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Vivemos muitas
vezes neste orbe,
Acorrentados a terrível treva,
Vagando e semeando de alma torpe
O ódio que as Divinas Leis subleva!
Renascemos em
dor e aprendizado,
Inda assim repetimos as maldades,
Mais ensombrado o coração ousado
E distante das puras claridades!
E no entanto
assim mesmo o Pai de amor,
Estende-nos as mãos e sem alarde,
A cada prece e súplica dos filhos,
Concede nova
vida e nova dor,
Esperando paciente, inda que tarde,
Nossa conquista dos Celestes Brilhos!...
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