chegue aos leigos sem criar impactos e/ou paradigmas que os afastem ao invés de aproximá-los ?
R: - Resposta: Apresentar a Doutrina como ela é: simples, lógica, coerente, lúcida. Divulgá-la por todos os meios possíveis e usar as reuniões doutrinárias, os programas de rádio/tv ou colunas de jornais para esclarecer os fundamentos doutrinários. Os impactos e/ou paradigmas que afastam ao invés de aproximar pessoas provem muito mais da ignorância doutrinária daqueles que apresentam a Doutrina de maneira distorcida. Uma forma prática é a implantação do CLUBE DO LIVRO ou a realização da FEIRA DO LIVRO, pois ambas colocam a Doutrina de encontro ao povo, de maneira direta e clara.

P: - Apesar da existência da FEB (Federação Espírita Brasileira) e outras organizações criadas por trabalhadores do bem e da verdade, visando a união dos que professam a Doutrina Espírita, algumas casas ainda vivem isoladas e sob o personalismo dos seus dirigentes. Na sua visão o que poderia, independente do personalismo que possa advir dos dirigentes, ser feito dentro dos Centros Espíritas para que a fraternidade, a união prevaleça aos interesses pessoais?
R: - Viver o Evangelho. Em outras palavras, transformar o Centro numa extensão do lar. As dificuldades de relacionamento são advindas das imperfeições humanas. O grupo diretivo do Centro e/ou reuniões deve envidar esforços para que o ambiente do Centro seja natural, acolhedor e proporcione bem estar aos seus integrantes. Vejo absurdos de Centros que proíbem manifestações de alegria no encontro de pessoas. Como pode isso?
Em outros casos, disputas de poder, melindres e tudo mais. Em termos práticos, o Centro deve criar espaços ou horários para que as pessoas estejam juntas, conversem, sem o compromisso doutrinário, pois é comum chegarem em cima da hora e saírem em correria ao término da reunião. Que busque-se, então, horários diferentes de fraternidade, como almoços, trabalhos outros que aproximem os espíritas.

P: - Qual a visão da Doutrina Espírita em relação ao Centro Espírita Virtual? R: - Mais uma opção de divulgação e expansão do pensamento espírita, com o cuidado porém de manutenção da qualidade e fidelidade doutrinária. Através dos sites, muitas pessoas buscam o conhecimento. Temos que oferecer o que temos de melhor: o conhecimento espírita.

P: - O Centro Espírita que trabalho pretende criar um trabalho de Desobsessão. Como
devemos proceder? Podemos criar este trabalho sem a orientação dos espíritos?
R: - Uma reunião de desobsessão é algo muito sério, que exige muita responsabilidade e conhecimento. Estudem bastante e não tenham pressa. Juntem pessoas amigas, que estimam estar juntas e que desejem verdadeiramente estudar e trabalhar nesta seara. Não tenham pressa, gradativamente as orientações virão. Mas não pode ser algo improvisado, sem sequência. Há que haver muita responsabilidade e repito conhecimento de causa. Como sempre, fica a recomendação do estudo das obras de Allan Kardec. Mas notem, acima citei: pessoas que estimam estarem juntas e que desejem verdadeiramente estudar e trabalhar nesta seara.

P: - Orson, sabemos que você é de família espírita e atua na doutrina como dirigente unificacionista, além das atividades normais centro espírita. Na sua opinião, por que a USE adotou essa atitude dogmática de cunho sacerdótico, chamando para si todos os participantes das casas espíritas, como se ela fosse uma sé espírita? Como a USE pretende resolver a questão da FEB em relação ao Roustanguismo?
R: - Não concordo com a colocação. A USE não possui função dogmática de cunho sacerdótico. A USE coordena esforços para aprimoramento do Movimento Espírita. Na pergunta, você diz que sou de família espírita e atuo como dirigente unificacionista. É verdade! Desde pequeno, percebi a importância dos órgãos de unificação espírita e jamais me senti pressionado ou conduzido pela USE. A Casa a que me vinculo sempre foi respeitada em sua autonomia, bem como o órgão regional que presido. A USE sugere, estimula, mas jamais interfere. Se isto acontece ou aconteceu é por postura equivocada de dirigentes ou supostamente dirigidos.
A Doutrina Espírita é uma doutrina de liberdade, tanto individual como coletiva (casas e órgãos). Existem decisões tomadas nas reuniões e quem estava lá e concordou não tem o que discutir. Quem estava ausente, não tem como argumentar. Porém, é importante que se diga: são decisões do conjunto de pessoas (proveniente de diversas regiões e sociedades) e visam sim o bem do movimento espírita. Não entendo as posturas anti-USE, já que sua função é estimular o movimento...
Quanto à questão USE/FEB/ROUSTANGUISMO, não entendo a preocupação. Há tanto que estudar em Kardec e tanto o que se fazer pela Doutrina, que não vejo razões para perder tempo com isso. O roustanguismo é problema da FEB: ela que resolva.
A USE não tem nada com isso. E interessante, pergunto: quem conhece Roustang? Fica-se batendo numa tecla esquecida e isto faz lembrar. Vamos estudar nosso Kardec, divulgar o movimento e viver o entusiasmo de nossa Doutrina, que aí sim está o Espiritismo.

