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Trabalha,
atendendo a Deus,
Seja inverno ou primavera.
Recorda que o dia findo
Nunca mais se recupera.
Desconfia da
bondade
De todo e qualquer irmão,
Que passe a dia a queixar-se
De espinhos da ingratidão.
Equilibra-te na
estrada,
Não guardes excesso algum.
O lobo farto igualmente,
No outro dia faz jejum.
Entende,
primeiramente,
O que diga o companheiro.
Escuta silencioso
E fala por derradeiro.
Entre os servos
de Jesus
Que sabem honrar seus brios,
Jamais há necessidade
De lisonjas e elogios.
O excesso de
solidão,
Nas lutas da humanidade,
Pode ser muita virtude
Ou muita perversidade.
Não te
esqueças que, entre os maus,
Enquanto há passas e figos,
Terás sempre, em derredor,
Bons vinhos e bons amigos.
Não te queixes
contra a sorte,
No serviço edificante.
Não existe boa terra
Sem lavrador vigilante.
Enfrenta a luta
sem medo...
Há muito pobre mortal
Que foge à fumaça negra
E cai no fogo infernal.
Guarda a
língua no caminho
Usando a misericórdia...
O silencio da humildade
Acende a luz da concórdia.
Aprende a ser
venturoso
Com teus préstimos e dons.
Nem todos podem ser grandes
Mas todos podem ser bons.
Procede
zelosamente
Na imitação de Jesus.
O demônio, muitas vezes,
Esconde-se atrás da cruz.
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