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Saulo,
o perseguidor, segue o roteiro, atento.
Vem Damasco à visão do futuro rabino.
Aridez ao redor... Mato raro, mofino...
Nem perfume de flor, nem sussurro de vento.
Pronto,
vasto clarão golpeia o firmamento.
Desce um
homem de luz e empana o Sol a pino.
“Saulo!...
Saulo!...” - convoca
o emissário divino.
“Quem
sois vós?” - Saulo
grita, assombrado e violento.
"Eu
sou Jesus” – responde a vitima ao verdugo -,
"Não recalcitres mais contra o amor de meu jugo!”
Cego, o doutor da lei tomba de alma ferida...
Mas
longe de jungir-se aos grilhões do passado,
Levanta-se
na areia, exsurge transformado,
E
consagra a Jesus o coração e a vida.
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