P: - Como escritor e jornalista que é, você não acha que há muitas obras ditas psicografadas, e que esses arautos da espiritualidade, usam esse recurso muito mais para finalidades materiais, que de atendimento fraterno?
R: - É preciso ver antes se não são os médiuns que estão adotando esta postura. Se forem os médiuns, denota falta de estudo. Se forem dos espíritos, demonstra ausência de critério doutrinário nos médiuns e revela conhecimento que já temos sobre a escala espírita. A obra literária dos espíritos visa o esclarecimento humano e para esse fim deve ser usado, apesar da questão dos custos para publicação. Esta enchente de publicações denota a valorização de fins materiais, o que contraria a finalidade primeira. Os Centros e clubes do livro precisam valorizar mais as obras doutrinárias do que simplesmente ficarem distribuindo romances. Estes são importantes, pois cativam, mas vez por outra a valorização de excelentes obras doutrinária favoreceriam a formação da consciência doutrinária. Mas, respondendo diretamente a pergunta, considero que o livro cumpre muito mais a função de consolo e orientação do que cumprir finalidades materiais, pois o livro espírita ensina muito.

P: - Porque alguns Centros Espíritas adotam o uso de roupa branca?
R: - Desconhecimento da Doutrina Espírita. O Espiritismo não possui qualquer tipo de roupa especial, seja de que cor for. Isto vem de paradigmas incompatíveis com a lógica e clareza do Espiritismo. Na prática espírita, que sejamos naturais.

P: - A reunião pública, geralmente, é a porta de entrada para o iniciante na doutrina. Qual a duração aconselhável para a exposição evangélica nestas reuniões?
R: - O tempo ideal para uma preleção evangélica nas reuniões públicas deve girar entre 40 e 50minutos, tempo suficiente para o desenvolvimento de argumentos e raciocínios. Nada impede porém que uma boa palestra ultrapasse uma hora.

P: - O que dizer de palestras com temas tais como: cromoterapia e descrição sobre os
chacras? Ou deve-se estudar a doutrina, nestas reuniões públicas, embasados na codificação Kardequiana e obras subsidiárias, tais como as de Emmanuel e André Luiz?
R: - O objetivo prioritário do Centro Espírita é ensinar Espiritismo. Nesta tarefa, vale-se 'também dos conhecimentos humanos. Cromoterapia está fora das atividades do Centro Espírita, mas poderá ser abordada sim como conhecimento humano. No caso dos chacras, trata-se também de conhecimento científico que pode e deve ser abordado , até a título de aprofundamento do estudo. Porém, a prioridade do Centro é estudar a Doutrina e este estudo comporta área tão ampla e abrangente, que não podemos restringir a Doutrina a exclusivamente chacras ou outro tema qualquer. Estes conhecimentos podem ser obtidos em outros lugares, mesmo que não no Centro. Por isso, devemos sim em nossas reuniões estudar Kardec, Emmanuel, André Luiz e obras subsidiárias, como programa prioritário.

P: - Como as técnicas de Administração modernas deve ser consideradas pelos dirigentes das casas espíritas? O centro espírita trabalha com plano estratégico e visão de futuro?
R: - Como ferramentas e instrumentos para aprimoramento dos Centros. E são valiosas, mas devem merecer a absorção do fator humano, para que não sejam frias como nas empresas. Os Centros são extensões do lar. Devem primar-se pela simplicidade e pelo acolhimento caloroso da fraternidade. Se usarmos as técnicas de administração com a frieza que busca resultados imediatos, estaremos descaracterizando o Centro.

O Centro deve sim trabalhar com plano estratégico e visão de futuro, visando inclusive sua própria sobrevivência, aprimoramento das atividades e metas para o futuro, mas repito sem a frieza dos organogramas empresariais. O fator humano da fraternidade deve estar presente.

P: - Os dirigentes de casas espíritas em geral são pessoas de idade avançada. Por que não vemos um numero maior de jovens (+- 35anos) administrando os centros espíritas?
R: - Há um engano na pergunta. Conheço inúmeros Centros dirigidos por gente muito jovem, altamente dinâmicos. É claro que há os casos dos chamados "donos dos centros", idosos que não abdicam do poder... Para esses, a paciência que recomenda o Evangelho. E há que se citar também a indiferença e omissão de muitos jovens. Mas considero que há muita gente jovem dirigindo e muito bem muitos centros espíritas.

