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Espancaram-te o
rosto, Mãe Balbina.
Velha, furtaste um pão jogado ao solo,
Ama de tanta boca pequenina
Que afagavas, cantando, no teu colo.
Ninguém te
viu, anêmica e franzina,
Com o filho da patroa a tiracolo,
E a dor de mãe solteira, inda menina,
No suor da coivara e do monjolo.
Roubaste um
pão apenas, Mãe querida,
Tu que foste roubada em toda a vida
Por tantos filhos que te abandonaram!...
Mas Deus
guarda-te, além, por luz e enfeite,
O tesouro de sangue, pranto e leite
Das pérolas de amor que te furtaram!
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