P: - Por que existem um distanciamento entre as casas espíritas? Aonde fica a questão da UNIFICAÇÃO? O Centro espírita é realmente a célula do movimento espírita?
R: - O distanciamento entre as casas espíritas é fruto das imperfeições humanas. O Centro Espírita é realmente a célula do movimento espírita e a unificação (ou união dos Centros) está esquecida porque equivocadamente muitos imaginam que a função da unificação é interferir nos Centros, o que se trata de uma inverdade. A unificação existe para fortalecer os centros e por consequência o movimento, que vai agir e melhor atuar no estudo e divulgação espírita. Sua função é sugerir, estimular, sem nada forçar.
Para exemplificar bem a questão dos prejuízos do isolamento das Casas Espíritas, peço aos leitores se recordarem de brasas de um churrasco. Quando juntas, produzem o calor que assa a carne. Quando isoladas, apagam-se. Assim os Centros: isolados, perdem-se. Unidos, produzem muito mais. Os que se isolam, perdem o critério do conjunto e acabam desvirtuando a prática porque ficam sem referencial. É muito importante estarmos unidos para trocarmos experiências e aprendermos uns com os outros.
Eles se isolam com medo de interferências. Mas quem tem o direito de mandar em quem? Somos criaturas livres, independentes e a Doutrina ensina como agir. Por que o medo? Por que o isolamento? Será que queremos dominar pessoas? Será que temos medo que elas cresçam? Isto é egoísmo. Temos que propiciar condições de crescimento para as criaturas. Somente na troca de experiências, isto será possível.

P: - Frequentei e trabalhei num Centro Espírita (no período de 1993-2000) que primava pela Pureza Doutrinária. Não estava mais concordando com algumas atitudes do dirigente e me desliguei deste Centro. Estou procurando me sintonizar com uma Casa Espírita nas proximidades de minha casa. Entretanto eles tem conduta diferente do local que freqüentava. Os trabalhadores usam roupas brancas. Utilizam cristais nos trabalhos de cura. Indicam o uso de sal grosso aos assistidos. É certo isso? De acordo com esclarecimentos contidos no Livro "Pureza Doutrinária", essas práticas não condizem com a Doutrina de Kardec. Fui convidada a trabalhar neste Centro Espírita, e sei que realmente atendem os necessitados da região, tenho receio de reiniciar um trabalho com essas dúvidas na mente.
R: - Os centros refletem o conhecimento de seus dirigentes. As práticas citadas colidem com a Doutrina. Isto não é Espiritismo. Porém, são estágios de entendimento, úteis para essas pessoas que estão aprendendo. E veja que ajudam os necessitados, o que lhes dá mérito, contundo ainda não se desligaram de certas práticas incoerentes. Como a irmã já tem um critério doutrinário formado, sugiro procurar outra Casa. Ou ir aos poucos transmitindo as noções claras da Doutrina Espírita, convidando oradores experientes,e tc. Vai ser difícil, mas tente. Porém, se a vontade de servir ao próximo for maior, a irmã poderá superar estas dificuldades e atuar ali mesmo, mesmo convivendo com essas práticas distantes. Importante é servir em nome do Cristo, mesmo que convivendo com práticas estranhas. Se conseguir conviver com isto, vá em frente. Mas lembre-se: ninguém é obrigado a conviver com constrangimentos.

P: - É verdade que uma mulher quando engravida não pode mais exercer o seu trabalho no Centro Espírita?
R: - Por que? Ela pode exercer várias tarefas até que a gravidez lhe permita. Não há nada que impeça a continuidade em tarefas compatíveis com o estado de gestante. A mulher grávida fica mais sensível, etc., mas toda mulher saberá como administrar isso. O que é incoerente é um dirigente proibir alguém que está grávida de continuar atuando no Centro. Como sugestão, poderá abster-se da prática mediúnica durante o tempo de gestação, mas em outras atividades, poderá atuar normalmente desde que lhe seja possível. Gravidez não é doença, é estágio normal da vida humana. Grávida no Centro, mais assistência ao bebê. Por outro lado, não se deve confundir trabalho no Centro exclusivamente com prática mediúnica. Há tanto trabalho no Centro...

P: - O que você acha sobre os centros espíritas que não permitem às pessoas que façam perguntas durante as palestras? Somos apenas ouvintes. Isso é certo?
R: - Bom, é um critério da casa. Mas pode ser discutido pelos seus integrantes. Apenas ouvindo, pouco aprendemos. Se a reunião específica não tem espaço para perguntas, converse com as pessoas para criarem uma reunião ou horário que facilite esta salutar prática da troca de idéias com perguntas e respostas.

P: - Mesmo tendo trabalhado como médium passista em um centro, não consigo me encaixar em outro centro para trabalhar, pois, o mesmo não permite a entrada de pessoas de fora da "panelinha" formada. O que você acha disso?
R: - São as imperfeições humanas. Porém, considere que você precisa conquistar seu espaço aos poucos. Vá devagar, mostre seu valor, trabalhe em outras áreas, conquiste as pessoas. Chegar e querer ocupar um lugar pode assustar o grupo que não o conhece. Eles possuem um critério e um escrúpulo que são naturais.